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Provavelmente a maior viga de tijolos até hoje: um feito impressionante na sede da Danish Crown

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Detalhe da composição da viga de tijolos

As vigas de tijolo têm sido amplamente utilizadas na construção civil devido à sua resistência, durabilidade e apelo estético. Ao embutir barras de reforço de aço em uma série de tijolos dispostos em um padrão específico, esses elementos formam estruturas de suporte horizontal que distribuem o peso e as forças que atuam sobre o edifício. No entanto, é difícil encontrar vigas de tijolo com vãos excessivamente grandes, a fim de evitar problemas estruturais a longo prazo. Em vez disso, elas costumam se apresentar sob a forma de vergas simples, mais fáceis de manusear.

Com um comprimento de 16,2 metros e um impressionante vão livre de 15,8 metros, a equipe de arquitetura do CEBRA colaborou com o grupo Randers Tegl, o maior fornecedor de tijolos da Escandinávia, para concluir a construção daquela que é, provavelmente, a viga de tijolos mais longa do mundo até hoje. Esta viga externa é acompanhada por uma viga "irmã" interna de 13 metros de vão e está localizada acima da entrada principal da nova sede da Danish Crown em Randers, na Dinamarca, estendendo-se livremente entre duas das alas do edifício. A viga mais longa é composta por quase 4.200 tijolos — sua altura é formada por 25 fiadas de tijolos, o equivalente a 1,6 metro, e sua espessura é de 4 tijolos.

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Inteligência artificial como aliada na descarbonização da arquitetura: da concepção à apropriação dos edifícios

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Por muito tempo, a sustentabilidade foi vista como sinônimo de tecnologia no meio arquitetônico. A eficiência era diretamente relacionada a aparatos tecnológicos inovadores que cobriam as edificações de parafernálias. Hoje em dia, entretanto, o conceito de sustentabilidade abrange cada vez mais diferentes estratégias que estão relacionadas também ao reconhecimento de técnicas vernaculares e materiais locais como primordiais para a criação de edificações sustentáveis e neutras em carbono.

No entanto, independente da técnica ou dos materiais utilizados, o denominador comum é a busca pela diminuição da pegada de carbono de nossas arquiteturas, uma situação que exige mudanças na forma como os edifícios são concebidos, construídos e operados.  Ou seja, retornar ao vernacular ou utilizar o aplicativo de última geração são estratégias que, apesar de muito diferentes, desejam chegar a este mesmo lugar e, por isso, são igualmente válidas.

Greenwashing na arquitetura: identificando falsas estratégias sustentáveis

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Diante das batalhas que temos enfrentado contra as mudanças climáticas, sobretudo nos anos recentes, a elaboração de estratégias genuínas de descarbonização nunca foi tão crítica e necessária, e em todo o mundo, profissões, empresas e organizações de diversas áreas estão sob pressão para adotarem práticas e condutas mais sustentáveis em seus processos. No campo da arquitetura e do urbanismo não é diferente, e termos como "arquitetura sustentável" ou "arquitetura verde", misturadas a uma série de certificações, produtos e propagandas, tornaram-se cada vez mais comuns e populares, prometendo mudanças e melhorias na profissão que, teoricamente, estariam alinhadas aos novos parâmetros desejados para o futuro global.

No entanto, em meio à essa crescente conscientização ambiental, emergiu um outro fenômeno: o greenwashing, ou "maquiagem verde". O greenwashing refere-se a práticas adotadas por diversos setores, sobretudo ligadas às estratégias de marketing que apresentam iniciativas que transmitem uma impressão falsa ou que fornecem informações enganosas sobre como os produtos ou projetos de uma empresa são mais ecologicamente corretos do que eles realmente são, quando analisados sob um viés mais crítico e cuidadoso.

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Economia da biofilia: o sentido de projetar com a natureza

Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge.

