
Em seu livro "O Direito à Cidade" (1968), Henri Lefebvre fala em pôr fim à criação de espaços geridos pela lógica do lucro, para colocar em prática um plano de "território autogerido" que não abandone o "patrimônio histórico" nem permita a decomposição do espaço, mas sim trabalhar pela restituição dos centros urbanos como lugares de criação.
A globalização gerou cidades sem limites, cujo foco se concentrou no lucro imediato, atentando diretamente contra a preservação do patrimônio cultural, entre outros aspectos.
Cuidar do patrimônio e aproximá-lo da população não apenas contribui para a construção de uma identidade local, mas também impulsiona a inovação construtiva e de materiais, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas que habitam o entorno por meio do respeito e da compreensão de culturas passadas, gerando tipologias de cidades diversas e únicas.










