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O arquiteto Rafael Pina Lupiáñez a partir do Coletivo ARKRIT, reflete acerca da residência unifamiliar entendida como um manifesto experimental por parte do arquiteto moderno, na qual se materializam suas teorias, tendências e inquietudes, tudo isto baseado em uma estreita e cúmplice relação com o cliente. Junto à comparação de duas casas realizadas em Quito, Equador, por parte dos arquitetos Daniel Moreno e Sebastián Calero, este artigo pretende exemplificar como a residência pode ser o cenário perfeito para unificar a experiência projetual, a participação do cliente, a preocupação com o meio, a reutilização de materiais de descarte e outros planejamentos éticos contemporâneos.
Desde os primórdios da modernidade, a casa constituiu um campo de experimentação arquitetônica que permitiu colocar em prática boa parte das aspirações que os novos tempos exigiam para a condição de habitar. A maioria dos grandes mestres se sentiu confortável explorando as possibilidades deste tipo de projeto que lhes permitia materializar suas ideias acerca da nova arquitetura. A lista de casas-manifesto é ampla e pode se dizer que todos os arquitetos insignes deixaram sua marca neste campo da residência isolada, no qual poderiam dar forma física a suas teorias, suas tendências e suas inquietudes. [1]