Um simples passeio no parque tranquilizará até mesmo o indivíduo mais tenso. Mas e quanto aos lugares onde as pessoas passam muito mais tempo, como escolas, escritórios e hospitais? Qual papel a arquitetura pode desempenhar na incorporação da natureza nesses ambientes? E qual o custo adicional disso? Bill Browning publicou um livro - The Economics of Biophilia: Why Designing With Nature in Mind Makes Financial Sense, 2nd Edition (escrito com Catie Ryan e Dakota Walker) - argumentando que o custo de trazer a natureza para ambientes construídos não é proibitivo, mas aditivo. Um estrategista ambiental com uma longa história em construção sustentável, Browning é um dos sócios (com os arquitetos Bob Fox e Rick Cook) da consultoria de design sustentável Terrapin Bright Green. Recentemente conversei com Browning sobre arquitetura biofílica – e, como ele foi membro fundador do conselho de administração do Green Building Council dos EUA, também sobre os pontos fortes e fracos do sistema de classificação LEED.

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Neuroarquitetura e materialidade: como o design de superfícies influencia a experiência humana

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A arquitetura, ao longo de sua existência, tem se reinventado, não apenas pelo surgimento de novas técnicas e tendências, mas também pelo entendimento mais profundo do ser humano. Em tempos recentes, o campo da neuroarquitetura tem revelado estudos valiosos sobre a influência dos ambientes construídos em nossos cérebros e, por consequência, em nossos comportamentos e bem-estar. Esta interdisciplinaridade sugere que o design de interiores, especificamente a materialidade e design de superfícies, pode desempenhar um papel crucial na modulação das respostas neurais e comportamentais dos indivíduos.

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Elevando a arquitetura zero líquida com soluções inovadoras de fachada

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Mover-se em direção a um futuro sustentável é um desafio global que envolve que todas as disciplinas trabalhem juntas. De acordo com o Relatório de Status Global 2021 para Edifícios e Construção, quase 40% das emissões de carbono vêm desta indústria. Isso coloca uma grande responsabilidade sobre ela, que deve estar aberta a explorar estratégias, tecnologias e materiais inovadores para pavimentar o caminho em direção a uma meta de sustentabilidade universal: alcançar a neutralidade de carbono até o ano de 2050.

Com isso em mente, este artigo apresenta três produtos e sistemas específicos - vidros de baixo carbono, concretos de baixo carbono e materiais leves - que arquitetos estão aplicando em seus projetos para contribuir para um design arquitetônico de baixo impacto.

Estratégias de design passivo são mesmo eficientes na redução da pegada de carbono?

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É de conhecimento (e afirmação) geral que a arquitetura é um campo transdisciplinar. Vale-se de preceitos e saberes de outras disciplinas para que o objeto construído atue da maneira desejada. Isso pressupõe, obviamente, o locus: seu ambiente de implantação, entorno e todos os elementos que o compõem – outras construções, espécies animais e vegetais, clima etc. É possível dizer que arquitetura só pode existir dentro de um contexto, e que, escalonando a dimensão deste contexto, pode-se chamá-lo meio ambiente.

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Pesquisa revela vantagens ecológicas do home office

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Com a pandemia, muitas empresas e pessoas precisaram descobrir novas formas de trabalho e o home office ganhou espaço – a descoberta da possibilidade de realizar diversas atividades à distância surpreendeu muita gente. Havia uma expectativa de que este modelo de trabalho fosse permanecer. Mas a verdade é que muitas empresas estão retornando aos turnos presenciais ou híbridos – e esta pode não ser a melhor opção para o planeta.

Tons neutros no design de interiores: 30 projetos com paleta de cores discreta

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A história das 'cores neutras' é uma jornada fascinante pela evolução da estética humana e das sensibilidades de design. Estreitamente relacionada à composição de materiais encontrados organicamente na natureza, a harmonia de cores entre brancos, cinzas e tons terrosos desempenhou um papel fundamental na expressão artística, na moda, design de interiores e arquitetura por milênios. Desde os tons discretos das estruturas arquitetônicas de argila, palha, madeira ou tijolo até o estilo de interiores contemporâneo, agora predominante, as cores neutras transcendem fronteiras culturais e continuam ocupando um lugar especial em nossa paisagem visual — oferecendo uma elegância sofisticada e versatilidade que resistiram ao tempo.

