
A arquitetura e a engenharia como conhecemos hoje são duas formações superiores distintas, que dividem escopos similares e que, portanto, têm momentos de intersecção, mas também resguardam diferenças fundamentais. Ainda que essa sobreposição de atuação acarrete na falta de consenso tanto em relação à história das profissões, quanto à prática profissional atual, é importante destacar as diferenças e especificidades que caracterizam cada uma dessas profissões na atualidade.
As figuras do arquiteto e do engenheiro como conhecemos hoje surgem em momentos distintos da história. Nos primórdios, as técnicas de construção eram um ofício coletivo, segmentado em diferentes habilidades e transmitidas oralmente de geração a geração. Essa prática coletiva da construção começa a mudar no continente europeu a partir do Renascimento quando as representações gráficas se tornam uma ferramenta de projeto e comunicação a partir de novas técnicas, como a introdução do desenho em perspectiva, que transforma o jeito de reconhecer, pensar e prever o espaço. É nesse momento que surge a figura do arquiteto solitário e é a partir daí que começamos a reconhecer importantes personagens arquitetos como Alberti e Brunelleschi.






