Os animais em geral medem distâncias e peso para sua sobrevivência, mas foi a necessidade humana de se comunicar para viver em sociedade que resultou na criação da linguagem, e posteriormente, nos padrões de pesos e medidas. Seja para se deslocar, para porcionar alimento, fazer ferramentas ou calcular peso de objetos e animais, os padrões de aferição surgem dessa necessidade que estava presente já nas atividades humanas na era da pedra lascada e nos acompanha desde então. Se hoje em dia grande parte da população mundial faz uso de metros, centímetros e decímetros para aferir distâncias e medidas, sua padronização vem não apenas da necessidade de estabelecer comparações que permitissem comércio entre povos, mas também de disputas políticas e sociais.
Pela primeira vez na história das Copas do Mundo o torneio de seleções será realizado entre os meses de novembro e dezembro. Essa decisão se deu devido ao clima extremo do país-sede nos meses de junho e julho, quando o Qatar atinge temperaturas médias de 40 a 50°C.
A promessa do metaverso, esse novo tipo de espaço digital tridimensional imersivo, está se mostrando cada vez mais atraente para arquitetos ansiosos por explorar o novo reino da criação virtual. Tal como está atualmente, o metaverso não tem uma definição singular, mas é composto por muitas narrativas e explorações. No entanto, esta terra desconhecida é um terreno fértil para os arquitetos, que têm a oportunidade de moldar não apenas o novo ambiente, mas também as experiências dos futuros usuários. O projeto SOLIDS representa uma resposta a essas condições. Desenvolvido por FAR, um arquiteto e engenheiro que trabalha com ambientes digitais, o SOLIDS utiliza um processo generativo para projetar edifícios únicos compatíveis com o metaverso.
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De smartphones a foguetes espaciais e carros autônomos, o poder da tecnologia nesta era digital moderna é enorme (e praticamente ilimitado). Isso impactou todos os aspectos de nossas vidas e continuará a abrir possibilidades que hoje não podemos nem vislumbrar. Quando aplicada de maneira social e ambientalmente responsável, a tecnologia tem o poder de melhorar a produtividade, a comunicação e a sustentabilidade, permitindo que as comunidades globais funcionem com eficiência, atendendo às necessidades cotidianas das pessoas e melhorando sua qualidade de vida. Simplificando, a boa tecnologia serve para a humanidade. E, assim como as indústrias de saúde ou manufatura aproveitaram isso, o mundo da arquitetura, design e construção não pode ficar para trás.
A torre multiuso mais 'alta' da Decentraland com a plataforma de observação mais alta do metaverso. Imagem via Crystal City
Felipe Escudero, fundador e diretor do Estudio Felipe Escudero (EFE), com sede em Quito, apresenta a Crystal City, seu mais recente projeto no metaverso para a LEDY, um dos principais desenvolvedores do meio, e Decent Amusements, o administrador do distrito. Além de contar com uma plataforma de observação a uma grande altura, um mercado com cobertura de gelo e uma galeria de neve compactada, este novo destino do metaverso também vai contemplar a torre multiuso mais alta da Decentraland, a Crystal Tower.
Estúdio 41 é um nome frequentemente visto em listas de vencedores de concursos de projetos pelo Brasil. Sediado em Curitiba, é um escritório de arquitetura criado pela colaboração entre arquitetos formados na UFPR, e que tem investido energia em desenvolver propostas para concorrências, onde questionamentos, experimentações e inovações encontram terreno fértil. O que impressiona é que a equipe formada por João Gabriel Rosa, Martin Kaufer Goic, Eron Costin, Emerson Vidigal e Fabio Henrique Faria tenha um índice de sucesso expressivo, com obras como a Estação Antártica e a Sede da Fecomércio já construídas.
A relação da arquitetura com a natureza é complexa. Se, por um lado, buscamos paisagens naturais para emoldurar, por outro, tentamos a todo custo evitar patologias causadas pela presença de raízes e folhas em nossas paredes e estruturas. Ao mesmo tempo que lançamos mão de tetos verdes, jardins verticais e floreiras para aproximar as cidades da vegetação e melhorar o conforto das pessoas, nos conformamos em construir edifícios com materiais completamente dissociados da fauna e flora. Ainda que a revolução com os biomateriais e novas tecnologias esteja mudando isso aos poucos, devemos nos perguntar se as estruturas e edifícios precisam necessariamente estar separados da natureza em que se apoiam. Foi essa dúvida que motivou os pesquisadores da Universidade da Virginia (UVA) a desenvolverem estruturas geometricamente complexas impressas em 3D feitas de solo, onde as plantas pudessem crescer livremente.
A geração Z compreende o grupo de pessoas nascidas a partir de 1995. Cresceram junto com a popularização da internet e interagem com o mundo integrando todas as formas de tecnologia disponíveis.
A diversidade de mídias disponíveis, a velocidade no tráfego de informação, a interatividade no ambiente virtual e o uso cotidiano desses ativos tecnológicos comuns nos dias de hoje, influencia o comportamento dos indivíduos dessa geração, imprimindo polivalência, agilidade e curiosidade.