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Edifícios neutros em carbono são caros?

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A descarbonização do setor da construção já não é uma escolha, e sim, uma necessidade. À medida que as nações se esforçam para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa até 2050, está cada vez mais claro que os padrões de construção atuais não vão longe o suficiente para promover mudanças tangíveis. Alcançar metas climáticas requer que as economias defendam medidas que impulsionem a neutralidade de carbono, ao mesmo tempo em que gerenciam os custos associados de forma eficaz. Como as estratégias de desempenho neutro em carbono impactariam os custos de construção?

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Como novas tecnologias têm evoluído para abraçar a sustentabilidade na arquitetura

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Quando falamos de tecnologia, muitas vezes pensamos em robôs, super computadores, data centers ou smartphones. Mas a tecnologia também se refere à invenção das primeiras ferramentas de pedra lascada, ou ao desenvolvimento da máquina a vapor, responsável pela primeira Revolução Industrial. O termo provém da junção das palavras gregas techne (arte, artesanato) e logos (palavra, discurso) e, nada mais é que a aplicação do conhecimento para atingir objetivos de uma forma específica e reprodutível, para fins práticos. No setor da construção, que movimenta grandes quantidades de recursos e pessoas, mais tecnologia significa incorporar novos métodos, ferramentas, automatização e softwares que possam melhorar a eficiência das construções. Esta, uma indústria historicamente resistente a inovações, representa enorme impacto no meio ambiente, através de emissões de carbono e exploração de matérias-primas. No entanto, à medida que a construção se volta para o mundo digital, os construtores têm encarado a tecnologia como um meio de otimizar práticas e identificar, construir e gerenciar seus projetos.

Carlo Ratti Associati projeta soluções cinéticas para inundações transformando a orla fluvial de Turim, na Itália

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Carlo Ratti Associati divulgou o projeto de transformação da histórica orla fluvial de Turim, na Itália. O principal objetivo do projeto é enfrentar a atual crise climática e utilizar soluções arquitetônicas para criar espaços que possam resistir às enchentes recorrentes do rio Po. Ao longo do projeto, muitos elementos arquitetônicos são cinéticos, permitindo que eles se elevem acima da água. "Flutuando Acima das Enchentes" cria novas soluções para adaptações climáticas urbanas e fornece insights sobre estratégias universais para vias navegáveis urbanas.

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ISAD apresenta pavilhão como parte de sua iniciativa Taller del Desierto 2023 em Chihuahua

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Como parte de uma iniciativa da escola de Arquitetura e Design em Chihuahua ISAD, há vários anos vem sendo promovido o Taller del Desierto, iniciativa na qual são concebidos diversos projetos para estimular o aprendizado de estudantes. Para esta edição, foi realizado um pavilhão concebido como um conjunto de peças com uma narrativa teatral. Este pavilhão foi viabilizado como parte de uma colaboração entre o ISAD e o Teatro Bárbaro, um Fórum Cultural Independente local liderado por Luis Bizarro. Dessa forma, o pavilhão deve servir como um espaço itinerante para encenações pensadas ou adaptadas explicitamente para este local formado pelas peças projetadas durante o workshop de 4 semanas no verão de 2023.

Oito instalações efêmeras refletem sobre a água em Puebla no México

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Como parte de uma iniciativa de um grupo de jovens mexicanos chamada Patio Efímero, no começo de 2023 foi lançada a chamada para o Concurso Pátio 4: encontro de intervenções efêmeras, aberta a artistas plásticos, gráficos, visuais, multidisciplinares, arquitetas e arquitetos, já estabelecidos ou emergentes.

Nigéria: os desafios de governar Lagos, a cidade que não para de crescer

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De suas origens históricas como vila de pescadores e sede de uma fazenda de pimenta até a metrópole movimentada de hoje, Lagos, na Nigéria, evoluiu para se tornar uma complexa aglomeração de pessoas, assentamentos e interesses postos.

