O trabalho remoto ao longo do último ano acelerou a introdução de novas abordagens de renderização em tempo real e, com isso, surgiu uma nova necessidade: como alguém pode se sentir fisicamente presente dentro de um espaço sem realmente estar lá? Diante disso, profissionais de design recorreram ao mundo virtual, um vasto domínio de ambientes construídos interativos que podem ser acessados no conforto do próprio lar. Até mesmo os dispositivos utilizados, como headsets e óculos, tornaram-se mais acessíveis para a grande maioria do público e estão sendo vendidos a preços mais baixos do que inicialmente. Acostumamo-nos a construir, modificar e navegar entre diferentes ambientes, transitando entre o real e o virtual. A verdade é que o virtual se tornou o novo normal.
O A’ Design Award "nasceu do desejo de destacar os melhores designs e produtos bem projetados." Ao reconhecer talentos excelentes e originais de todo o mundo, o A' Design Award representa tanto uma grande conquista para profissionais de design quanto uma fonte de inspiração para arquitetos/as, marcas e agências de design premiadas. As inscrições e indicações estão abertas a participantes de todos os países. As inscrições para a edição de 2021-2022 do A' Design Award & Competition já estão abertas. Inscreva-se e envie seu projeto aqui para receber uma avaliação preliminar gratuita.
A geometria é uma linguagem e um portal que permite a transmissão de significados entre o mundo físico e o universo dos desenhos, da abstração e do idioma. Como podemos deixar uma marca nos edifícios que projetamos e construímos através desse portal? Arquitetos/as e teóricos/as como Vitrúvio (Vitruvius), Alberti e Le Corbusier consideravam a geometria a chave para compreender e projetar a arquitetura. Essa perspectiva ainda se aplica hoje? As ferramentas utilizadas por arquitetos/as mudaram; terá mudado também a sua relação com a geometria? Neste vídeo, exploramos por que a geometria é tão importante para a arquitetura, bem como diferentes maneiras de utilizar e representar seus princípios.
Este foi um ano repleto de imprevistos e surpresas. A pandemia alterou profundamente o ambiente em que vivemos, transformando também nossa psicologia e comportamento. Como observador e crítico de arquitetura, percebo que a maior mudança trazida pela pandemia para o setor foi:a nossa forma de observar o mundo. O confinamento (lockdown) nos levou a consumir cultura e espaço cada vez mais por meio de imagens. Esse modo de observação nos confina em plataformas digitais, onde dependemos de textos interpretados, fotos tratadas e vídeos editados. Com isso, a compreensão sensorial completa do espaço — que envolve visão, audição, olfato e tato — reduziu-se apenas ao olhar, e nosso julgamento crítico passou a se basear em uma colagem de fragmentos.
Diante da mudança nos canais pelos quais consumimos conhecimento, os próprios critérios de avaliação do espaço se transformaram. Mas será que isso impactará o campo do projeto? O físico Carlo Rovelli afirmou que, "às vezes, uma perspectiva louca enxerga mais longe do que a nossa visão habitualmente embaçada". Espera-se que, ao olharmos através das lentes da Covid-19, os problemas sejam expostos para gerar uma reflexão coletiva, e não mera complacência. Nesta retrospectiva de fim de ano, buscamos debater alguns desses fenômenos. A seguir, apresentamos os dez artigos mais discutidos do ano, categorizados em dez temas que buscam inspirar novos questionamentos e reflexões.
O que se poderia chamar de Complexo Industrial das Feiras de Arte tem sido uma força ambivalente tanto para o mercado de arte quanto para a própria arte nos últimos anos: por um lado, as feiras oferecem ao público a oportunidade de ver obras internacionais às quais, de outro modo, não teria acesso; por outro, a dinâmica de grande shopping center que as caracteriza acaba reduzindo o contexto ao mero comércio.