A NASA e a AI Space Factory desenvolveram o LINA (Lunar Infrastructure Asset), um posto avançado impresso em 3D in situ para proteger os astronautas em suas missões críticas na Lua. O projeto faz parte da Relevant Environment Additive Construction Technology (REACT), uma colaboração de vários anos para desenvolver tecnologias para construções na superfície lunar dentro do prazo da Missão Artemis: o retorno da humanidade à Lua. O LINA é um passo para expandir a civilização ao satélite natural da Terra e explorá-lo de forma sustentável, minimizando o impacto humano.
DEADMAU5 The Metaverse Festival. Image by Duncan Rawlinson flickr under Attribution-NonCommercial 2.0 Generic (CC BY-NC 2.0).
“Todos os espaços físicos que nós (arquitetos) projetamos – edifícios, interiores e cidades já nascem como metaespaços, e nós os chamamos de modelos 3D”. Com essa afirmação Brian Jencek, diretor de planejamento da empresa de arquitetura HOK, de San Franciso, estreita os limites entre o modo de projetar atual e o futuro da arquitetura no metaverso. Segundo ele, não estamos tão longe assim dessa tecnologia, visto que, já usamos as mesmas ferramentas que os designers visuais utilizam, como Unity, Twin motion e Blender, para criar ambientes realistas.
Unindo novas e velhas técnicas construtivas, os pesquisadores do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC) ergueram uma pequena estrutura de terra com impressão 3D. É o primeiro projeto do tipo realizado na Espanha.
“Trata-se de um protótipo que representa a ponte entre o passado – arquitetura vernacular de barro – e o futuro – tecnologia de impressão 3D em larga escala – que não só servirá para mudar a arquitetura do futuro, mas também será muito útil para enfrentar o clima atual e a crise habitacional em todo o mundo”, afirma o Instituto.
O protagonista indiscutível dos últimos anos tem sido o metaverso. A notícia já está inundando o mundo dos videogames e da tecnologia. Hoje, arquitetos e designers estão cada vez mais conscientes da responsabilidade que têm na condução dessa construção virtual. Mas o que é realmente a arquitetura do metaverso? Como ele é projetado? Como é construído?
As cidades de hoje foram substancialmente remodeladas para corresponder às necessidades ambientais e sociais ou para se reconstruir após desastres naturais ou guerras. Enquanto os planos diretores e regulamentos levam anos, milhões de pessoas permanecem presas no fogo cruzado e precisam de ajuda urgente em suas cidades. Com esta questão em mente, o WZMH Architects desenvolveu um sistema modular pré-fabricado para salvar milhares de estruturas em toda a Ucrânia que foram parcial ou totalmente destruídas durante a guerra. Este sistema visa integrar a tecnologia de construção em novos edifícios para criar comunidades mais sustentáveis.
O primeiro serviço de trem a hidrogênio começou a operar na Alemanha, um feito inédito no mundo. A linha ferroviária 100% a hidrogênio estreou na pequena cidade de Bremervörde, perto de Hamburgo. No total, serão 14 veículos que vão substituir locomotivas a diesel, no norte do país, em quase 100 quilômetros de linha. Além de Bremervörde, a linha regional atende as cidades de Cuxhaven, Bremerhaven e Buxtehude.
Você consegue imaginar um mundo em que o ambiente construído ao nosso redor seja impresso em 3D a partir de materiais vivos? Que os edifícios irão germinar, florescer, murchar, produzir novos tipos de materiais, e eventualmente retornar ao solo? To Grow a Building é um laboratório performativo que imprime em 3D - em tempo real - uma estrutura ao vivo. O projeto apresenta uma nova abordagem para integrar a flora no processo de arquitetura, desenvolvendo um novo material para impressão 3D, através do qual a semeadura é parte inseparável do processo de fabricação. Crescer um edifício é uma porta para um mundo futuro onde algumas pessoas constroem e outras cultivam os edifícios.
Anatomia de um Sistema de IA. Imagem cortesia de Kate Crawford
Os designers devem se preocupar com inteligência artificial (IA) ou aprendizado de máquina (ML)? Não há dúvida de que a tecnologia está adicionando textura ao zeitgeist atual. Nunca poderia imaginar ver um sucesso de bilheteria em que Ryan Reynolds surge como um personagem não-jogador consciente em um videogame, nem um fracasso em que Melissa McCarthy negocia o futuro da humanidade com uma superinteligência alimentada por James Corden com um ano de diferença. Mas aprender os meandros da IA e do ML realmente importa para as profissões criativas e nossa maneira - nebulosa e inestimável - de operar?
A indústria da construção civil é uma das atividades mais poluentes e geradoras de resíduos em todo o mundo. Para citar alguns números, em meados da década de 1990, na Grã-Bretanha, os processos de construção geravam cerca de 10 milhões de toneladas de resíduos pós-industriais. Há cerca de uma década, mais de 3,5 bilhões de novos tijolos eram usados por ano e cerca de 2,5 bilhões eram derrubados em demolições; do total, apenas cerca de 140 milhões foram reaproveitados, o restante foi encaminhado para aterros sanitários.