
Após estudar arquitetura na Universidade de Tsinghua, em Pequim, e na Universidade de Miami, em Oxford, Ohio, o arquiteto Wang Hui (n. 1967) — nascido e radicado em Pequim — cofundou a URBANUS em 1999, em Shenzhen, junto aos sócios Liu Xiaodu e Meng Yan. Após se formar em 1997, Wang Hui trabalhou em Nova York até 2002, ao mesmo tempo em que colaborava remotamente, em paralelo, para a URBANUS. O arquiteto chefia o escritório da empresa em Pequim, que ele próprio estabeleceu em 2003, supervisionando projetos no triângulo Pequim-Tianjin-Tangshan, na região do Delta do Rio Yangtzé e em outras partes da China.
Wang Hui concilia a prática profissional com a docência em sua alma mater e na Universidade de Engenharia Civil e Arquitetura de Pequim. A URBANUS consolidou uma sólida reputação como o maior escritório de arquitetura independente da China. Entre as obras de Wang estão o Complexo Cultural de Pingshan (2019), o Jardim Botânico da Exposição Hortícola Internacional em Pequim (2019), a Melhoria Ambiental do Templo dos Cinco Dragões (2016), o Museu de Tangshan (2012) e o Museu e Parque de Planejamento Urbano de Tangshan (2008).
Conversei com Wang Hui por videochamada no WeChat, diretamente de Nova York, sobre sua formação, a ampla gama de projetos desenvolvidos por seu escritório, a importância de trabalhar em ideias aparentemente utópicas e o que, em sua opinião, faz do edifício da CCTV de Rem Koolhaas uma das obras construídas mais importantes na China desde a virada deste século.


























