
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o escritório SOM sobre projetos de Desenvolvimento Orientado ao Transporte (TOD). O SOM possui ampla atuação em planejamento, projeto e engenharia voltados a diversos meios de transporte, sendo o TOD, sem dúvida, uma das principais especialidades de sua equipe. Nesta entrevista, abordaremos as estratégias de projeto e suas transformações ao longo dos anos, os desafios e as novas frentes de foco desse modelo e, acima de tudo, a estratégia projetual para o desenvolvimento de TODs na China — país onde o escritório participou de inúmeros projetos, incluindo o Portal Sul do Eixo Central de Guangzhou, a Baía de Pearl Nansha em Guangzhou e o Planejamento do Distrito de Xiong'an.
ArchDaily (Han Shuangyu): Como o SOM define o TOD (Desenvolvimento Orientado ao Transporte)? Qual é o escopo abrangido pelo projeto de um TOD?
SOM (Derek Moore, Thomas Hussey): Todo desenvolvimento deveria ser "orientado ao transporte", no sentido de que o acesso e a mobilidade devem ser planejados para qualquer empreendimento, seja em áreas de expansão (greenfield) ou de reconversão urbana (brownfield), em uma nova cidade ou no tecido urbano existente. O "TOD" é comumente entendido como um desenvolvimento intensivo de uso misto em estreita proximidade com nós de transporte público igualmente concentrados — ferrovias, metrôs leves, ônibus, entre outros. Essa proximidade promove a mobilidade de pedestres e limita o uso de veículos de baixa ocupação (VBO), como carros particulares, táxis e serviços de aplicativo, além de reduzir o consumo de energia tanto no transporte quanto nas edificações.

