Esta semana, as vagas em destaque são no Atelier I-N-D-J, escritório sediado em Xangai que se destaca por seu estilo singular nas áreas de arquitetura, espaços, design de produtos e mobiliário. Jovens profissionais apaixonados/as por arquitetura são muito bem-vindos/as a se juntar à equipe.
Estação de Montanha Zugspitze / Eibsee, Alemanha - Foto por Christoph Seelbach. Imagem cortesia de Vetrotech Saint-Gobain
Embora o vidro seja frequentemente considerado o ponto mais fraco de uma edificação, isso nem sempre é verdade. Com os avanços tecnológicos e a constante inovação da indústria, alguns tipos de vidro conseguem permitir a entrada de luz natural nos espaços internos ao mesmo tempo que protegem a estrutura contra incêndios. Além das chamas, outros riscos, como gases quentes, fumaça e transmissão de calor, também ameaçam a evacuação segura das pessoas e a integridade do patrimônio.
Conversamos com a arquiteta mexicana Lucía Villers sobre seu interesse em compreender o tempo na arquitetura, por meio de projetos e pesquisas de transformação e recuperação. Seu trabalho divide-se entre a prática arquitetônica e os projetos de pesquisa. O tempo é uma obsessão que Lucía carrega desde a infância. “Quando viajava de carro e observava a paisagem, de repente percebia que uma montanha se movia mais devagar e o que estava perto de mim parecia ir mais rápido. Sempre tive muitas perguntas sobre a percepção do tempo. Às vezes parece passar muito rápido, outras vezes muito devagar”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130456/lucia-villers-arquitetura-centrada-em-compreender-o-tempoBob J. Barraza
Desde o Renascimento na Europa, a relação indissociável entre arte e arquitetura tem sido amplamente debatida e expressa de forma vívida em inúmeros livros e edifícios clássicos. Diante dessa profunda conexão que une ambas as disciplinas, designers, artistas e arquitetos/as vêm colaborando ativamente na busca por soluções para abrigar e expor a arte por meio de espaços em constante transformação.
NanShan B&B Hotel / Priestman Architects. Imagem cortesia de Luyi Photograph
Uma cidade de fronteira pode ser classificada como uma aglomeração urbana próxima ao limite entre dois países, estados ou regiões. Hoje em dia, com a rápida expansão de nossas cidades e a constante modernização dos meios de transporte, a fronteira entre as áreas urbanas e rurais tem sido constantemente deslocada e redefinida.
Nesta republicação desta semana da Metropolis, a autora Leilah Stones explora como, ao redor do mundo, arquitetos/as, designers e urbanistas estão redefinindo o significado de ser um/a defensor/a na profissão do design, listando 6 iniciativas que praticam a justiça no design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130413/seis-iniciativas-servem-de-modelo-para-praticar-a-verdadeira-justica-no-designLeilah Stone
Painéis de parede perfurados oferecem diversos benefícios: proporcionam ventilação passiva, sombreamento e uma estética singular a qualquer fachada. No caso de empresas como a Dri-Design, especializada em painéis metálicos customizáveis e sustentáveis, os elementos perfurados podem ser fabricados de acordo com uma ampla gama de especificações, incluindo diferentes cores, materiais, dimensões, texturas, formatos e padrões de perfuração. A série de imagens perfuradas da marca permite, inclusive, que arquitetos/as reproduzam imagens em suas fachadas ao variar o tamanho, a localização e a densidade dos furos.
A seguir, analisamos três estudos de caso de edifícios que utilizam diferentes painéis perfurados, considerando as especificações técnicas de cada um e o impacto estético geral nas obras.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130407/ventilacao-passiva-sombreamento-e-estetica-singular-3-estudos-de-caso-de-envoltorias-perfuradasLilly Cao
Projeta-se que, até 2025, a população mundial ultrapasse 8,1 bilhões de pessoas — e a grande maioria estará concentrada em áreas urbanas. Embora grande parte do foco esteja em preparar e reconfigurar nossos centros urbanos já hiperdensos para absorver ainda mais habitantes, na periferia, cidades e vilas menores ao redor do mundo têm apresentado uma expansão significativa, definindo-se como locais “em ascensão”. Lugares que antes talvez passassem despercebidos agora ganham destaque por seu rápido crescimento, vitalidade econômica e custo de vida acessível, entre outras características.
