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Cinema e Arquitetura: "Inferno na Torre"

"Quantos mais estarão mortos amanhã? Acreditei que havíamos construído algo onde as pessoas pudessem trabalhar, viver e estarem seguras. Se queria reduzir os custos por que não diminuiu o número de pavimentos em vez da qualidade?" Com esta frase, o arquiteto Doug Roberts (Paul Newman) recrimina o construtor da sua "Torre de Vidro" - edifício mais alto do mundo em 1974 - depois que um enorme incêndio acaba com a vida de quase 200 pessoas durante sua festa de inauguração.

Este incrível filme enfrenta o cidadão dos ano 70 - não acostumado a arquitetura em grande escala - com um enorme arranha-céu que é visto tanto como atrativo quando como ameaçador. Hoje em dia, quando nossas cidades estão inundadas de torres de grande altura, o filme parece ter uma especial relevância, apresentando uma série de interessantes temáticas relacionadas com nossa profissão. 

Como a figura e a relevância do arquiteto mudou nos últimos 40 anos? Até onde chega nossa responsabilidade após desenhar um projeto? Tem sentido continuar enchendo nossas cidades de arranha-céus?

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Sobre este autor
Cita: Franco, José Tomás. "Cinema e Arquitetura: "Inferno na Torre"" [Cine y Arquitectura: "Infierno en la Torre" ] 06 Mar 2015. ArchDaily em Português. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/763200/cinema-e-arquitetura-inferno-na-torre> ISSN 0719-8906

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