Moscone Center Expansion / Skidmore, Owings & Merrill + Mark Cavagnero Associates. Imagem cortesia de BOK Modern
Como qualquer arquiteto/a ou profissional da construção sabe, edificar é um processo que consome muito tempo e mão de obra. Atrasos imprevistos devido a falhas mecânicas, questões político-econômicas ou mesmo intempéries climáticas podem agravar as dificuldades habituais de construção e instalação. Diante disso, os melhores produtos de construção do mercado buscam minimizar ao máximo o tempo de instalação e o esforço de trabalho. Por exemplo, o sistema de painéis metálicos estruturais integrados da BŌK Modern reduz o tempo de montagem no canteiro e minimiza a necessidade de suportes estruturais redundantes, gerando economia de material e de custos de mão de obra. Além disso, a excelente capacidade de personalização desses painéis os torna ideais para as mais diversas demandas arquitetônicas e construtivas.
O engenheiro de saneamento estadunidense do século XIX George E. Waring, Jr. era um miasmatista. Ele acreditava na teoria dos miasmas, segundo a qual vapores tóxicos viajavam através do solo úmido, da vegetação em decomposição e de poças de água parada. Entendia-se que esses vapores tóxicos emanavam da Terra, interagiam com a atmosfera e causavam doenças nas cidades americanas.
De acordo com Catherine Seavitt Nordenson, ASLA, professora de arquitetura da paisagem na Bernard & Anne Spitzer School of Architecture do City College de Nova York, Waring era uma “figura marginal”, mas tinha ideias interessantes sobre como “modificar o clima para melhorar a saúde”. Em uma palestra virtual promovida pela Harvard Graduate School of Design, Seavitt Nordenson afirmou que Waring estava equivocado sobre os mecanismos de propagação de doenças — ele não compreendia o conceito de vetores, como os mosquitos —, mas suas soluções de drenagem e saneamento foram “surpreendentemente bem-sucedidas”. Um ano após o início da pandemia de coronavírus, vale a pena revisitar as ideias de Waring sobre as conexões entre a Terra, a atmosfera, as doenças e a manutenção dos espaços públicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130563/a-teoria-dos-miasmas-estava-errada-mas-levou-ao-saneamento-inteligenteJared Green
TECLA, Habitat impresso em 3D por WASP e Mario Cucinella Architects. Imagem cortesia de WASP
Este projeto é a mais recente colaboração entre a empresa italiana de impressão 3D Mario Cucinella Architects (MC A) e a WASP. Trata-se da primeira vez que as duas equipes utilizam um material natural e reciclável — a terra crua (solo não processado) — para uma construção impressa em 3D. O domo resultante, batizado de TECLA, está localizado em Massa Lombarda, na província de Ravenna, Itália. A estrutura foi construída a partir do funcionamento simultâneo de várias impressoras 3D ao longo de 200 horas.
Desenho de proposta de concurso número 11956 de Jørn Utzon, Jørn Utzon | Hellebæk, Dinamarca.. Imagem cortesia de State Archives, NSW
Este breve ensaio, escrito pelo autor e crítico Jonathan Glancey, coincide com o lançamento da primeira edição do Architecture Drawing Prize – uma premiação organizada pelo World Architecture Festival, pelo Sir John Soane's Museum e pelo escritório Make. O prazo de inscrição para o prêmio se encerra em 17 de setembro de 2021.
“'Letramento visual' é uma palavra?”, pergunta Ken Shuttleworth, fundador da Make Architects e idealizador do The Architecture Drawing Prize. Sim, é. “Assim como a alfabetização tradicional”, diz ele, “é certamente o que me interessa ao analisar e avaliar desenhos. Trata-se da fluência em produzi-los e compreendê-los.” O Architecture Drawing Prize está agora em seu quinto ano. “Costumamos ver pouquíssimos desenhos feitos à mão por jovens arquitetos/as — eles/as usam majoritariamente computadores — e, hoje, a maior parte dos/as estudantes de arquitetura vem de uma formação mais voltada à matemática e à física do que às artes. Ainda assim, acredito que o desenho à mão seja de suma importância.”
De acordo com o Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos de 2021 da ONU, cerca de 17% da produção global de alimentos é desperdiçada, tornando-se a terceira maior fonte de emissões de gases de efeito estufa. Desse total, 11% do desperdício é gerado pelas próprias residências, o que não apenas agrava a crise climática, mas também resulta em enormes perdas econômicas, declínio da biodiversidade e níveis de poluição que crescem a um ritmo sem precedentes. Diante disso, considerando o papel crucial que a arquitetura e o design desempenham ao oferecer opções de habitação mais ecológicas, torna-se essencial adotar e fortalecer abordagens mais autossuficientes e de poluição zero.
Após ler e compilar todas as mensagens recebidas, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, chegou a hora de apresentar os principais posicionamentos. Agradecemos imensamente por suas opiniões!