Como potência econômica da Nigéria e da África Ocidental, está previsto que Lagos se torne a cidade mais populosa da África nos próximos 50 anos, atingindo uma população de 100 milhões a partir dos 15 milhões de hoje. Se as ondas de migração recentes servirem de exemplo — daqueles que procuram oportunidades econômicas ou fogem da crise climática e dos conflitos em outras partes da Nigéria — as projeções podem estar subestimadas.

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BIM e Realidade Aumentada: Reduzindo a distância entre projeto e construção

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Para um setor que responde por 6% do PIB global, a voz enfraquecida da indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) é algo que merece reflexão. O mercado global de AEC foi avaliado em US$ 8,9 bilhões em 2022 e a expectativa é que atinja US$ 16,5 bilhões até 2030. Contudo, o pessimismo é generalizado no setor. Profissionais que desconhecem suas opções e a trajetória do setor se veem presos em um ciclo vicioso no qual a falta de informação e de oportunidades limita seu crescimento. Se, por um lado, as estatísticas projetam um cenário otimista, por outro, há um reverso nessa moeda.

"A cidade sem muros" na Bienal de Arquitetura da Guatemala 2023: os espaços públicos como pulmões da cidade

A Bienal de Arquitetura da Guatemala 2023 coloca em debate a necessidade de construir uma cidade, mas sem muros, que inclua espaços públicos onde se forje o sentido de pertencimento, unidade e identidade. O coordenador geral da Bienal, Esteban Borjes Castillo, fala sobre a importância desta edição em uma entrevista.

Iniciativa cidadã se manifesta em defesa do Centro SCOP na Cidade do México

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Há seis anos, o terremoto de 2017 deixou sequelas em diferentes pontos do país, incluindo a Cidade do México, onde alguns edifícios sofreram graves danos estruturais e, por isso, foram desocupados. Um deles é o Centro SCOP. Este conjunto escultopictórico, desenhado pelos arquitetos Carlos Lazo, Augusto Pérez Palacios e Raúl Cacho, conta com murais de Juan O'Gorman, José Chávez Morado, Francisco Zúñiga e Rodrigo Arenas Betancourt. Atualmente, é um dos monumentos artísticos mais significativos do século XX no México, dispondo de mais de seis mil metros quadrados de área bruta e representando um dos exemplos mais bem-sucedidos do movimento conhecido como Integração Plástica.

Arquitetura e integração urbana: é possível transformar a cidade com uma varanda voltada para a rua

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Há alguns anos, uma das minhas professoras favoritas da universidade (que me inspirou a estudar urbanismo) me procurou com um pequeno pedido: ela queria transformar a janelinha do seu quarto em uma varanda para olhar a rua.

Como reduzir a pegada de carbono por meio da arquitetura? Três abordagens ao longo do ciclo de vida da edificação

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A arquitetura engloba múltiplos processos, a começar pela identificação de necessidades e sua transformação em estruturas habitáveis por meio de um design cuidadoso. Historicamente, processos relacionados à construção, como a extração de recursos e o descarte ao fim da vida útil, costumavam ser negligenciados. No entanto, é fundamental reconhecer que as edificações possuem um ciclo de vida com impactos significativos nas emissões de carbono. Priorizar práticas sustentáveis é vital para minimizar nossa pegada ecológica e gerar um impacto positivo no planeta.

Tijolos Finos no Projeto de Edificações: Um Guia para seu Uso e Aplicação

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O tijolo é um material de construção tradicional que confere durabilidade, versatilidade e apelo estético ao projeto de arquitetura. Utilizado na construção civil há milhares de anos, a arquitetura contemporânea explora formas criativas de incorporá-lo ao projeto, combinando-o com diferentes materiais para integrar perfeitamente o antigo e o novo. Tradicionalmente compostos de argila, esses elementos de formato retangular também são materiais de alta resistência, adequados para uso tanto em paredes estruturais quanto em vedações.

