Temos acompanhado de perto os projetos recentes do escritório Herzog & de Meuron, como a fase de construção da Filarmônica do Elba em Hamburgo e o projeto do Museum der Kulturen em Basileia. No entanto, é sempre interessante revisitar alguns dos projetos mais antigos do escritório para compreender as ideias centrais que permeiam seu portfólio, observando como o processo de projeto evoluiu ao longo dos anos com o surgimento de novas tecnologias, materiais e contextos ambientais. Embora a Coleção Goetz, em Munique, tenha sido projetada há quase 20 anos, este projeto já demonstrava a obsessão do escritório pelo tratamento do envelope arquitetônico. A escolha dos materiais e o desenho da fachada são aspectos fundamentais, mas nota-se também outro ponto em comum com suas obras futuras: o fascínio por volumes que parecem flutuar.
A Coleção Goetz é um edifício independente implantado em um lote privado entre a rua e uma residência da década de 1960. O espaço expositivo distribui-se em dois níveis, com duas caixas de concreto armado que abrigam as áreas de escritórios e de recepção.
Os/as arquitetos/as do Herzog & de Meuron explicam: “Dependendo das condições de luz natural e do ponto de vista do observador, a galeria se apresenta ou como um volume monolítico e fechado, composto por materiais que se alinham na mesma superfície (compensado de bétula, vidro fosco e placas de alumínio), ou como uma caixa de madeira apoiada sobre duas faixas de luz no jardim.”