Jeffry Burchard explora em seu ensaio a "oportunidade encontrada ao estender a vida útil e o propósito de edifícios existentes viáveis", que moldaram nossas cidades. Ao argumentar que "temos uma oferta abundante de edifícios", o autor propõe quatro etapas essenciais para transformar as edificações existentes.
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Stratum, Austrália. Imagem cortesia de Randers Tegl
Na criação de uma atmosfera contemporânea para morar, diversos fatores entram em jogo. O entorno, o clima, a escolha dos materiais, a organização espacial e a atenção aos detalhes, tanto no design de interiores quanto no exterior, impactam diretamente a qualidade do projeto como um todo.
O edifício do Old War Office, tombado como patrimônio de Grau II, foi reimaginado no centro de Londres. Como um novo destino para a cidade e rebatizado como The OWO Residences, o complexo disponibiliza 85 habitações no Old War Office, que permaneceu fechado ao público por mais de um século. O escritório EPR Architects está trabalhando no restauro e na conversão do edifício em residências e no primeiro hotel Raffles de Londres.
Após diversos adiamentos e inúmeros desafios, a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza está finalmente acontecendo, trazendo ao centro do debate uma gama diversa de respostas à pergunta “Como viveremos juntos?”. O tema ganhou ainda mais relevância no contexto da pandemia, e a edição deste ano reafirma a importância da Bienal como uma plataforma de investigação e exploração coletiva. O ArchDaily teve a oportunidade de se reunir em Veneza com o curador do Pavilhão Francês, o arquiteto Christophe Hutin para discutir as reflexões por trás de “Communities at Work” e a experiência imersiva da exposição.
Foram necessários cerca de 60 anos para construir o Canal San Carlos, uma obra de engenharia que captou as águas do rio Maipo para irrigar as terras da região sudeste de Santiago.
Casa SB. Imagem cortesia de Esrawe Studio por Joel Flores & Emanuel Miramontes
A seleção desta semana com curadoria do Melhor da Arquitetura Não Construída destaca projetos residenciais privados enviados pela comunidade do ArchDaily. De cabanas na floresta a vilas à beira-mar, este artigo explora refúgios residenciais privados e apresenta projetos enviados de várias partes do mundo.
Apresentando uma casa encravada nas florestas suíças, uma residência privada na encosta de Los Angeles e uma casa familiar escondida nas montanhas libanesas, esta seleção explora como profissionais de arquitetura integraram a paisagem à arquitetura contemporânea, implantando residências privadas de forma a garantir a privacidade e a serenidade de que necessitam. Esta curadoria também traz um conjunto de casas na Armênia, México, Quênia e El Salvador, cada uma respondendo a diferentes contextos, demandas espaciais e topografias.
Escola Internacional. Imagem Cortesia de CUBE Consultants
A seleção com curadoria desta semana dos melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca a arquitetura educacional enviada pela comunidade do ArchDaily. De escolas de educação infantil a institutos de ensino superior, este artigo explora como os/as arquitetos/as passaram a priorizar o fomento à criatividade individual, ao pensamento crítico e à exploração, apresentando projetos enviados de todas as partes do mundo.
Apresentando um jardim de infância isolado nas montanhas islandesas, uma creche de cores vibrantes na cidade industrial de Shenzhen e uma escola de ensino médio florentina banhada por luz natural, esta seleção explora como os/as profissionais priorizam o bem-estar e o conforto dos/as estudantes em espaços que promovem produtividade, aprendizado e criatividade. A seleção também inclui escolas de educação infantil, escolas de ensino médio e academias na França, Estados Unidos, Egito, Cazaquistão e Israel.
O termo “conceito aberto” tornou-se bastante popular em programas de televisão sobre reformas residenciais e no mercado imobiliário para descrever lofts ou residências de estilo moderno. No entanto, a expressão praticamente não existe no vocabulário da arquitetura, possivelmente devido à enorme riqueza de termos e precedentes históricos que descrevem a continuidade espacial no ambiente doméstico. Este vídeo é a segunda parte de uma série que destrincha os diferentes “conceitos abertos” na arquitetura. Enquanto o primeiro episódio foi dedicado à “planta orgânica” de Frank Lloyd Wright, este novo vídeo aprofunda-se no “plano livre” de Le Corbusier. A partir da comparação com o trabalho de Wright e apoiado por exemplos práticos dos Cinco Pontos da Arquitetura Moderna, o “plano livre” se apresenta como uma maneira singular de compreender a continuidade espacial.
Em 1929, Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich projetam o pavilhão nacional da Alemanha para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Realiza-se nele a recepção oficial da exposição, presidida pelo rei Afonso XIII ao lado das autoridades alemãs. A partir de então, a história é bastante conhecida por todos. Obra simbólica do Movimento Moderno, o pavilhão tem sido estudado e interpretado exaustivamente, ao mesmo tempo em que inspira a obra de várias gerações de arquitetos e arquitetas.
