
A primeira coisa que se percebe nas casas e em outros projetos de Fran Silvestre e de seu escritório é a sua atmosfera particular de elegância e luxo, extravagantemente discreta, tão reconhecível por si só quanto o trabalho de, digamos, John Lautner ou John Pawson. Embora essa primeira impressão possa parecer um tanto superficial, ela se revela indicativa de uma qualidade difícil de definir em suas obras — algo que poderíamos chamar de "geist" ou "gestalt" essencial, profundamente enraizado em sua arquitetura, e que se mostra muito mais complexo e interessante do que uma mera questão de "estilo" ou "marca".
Uma maneira de nos aproximarmos dessa profundidade e complexidade poderia começar pela tensão evidente em seu trabalho entre temas formais e questões práticas. Os projetos de Fran Silvestre não são simplesmente soluções para problemas de projeto predeterminados, embora ele tenda a apresentá-los como tal. Eles absorvem e sintetizam os inúmeros problemas de programa, lugar e contexto, estrutura, tecnologias de construção, entre outros, subsumindo-os no jogo de espaço e forma que poderia ser entendido como o verdadeiro protagonista de sua arquitetura.








.jpg?1561565554)
.jpg?1561565607)