
Encontrar-me com muitos/as dos/as principais arquitetos/as independentes chineses/as e visitar suas obras construídas por toda a China nos últimos anos moldou minha compreensão de suas contribuições como regionalmente sensíveis, poéticas, fotogênicas e até mesmo sedutoras. No entanto, muitos desses projetos podem ser confundidos como se tivessem sido produzidos por um único escritório de atuação limitada. Essas obras costumam ter escala reduzida e são construídas longe dos centros urbanos, onde as pessoas comuns poderiam se beneficiar mais delas. Há uma falta de diversidade e de disposição para correr riscos. O trecho a seguir da minha entrevista com o arquiteto Li Hu, radicado em Pequim, durante sua recente visita a Nova York, dissipou minhas dúvidas e me trouxe grande esperança para o futuro urbano da China.
Graduado pela Universidade de Tsinghua, em Pequim, e pela Universidade de Rice, em Houston, Li Hu trabalhou com Steven Holl por uma década — primeiro em Nova York e, posteriormente, como diretor de seu escritório em Pequim, colaborando em diversos projetos de grande porte na China. Essa experiência singular o preparou muito bem para quando, ao lado de sua sócia Huang Wenjing, Li fundou o OPEN Architecture, um estúdio experimental de projeto e pesquisa sediado em Pequim. Desde então, eles realizaram uma série de projetos urbanos fantásticos, sobre os quais conversamos, além de abordar as inspirações e intenções de Li, e as razões pelas quais a arquitetura pode dar esperança às pessoas.




















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