Parece um sonho — a capacidade de projetar o que quer que venha à mente sem se preocupar com a execução. Parece bom demais para ser verdade e, talvez, em alguns casos, de fato seja. Há simplesmente regras demais — implícitas e explícitas — que a arquitetura e o design devem obedecer. No entanto, em certas situações, é possível recuperar a liberdade projetual utilizando soluções inteligentes que já existem, mas que talvez sejam pouco conhecidas. Isso se aplica especialmente à arquitetura e ao projeto de portas.
No futuro, a Internet das Coisas desempenhará um papel cada vez mais profundo em nossas vidas. Com dispositivos capazes de se comunicar de forma independente e de se integrar ao nosso cotidiano como assistentes inteligentes, a demanda por tecnologias domésticas inteligentes cresce em paralelo com a expansão da oferta de produtos. Em um relatório recente, a empresa de estatísticas e pesquisas de mercado Statista prevê que, este ano, cerca de 12% das residências no mundo terão dispositivos domésticos inteligentes, com uma projeção de aumento para mais de 21% até 2025. Em outras palavras, o contingente de usuários/as globais chegará a 478,2 milhões. Afinal, quais desses dispositivos são realmente úteis? Destacamos a seguir nove soluções de tecnologia e design de excelência que acabam de ser premiadas no iF Design Award 2021.
A seleção com curadoria desta semana dos Melhores Projetos Não Construídos foca em propostas voltadas para o aprendizado, a pesquisa e a cultura, enviadas pela comunidade do ArchDaily. De jardins de infância a bibliotecas e universidades, o artigo explora como diferentes espaços de conhecimento ao redor do mundo são projetados para inspirar as pessoas que os frequentam.
Apresentando uma variedade de escalas e programas arquitetônicos, a lista inclui uma biblioteca circular na Coreia do Sul, um jardim de infância em forma de ponte na Polônia e uma universidade em Tel Aviv que cria uma série de oportunidades para interações diretas e aprendizado espontâneo. A seguir, apresentamos programas arquitetônicos que atendem à disseminação do conhecimento em todas as suas formas e para todas as faixas etárias e grupos sociais.
Com foco em propostas de concursos, a curadoria desta semana de melhores projetos de arquitetura não construída baseia-se em propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily para destacar projetos premiados em todo o mundo. Desenvolvidas para programas diversos, as propostas exploram como potencializar a identidade dos contextos locais para vencer suas respectivas competições. Juntos, os projetos apresentam abordagens formais, espaciais e conceituais contemporâneas.
As propostas premiadas abrangem uma variedade de projetos: uma proposta de redesenho de uso misto para um subúrbio pós-guerra de Antuérpia, um arranha-céu no terreno de uma antiga sede histórica da polícia no centro de Frankfurt, uma proposta arborizada contra ilhas de calor urbanas em Abu Dhabi e a "Ireland House" em Tóquio, que reunirá diplomatas e funcionários de órgãos estatais sob o mesmo teto. Estes são apenas alguns dos destaques entre os melhores projetos não construídos da semana.
Universidad de Chile, campus Velázquez, c. 1970. Imagem via Archivo Histórico Vicente Dagnino, Universidad de Tarapacá
O Campus Velázquez, projetado por Mauricio Despouy, articula, por meio de uma grelha de concreto, uma série de pátios e galerias com um programa flexível, porém diferenciado conforme os ambientes distribuídos em seu interior. O projeto de infraestrutura educacional está implantado na cidade de Arica, situada no extremo norte do Chile, cujo clima é determinante na construção dos espaços intermediários e dos brises que qualificam a obra.
