
As reformas não são apenas uma forma popular de atualizar e modernizar residências, escritórios e outras estruturas, mas também um componente crítico para reduzir as emissões de carbono e alcançar as metas do Acordo de Paris. O parque imobiliário existente é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de carbono, sendo os edifícios de baixa eficiência energética um dos principais fatores contribuintes.
De acordo com um relatório do Financial Times, há um grande déficit de eficiência energética no parque habitacional do Reino Unido, com muitos edifícios aquém do seu potencial de desempenho energético. Como era de se esperar, os edifícios antigos no Reino Unido são apontados como um dos principais fatores que contribuem para essa lacuna de eficiência energética.
Quase 38% do parque habitacional do Reino Unido foi construído antes de 1946 — uma proporção maior do que em qualquer país da União Europeia. As residências britânicas também são significativamente mais antigas que as dos EUA, onde 15% foram construídas antes de 1945, e do Japão, com apenas 2% construídas antes desse mesmo ano. Gillian Charlesworth, diretora executiva do BRE, afirma que 80% das moradias que compõem o atual parque habitacional do Reino Unido ainda estarão em uso daqui a 30 anos. Isso significa que o retrofit das residências existentes também será crucial para cumprir o compromisso do Reino Unido de zerar as emissões líquidas de carbono, acrescenta ela.
