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A morte das lojas de rua e seu impacto nas cidades

Um endereço ideal pressupõe conveniência, atendimento das necessidades básicas de produtos e serviços a uma simples caminhada. O café da manhã na base do prédio, o “vou ali na farmácia”, o puxar o carrinho abarrotado de frutas, o descer no sábado para cortar o cabelo, o levar o pet na pracinha da esquina. A saúde de uma cidade passa pela frequência de pessoas caminhando em espaços públicos, com senso de comunidade, sensação de segurança, civilidade e capacidade de consumo para as necessidades básicas. E a loja nessa caminhada é um estímulo vital.

Jane Jacobs — jornalista e ativista americana, considerada uma das urbanistas mais influentes da história — descreve esse movimento como “o balé das calçadas”. Os estabelecimentos comerciais sendo abertos, as pessoas se encontrando, conversando. As pessoas nos prédios participam, interagem enquanto as crianças brincam sendo vigiadas pelos “olhos da rua”, o que traz segurança (esse é assunto para mais um longo debate). Enfim, essa dinâmica é a verdadeira referência de urbanidade e quando isso não acontece é um sinal de doença da cidade.

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Sobre este autor
Cita: Fabiano de Marco. "A morte das lojas de rua e seu impacto nas cidades" 06 Ago 2022. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/986617/a-morte-das-lojas-de-rua-e-seu-impacto-nas-cidades> ISSN 0719-8906

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