
A seguir, apresentamos um trecho do recente livro de Andrew Levitt, "Listening to Design: A Guide to the Creative Process".
Ouvir plenamente, sem qualquer desejo de julgar ou provocar mudanças, pode abrir a porta mais obstinadamente fechada. Com uma escuta mais profunda, o desejo de mudar ou julgar o outro desaparece, dando lugar à disposição de apenas estar presente. No início, eu temia que ouvir não fosse suficiente, mas, com o tempo, aprendi que o processo de criatividade depende da capacidade de escuta. Precisamos criar o hábito de reconhecer a autenticidade de nossas vozes interiores. Ao ouvir essa voz sem julgamentos, podemos acessar todo tipo de riqueza. Todas as ideias do mundo de nada adiantarão se caírem em ouvidos moucos. Quando temos uma ideia, existem inúmeras maneiras de ignorá-la ou sabotá-la. Manter-se fiel ao comando interno é o momento sagrado do design. No entanto, a escuta é a chave para o sucesso de qualquer colaboração e feedback.
O feedback assume diversas formas e proporções, e pode ser tão complexo que o tema provavelmente exigiria um curso próprio. É preciso um ego forte para dialogar sobre o próprio trabalho, mas, se houver excesso de vaidade, torna-se difícil extrair algo produtivo dessa conversa. Isso é tão válido para docentes quanto para estudantes.
