Estamos acostumados a ver fotografias em que a arquitetura é registrada isoladamente, sem pessoas, ou, em alguns casos, com modelos cuja função é oferecer uma noção da escala. Nessa edição de Fotos da Semana, compilamos fotografias de casas com seus moradores, deslocando o foco da arquitetura enquanto objeto, e reforçando a ideia de arquitetura enquanto lugar habitado. Veja, a seguir, nossa seleção que conta com imagens de Luc Roymans, Adrien Williams, Fernando Schapochnik, entre outros.
Ocupando o centro de uma pequena cidade agrícola na Finlândia, a Câmara Municipal de Säynätsalo pode parecer quase monumental demais para o seu contexto. Projetada por Alvar Aalto em 1949, a prefeitura é um estudo em oposição: elementos do classicismo e do monumental misturados com a modernidade e a intimidade para formar um novo ponto central coeso para a comunidade. Estes e outros aspectos do projeto inicialmente se mostraram divisivos, e a Câmara Municipal não esteve fora de controvérsias desde a sua criação.
"Eis aqui meu segredo, que não pode ser mais simples: somente com o coração é possível ver bem; o essencial é invisível aos olhos". Antoine de Saint-Exupéry nos recebe na exposição 'Da Árbore á Cadeira', do Museu Centro Gaiás (Cidade da Cultura de Galícia), que desde o dia 7 de abril nos mostra uma seleção de cadeiras dos arquitetos galegos ou estabelecidos na Galícia. A mostra parte do tronco, elemento primogênito do qual nascem as cadeiras e continua seu percurso através de uma pequena seleção de arte galega relacionada com a paisagem da região. A mostra é imprescindível para todo aquele que tem a sorte de visitar Santigo de Compostela antes do dia 5 de novembro, data em que a exposição será finalizada.
O que há nas cadeiras para atrair tanto os arquitetos? Como elemento arquitetônico sua incorporação a um espaço lhe confere vida e ambiente, como elemento plástico outorga caráter e personalidade. Pensemos nos grandes mestres da arquitetura: todos possuem uma cadeira em seu portfólio de obras. Mies Van der Rohe, Le Corbusier, Wright, Marcel Breuer,Charles & Ray Eames,Rietveld,Alvar Aalto, Jacobsen, Saarinen... A lista é incansável e a qualidade e transcendência de cada uma delas é inquestionável. De certo modo, podemos dizer que parte da história da arquitetura pode ser explicada a partir das cadeiras dos arquitetos. Por acaso elas não são um manifesto radical e brutal dos conceitos teóricos que cada arquiteto desenvolve?
Em cidades cada vez mais densas, encontrar terrenos disponíveis se converteu numa tarefa difícil e cara. Por esta razão, os arquitetos começaram a projetar em espaços urbanos previamente ignorados. Apesar do desenho dentro destes parâmetros inusuais serem difíceis, muitas vezes requerem uma resposta individual e sensível, que pode conduzir a resultados inovadores e inclusive inspiradores. Com isto em mente, selecionamos 22 casas construídas em espaços estreitos, mas que demonstram uma grande criatividade.
A materialidade de um edifício é aquilo com o qual nossos corpos fazem contato direto. a fria alça de metal, a parede quente de madeira e a dura janela de vidro criariam uma atmosfera completamente diferente se fossem, por exemplo, uma maçaneta de vidro, uma parede de fria e uma janela de madeira. A materialidade é tão importante quanto a forma, função e localização - ou melhor, inseparável de todos os três.
Here we’ve compiled a selection of 16 materials that should be part of the design vocabulary of all architects, ranging from the very familiar (such as concrete and steel) to materials which may be unknown for some of our readers, as well as links to comprehensive resources to learn more about many of them.
Originalmente construída como a sede do Partido Comunista Finlandês, a Casa da Cultura (Kultuuritalo em finlandês) se estabeleceu desde então como uma das mais populares salas de concerto de Helsinki. [1] Composta por um bloco retilíneo de escritórios revestido em cobre, um auditório curvo de tijolos e uma grande cobertura que os une, a Casa da Cultura representa o auge do trabalho de Alvar Aalto com a arquitetura em tijolos vermelhos na década de 1950.
Nem todas as obras de arquitetura são um êxito econômico e social. Mas há um temido termo, reservado somente para os projetos mais embaraçosos: 'elefantes brancos'. O termo provém da história dos reis de Siam, a atual Tailândia, que segundo a lenda, presenteavam os cortesões que não lhes agradavam com um sagrado elefante albino. Rejeitar o presente de um rei era inaceitável, mas sendo sagrados, estes animais não poderiam ser usados como força de trabalho, o que levaria, inevitavelmente, o cortesão à ruína.
Claro que na arquitetura, o termo 'elefante branco' é utilizado com frequência para menosprezar certos projetos e se o projeto merece tal infâmia, isso costuma ser uma questão de perspectiva. Frequentemente monstruosidades ou lembranças dos fundos mal gastos, estes projetos se negam a ser esquecidos, apesar de existir poucas pessoas que os querem recordar. Salpicados pelo mundo e através da história, todos eles têm algo em comum: ainda que talvez (ou talvez não) alguma vez eles tenham parecido um bom projeto no papel, provavelmente eles deveriam ter ficado por aí.
De Yaba em Lagos ao centro de São Paulo, a Metropolis Magazine elencou os dez bairros e distritos mais criativos do mundo. Espalhados entre cidades de rápido crescimento urbano, como Cidade do Cabo e Mumbai, o artigo oferece um panorama compreensivo destas comunidades de peso mundial em termos de criatividade, embora menos reconhecidas.
Atualmente a contaminação do ar em algumas cidades é um grande problema e como consequência, os edifícios que colaboram com a diminuição deste problema estão em alta. Nos últimos anos, no entanto, os projetistas estão indo além de uma simples redução das emissões de um edifício e estão trabalhando com técnicas que contribuam, efetivamente, na eliminação dos poluentes aéreos, através de sistemas como a fachada "fotocatalítica" de Nemesi para o Pavilhão da Itália na Expo Milão 2015 que captura e reage com a contaminação na presença da luz.
Contudo, na maioria dos casos, essas novas tecnologias criadas utilizam produtos químicos que afetam diretamente o ar que entra em contato físico com eles. O que aconteceria se os edifícios tivessem um papel mais ativo na tração dos contaminantes do céu? E se trabalhassem como um aspirador? Essa foi a inspiração por trás do Breathe Brick desenvolvido por Carmen Trudell, professora assistente na Escola de Arquitetura de Cal Poly San Luis Obispo e fundadora da Both Landscape and Architecture.