Neste vídeo, o canal Architecture with Stewart analisa a estratégia de projeto em planta de Louis Kahn (1901-1974), especificamente como sua obra articula e organiza os espaços servidos e servidores. Após a Segunda Guerra Mundial, o lado sombrio da tecnologia tornou-se evidente, de modo que a concepção da arquitetura como uma "máquina de morar" passou a soar equivocada ou mesmo desumana. Em contraposição à planta livre e fluida do período anterior à guerra, Kahn explorou novas possibilidades para a organização dos ambientes, fundamentado na crença de que a privacidade e o confinamento de cada cômodo poderiam coexistir de forma integrada, funcionando como uma "sociedade" de espaços. Partindo de uma análise detalhada dos Vestiários de Trenton, o vídeo utiliza animações digitais, croquis, fotografias e narrativas históricas para traçar a evolução dessa abordagem espacial através de projetos como as residências Adler e Esherick e a Biblioteca de Exeter.
A habitação multifamiliar em ambientes urbanos proporciona benefícios sociais, econômicos e ambientais tanto para quem nela reside quanto para as cidades como um todo. Impulsionada após a crise financeira de 2008, a demanda por habitação multifamiliar continuou a crescer desde então e permanece forte hoje. As gerações Y e Z representam a parcela mais jovem e urbanizada de adultos, e esse grupo de jovens profissionais vem impulsionando grande parte da demanda por moradias compactas nos centros urbanos. Embora as gerações mais jovens sejam as principais promotoras dessas mudanças, a expectativa é que o resultado proporcione uma vida mais segura e prática para todas as pessoas.
Com projeto e incorporação de SinHei Kwok, foi concluído o Polker, um empreendimento multifamiliar de seis unidades no bairro histórico de Garfield, próximo ao centro de Phoenix, no Arizona. Composto por unidades de dois quartos e outras em estilo loft, o projeto propõe uma releitura do contexto circundante de residências unifamiliares. O Polker oferece um novo modelo de residência para pessoas que buscam viver no ambiente urbano e não desejam morar em uma casa unifamiliar ou em grandes blocos de apartamentos, mas que preferem viver e trabalhar perto do centro.
Com o tema “The Greater Number” (O Número Maior), a Dutch Design Week (DDW) aconteceu de forma presencial entre os dias 16 e 24 de outubro de 2021 em Eindhoven, nos Países Baixos. O maior evento de design do norte da Europa retornou com o propósito de promover conceitos como menor consumo, menor produção e menos desperdício. Diante da consciência de que isso nem sempre é viável, exige-se também mais sustentabilidade e valor do design.
Em um esforço para transformar o comportamento de consumo e de produção, a Dutch Design Week organizou palestras, debates e exposições, das quais o ArchDaily selecionou oito intervenções relacionadas à arquitetura para destacar. Esta lista evidencia ideias que podem moldar um futuro positivo, concentrando-se principalmente nas cidades do amanhã, além de abordar conceitos como adaptação à realidade, vida conectada, experiências interativas e o design social.
Desde que o ArchDaily expandiu seus serviços de recrutamento, recebemos vagas de escritórios de arquitetura de diversas escalas e regiões do país, de Pequim e Shenzhen a Hangzhou. Com estilos singulares, essas marcas atuam de forma dinâmica em diferentes campos da arquitetura, buscando atrair talentos do setor. A seguir, destacamos 8 oportunidades selecionadas e seus respectivos projetos representativos. Convidamos todos/as os/as leitores/as interessados/as a se candidatarem.
Como a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos, Harvard consolidou-se como uma das universidades mais conhecidas do mundo. Organizada em dez faculdades acadêmicas e no Radcliffe Institute for Advanced Study, a universidade se estende por mais de 200 acres (cerca de 80 hectares), com seu centro em Harvard Yard, em Cambridge. Desenvolvida ao longo do Charles River adjacente ao bairro de Allston, em Boston, Harvard possui o maior fundo patrimonial (endowment) entre todas as instituições de ensino do mundo. Esses recursos viabilizaram diversos projetos de construção no campus ao longo da história da universidade.
Este livro não é sobre arquitetura, é um livro sobre um território. Um território no Chile, na Região Metropolitana, marcado pela cordilheira, por um rio e por um vale.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130183/o-territorio-em-um-relato-lo-barnechea-cronicas-de-sua-historia-de-miguel-labordeJuan Miguel de la Fuente
A restauração, a reabilitação e o reconhecimento de nossos rios e canais urbanos são fundamentais nas políticas estaduais e federais, indo além do uso prático do recurso. Em diversos países em desenvolvimento, incluindo o México, muitos problemas relacionados à água se concentram nas cidades devido ao crescimento urbano desordenado das últimas décadas.
A CityMakers está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com os/as diferentes agentes da coprodução de cidades por trás do Barcelona CityMakers Lab 2019, evento que acontecerá de 14 a 20 de outubro.
Nesta oportunidade, conversamos com Salvador Rueda, diretor da Agência de Ecologia Urbana de Barcelona, que ministrará uma Masterclass no Barcelona CityMakers Lab 2019 abordando os desafios da aplicação do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Barcelona baseado em “superquarteirões”.