
Quando François Lévy foi convidado a projetar uma casa de campo em um terreno de grandes proporções, deparou-se de imediato com um desafio: implantar a edificação em um ponto que exigisse o mínimo de terraplenagem possível, sem deixar de aproveitar os benefícios da energia solar. A localização mais desejável — considerando o acesso ao lote e a presença de um conjunto de carvalhos centenários — faria com que a edificação ficasse ligeiramente fora do nível natural do terreno. Além disso, caso optasse pela orientação mais óbvia para o volume (longo e estreito, com as fachadas mais amplas voltadas para o norte e o sul), parte da estrutura sobressairia do solo e algumas árvores fundamentais seriam perdidas.
Para encontrar a solução, ele partiu de um cenário extremo: se a edificação fosse posicionada visando à máxima captação fotovoltaica, como ficaria a movimentação de terra?
Utilizando a ferramenta de Modelagem de Terreno (Site Model) no Vectorworks Architect, ele pôde constatar que essa abordagem exigiria 340 jardas cúbicas de corte e aterro — uma alternativa financeiramente onerosa.