Como uma alternativa mais leve, o tijolo fino — com espessura mínima de aproximadamente 1/2 polegada (13 mm) — combina as qualidades técnicas e estéticas do tijolo tradicional com as vantagens de ser leve e eficiente em termos de espaço. Disponível em várias cores, tamanhos e texturas, o tijolo fino pode ser aplicado em diversas superfícies, como paredes e fachadas, sem a necessidade de estruturas adicionais. A Brick Industry Association apresenta projetos de interiores e exteriores, desenvolvendo guias práticos e soluções para alcançar o aspecto clássico e atemporal da alvenaria de tijolos, além de flexibilidade de projeto e facilidade de instalação.

Design de cafeterias: criando interiores ricos e equilibrados

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A 23,5 graus ao norte e 23,5 graus ao sul da linha do Equador, respectivamente, situam-se os trópicos de Câncer e Capricórnio. A faixa de cerca de 4.800 quilômetros de largura entre eles, que envolve a Terra, é carinhosamente conhecida como o "cinturão do café". As condições climáticas tropicais e subtropicais dentro desse cinturão, bem como a alta porcentagem de terras localizadas a mais de 1.000 metros acima do nível do mar, criam as condições perfeitas para o desenvolvimento do cafeeiro.

Nessas regiões das Américas Central e do Sul, África e Ásia, o café é uma das principais exportações nacionais, tornando-se parte fundamental de muitas identidades locais. Assim, os interiores das cafeterias nativas desses países conseguem ser tão ricos e bem equilibrados quanto os grãos ali cultivados. Para quem vive no cinturão do café, a bebida é mais do que apenas um hábito diário: trata-se, literalmente, de uma fonte de sustento e vida. E, nesses estabelecimentos, o café é tratado com essa exata relevância.

Desligue o som, ligue a cor: 4 formas criativas de integrar painéis acústicos coloridos em interiores

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Há algo nas tonalidades saturadas das flores que desabrocham na primavera e nos tons quentes e ardentes de um pôr do sol sobre a paisagem urbana que nos traz alegria. O ser humano anseia por cores. De fato, somos fascinados por elas desde os primórdios da nossa existência. Tanto que tudo, desde a cor de nossas roupas até os pixels brilhantes nesta tela, é uma tentativa de recriar – e intensificar – os tons vibrantes da natureza, encontrando neles uma fonte de inspiração e vitalidade. Nosso cérebro está programado para associar cores a sensações e experiências: o verde exuberante de uma floresta evoca sentimentos de tranquilidade e renovação, enquanto o azul profundo do oceano desperta um senso de mistério e aventura. É essa capacidade de suscitar emoções que torna as cores uma ferramenta inestimável para arquitetos/as e designers — o que também explica por que as tendências estão se afastando do minimalismo neutro que antes reinava, aproximando-se de uma estética mais maximalista que adota toques de cor, dimensão e texturas lúdicas.  

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Niemeyer, Le Corbusier e a história do projeto da sede da ONU

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Era um momento de grande euforia. Com a declaração do final da Segunda Guerra Mundial, um otimismo invadia as ruas e oferecia a certeza de dias melhores. Neste mesmo ano, 1945, embalada pelo contexto, foi fundada a Organização das Nações Unidas (ONU). O lugar escolhido para a sede foi a vibrante cidade de Nova York e o projeto seria concebido por um grupo internacional composto por arquitetos especialmente selecionados e convidados.

Para essa empreitada multicultural e multiarquitetônica, onze gigantes da arquitetura foram chamados de todos os cantos do mundo. Com seus egos inflados, característica da profissão ainda mais ressaltada naquela geração, os arquitetos que, até então eram acostumados a reinar soberanos sobre sua arquitetura e países, se viram compartilhando não apenas uma sala, mas também um projeto. O evento por si só, se executado com sucesso, já seria um tremendo exemplo de que a paz mundial era possível.

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