
A partir do Blog da Fundación Arquia, a arquiteta María Álvarez García traz um artigo sobre o polêmico ressurgimento das cidades-jardim nos planos urbanísticos da Inglaterra, os quais estão esvaziando os centros de suas cidades — ideias que levam a uma inevitável segregação de usos que não é sustentável nem contribui para seu desenvolvimento social e econômico.
Com o objetivo de responder à crescente demanda por habitação, em janeiro de 2017 foram reveladas as localizações das novas cidades-jardim que serão construídas no Reino Unido. Especificamente, quatorze garden villages e três garden towns com capacidade para abrigar 50.000 e 200.000 novas moradias, respectivamente. Ebbsfleet, em Kent, é a primeira delas e está em construção há três anos, gerando as primeiras dúvidas sobre la viabilidade desse modelo de cidade: as comunidades vizinhas temem que esses novos empreendimentos fagocitem seus serviços e economias, já que, como também ocorre em Bicester, as moradias estão sendo construídas antes das infraestruturas. Tudo isso sob a ameaça da quase certa “mordida” no cinturão verde que, há mais de sessenta anos, ordena o planejamento das cidades inglesas.