Após uma ausência de um ano, a Semana de Design de Milão encerrou mais um ano de criatividade e inovação. De 5 a 10 de setembro, milhares de marcas de design exibiram suas criações para mais de 200 mil visitantes vindos de diferentes países, perfis demográficos e setores. Embora a feira de design tenha se voltado majoritariamente para o universo do design de interiores, diversos/as arquitetos/as de renome, como Bjarke Ingels, Foster + Partners e Herzog & de Meuron, participaram do evento e uniram forças com marcas de design de interiores e de mobiliário para criar peças autorais.
A maior parte das notícias vindas da recém-concluída cúpula do clima em Glasgow foi decepcionante. Cúpulas anteriores haviam terminado de maneira igualmente desanimadora, e a COP26 não foi exceção. O encontro reconheceu a gravidade do problema e a urgência do momento — a necessidade de limitar o aquecimento global a menos de 1,5 grau Celsius (alguns cientistas acreditam que já seja tarde demais para evitar isso) —, mas adiou os compromissos firmes necessários para de fato resolver a questão. Ao mesmo tempo, esta cúpula pareceu diferente. Havia um senso de urgência nas ruas de Glasgow, e a atenção do mundo estava inegavelmente voltada para as mudanças climáticas. Como esse foco se traduzirá em ações no campo político, contudo, continua sendo uma questão em aberto.
No entanto, o arquiteto Edward Mazria, diretor executivo do Architecture 2030, acredita que, apesar dos imensos obstáculos enfrentados por ativistas do clima, o setor da construção está prestes a ajudar a mudar os rumos do planeta. Ele vê motivos reais para otimismo e para um esforço renovado. Diante das notícias aparentemente sombrias vindas de Glasgow, conversei com ele na semana passada sobre o caminho a seguir, sobre como alcançamos um ponto de inflexão importante, por que o uso de energia atrelado a edifícios começou a diminuir globalmente e os passos necessários para descarbonizar totalmente o ambiente construído.
Esta semana, destacamos as vagas abertas em dois escritórios de destaque localizados na região do Delta do Rio Yangtze: o Senshang Design, de Hangzhou, e o Dayi Mingliang Architects, de Xangai. Com linguagens singulares, ambos atuam de forma dinâmica em diferentes campos da arquitetura e buscam talentos para integrar suas equipes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130326/vagas-da-semana-senshang-design-dayimingliang-architectureMilly Mo
O arquiteto norte-americano Brian Mac cresceu perto de Detroit. Ele se formou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Detroit em 1988 e, nos cinco anos seguintes, trabalhou em um escritório especializado em preservação histórica, o Quinn Evans Architects, em Ann Arbor. Foi lá que ele aprendeu a amar o detalhamento arquitetônico histórico e, enquanto trabalhava no escritório, em 1992, obteve seu registro profissional. Em seguida, veio um breve período de desilusão com a profissão, o que o levou a se mudar para o Ohio para trabalhar em um centro de tratamento residencial para jovens infratores.
A histórica casa dos leões é, há muito tempo, um elemento central do Lincoln Park Zoo, em Chicago. Quando o escritório global de arquitetura Goettsch Partners (GP) se propôs a renovar e expandir a estrutura, o objetivo era preservar o edifício original, ao mesmo tempo em que aumentava a área útil e criava uma nova experiência espacial. O espaço abriga um bando de quatro leões africanos, além de lince-do-canadá, pandas-vermelhos e leopardos-das-neves.
"Cidade Completa: La Palomera, reconhecimento e celebração" é a intervenção de Enlace Arquitectura para a 17ª Exposição Internacional de Arquitetura na Bienal de Veneza 2021. A maquete é uma representação dos caminhos, escadas e jardins do bairro La Palomera em Caracas, Venezuela. A mensagem: reconhecer o bairro como parte da cidade.