
Condições inadequadas de vida em um edifício desencadeiam desconfortos e até mesmo patologias no ser humano. Experimentos científicos já demonstraram que a falta de concentração e até mesmo os acidentes cotidianos são influenciados tanto pelas altas quanto pelas baixas temperaturas no interior de um espaço. E embora a sensibilidade térmica varie de pessoa para pessoa – dependendo de suas vestimentas, gênero, hábitos e idade –, os princípios básicos por trás do conforto térmico são universais. O conforto térmico é determinado principalmente pela temperatura do ar e pela umidade presente. Nesse sentido, o corpo humano busca manter uma temperatura corporal quase constante de 37°C, trocando calor continuamente com o meio ambiente.
O condicionamento térmico é um dos fatores mais importantes para se obter o conforto no interior das edificações e, somado às condições arquitetônicas, contribui para alcançar o conforto residencial desejado. Um dos grandes problemas do conforto ambiental é o projeto de habitações que demandam um alto grau de aquecimento no inverno e refrigeração excessiva durante o verão, resultando em uma baixa qualidade de vida e em um custo econômico elevado para seus habitantes.
Um dos primeiros elementos a serem considerados ao abordar o conforto térmico é a criação de uma envoltória eficiente para o edifício, que atuará como um filtro entre o clima externo e o interno, estabilizando sua atmosfera. A gestão adequada da envoltória resulta em um interior equilibrado e reduz a necessidade de sistemas mecânicos. Desse modo, melhorar as condições das paredes e coberturas leva a um menor consumo energético e, consequentemente, gera um lar mais eficiente energeticamente, favorecendo a saúde de todos os seus habitantes.
