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Superstudio: O mais recente de arquitetura e notícia

Do que fogem os/as arquitetos/as? Ambição e evasão no projeto para locais remotos

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Pergunte a um/a arquiteto/a qual é o problema mais difícil da disciplina atualmente. O bloco de habitações do pós-guerra sem manutenção a duas quadras de seu escritório raramente é mencionado. O que vem à sua mente são os diferenciais de pressão em Marte ou as cargas de tração em uma plataforma flutuante; afinal, um território não reivindicado não tem ninguém com quem negociar, nenhuma história à qual responder, nenhum inquilino para se lembrar da última reforma — o que torna o ato de projetar consideravelmente mais fácil.

Os/As arquitetos/as pensam que estão resolvendo um problema mais difícil do que aquele que está ao lado. Um projeto como o de The Line — uma cidade de 170 quilômetros projetada para abrigar nove milhões de habitantes em um local sem ocupação prévia — não é arquitetonicamente mais difícil do que um terreno com cem anos de inquilinato, propriedade contestada e um departamento de planejamento urbano que se lembra das últimas três incorporadoras que usaram a palavra "comunidade" querendo dizer outra coisa. Pelo contrário, é consideravelmente mais fácil. Não há ninguém para convencer, nenhuma história à qual responder, nenhuma discussão a perder. Isso levanta a questão: se o problema mais difícil está a duas quadras do escritório, sem solução, e o mais fácil é o que recebe as renderizações e as rodadas de financiamento, então "ambição" é a palavra errada para descrever o que está acontecendo. Há algo sendo evitado, e precisamos começar a pensar sobre o quê.

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Onde está a fronteira? O papel da arquitetura no controle da mobilidade

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Imagine um corredor. Paredes de concreto a dois metros de distância, teto baixo, iluminação artificial sem sombra nem gradação. Ao fundo, uma janela de vidro blindado e, do outro lado, um agente uniformizado. Você está em um posto de entrada. Pode ser em Calais, em El Paso, em Lampedusa. Um espaço anônimo, mas não neutro. Desenhado para que qualquer um entenda: a passagem não é um direito, é uma concessão.

Esse corredor, no entanto, não é uma exceção, mas a expressão de uma linguagem arquitetônica que se repete nas fronteiras contemporâneas. Os labirínticos aeroportos, as estações de triagem, os muros; arquiteturas que fazem da hostilidade um elemento constitutivo do espaço, demonstrando que ela transcende a expressão fechada de quem está do outro lado do vidro.

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Edifícios à prova de futuro: incorporando a incerteza no processo de projeto

Edifícios à prova de futuro: incorporando a incerteza no processo de projeto - Imagem de Destaque
OMA's transformation of Post Houston. Image © Leonid Furmansky

Por definição, a arquitetura e o urbanismo costumam operam em um território repleto de incertezas. Isso significa dizer que a prática da arquitetura não busca apenas respostas para os problemas conhecidos no presente, mas principalmente soluções para os desafios imprevisíveis do futuro. Como resultado, arquitetos e arquitetas confronta-se constantemente com a ambiguidade do ofício: procurando respostas para questões bastante concretas, ao mesmo tempo que buscam abrir espaço para que novos cenários alternativos e imprevisíveis possam surgir. A incerteza é uma condição inerente não apenas ao campo da arquitetura, mas sobretudo, à sociedade contemporânea. O constante e progressivo processo de transformação nos âmbitos sociais, econômicos e até ambientais em nossa sociedade hoje, nos levam a refletir sobre a importância da incerteza no pensar e fazer arquitetura no tempo presente. Pensando nisso, apresentaremos a seguir uma série de abordagens em arquitetura que nos convidam a refletir sobre tudo aquilo que é incerto, e como a imprevisibilidade pode ser útil ao projetar espaços e cidades para o futuro.

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O retorno do Superstudio e da ideologia anti-arquitetura

Nos anos 1960, Cristiano Toraldo di Francia e Adolfo Natalini, então estudantes de arquitetura da Universidade de Florença, assumiram um posicionamento pungente e questionador em relação à disciplina da arquitetura, despertando uma onda revolucionária que viria a se espalhar rapidamente por toda a Europa. Inspirados em histórias de fantasia e ficção científica e buscando encontrar respostas para os principais problemas de sua época, a dupla que se autodenominava Superstudio, buscou continuamente reinventar o próprio significado do que é ser um arquiteto. Os projetos desenvolvidos pelos dois logo chamaram a atenção da comunidade internacional de arquitetos, uma abordagem que ficaria conhecida como “anti-arquitetura”, uma estratégia concebida para direcionar as atenções não para o conteúdo formal dos projetos em si, mas para o campo do debate político, elaborando críticas ferrenhas ao capitalismo e ao idealismo modernista. Em suas propostas, o Superstudio propunha edifícios e cidades onde os seres humanos parecem se desconectar do tempo, do lugar onde vivem e principalmente, das necessidades impostas por uma sociedade baseada em consumo de massa.

Cristiano Toraldo di Francia, cofundador do Superstudio, morre aos 78 anos

Ontem, 30 de julho, Cristiano Toraldo di Francia, cofundador do Superstudio, faleceu aos 78 anos de idade. Durante os anos 60 e início dos anos 70, o estúdio italiano, cofundado por Adolfo Natalini, concentrou-se na crítica aos métodos de produção do design e da arquitetura. A prática do estúdio se refletiu numa forma muito particular de representar a arquitetura através de colagens, manifestos e storyboards. Esta abordagem desencadeou múltiplas discussões que permanecem válidas até hoje entre as gerações mais jovens, que revisitaram aquelas críticas para aplicá-las a novas formas de produzir e pensar arquitetura.

Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram

Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Image 1 of 4Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Image 2 of 4Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Image 3 of 4Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Image 4 of 4Arquitetura e utopia: videoclipes que buscam referência nas cidades utópicas do Superstudio e Archigram - Mais Imagens+ 11

Em arquitetura, a critica sempre vem acompanhada de um conceito utópico. As utopias não são modelos alternativos e também não servem para resolver os problemas existentes, mas para torná-los ainda mais evidentes. Poderíamos dizer que o conceito principal de uma utopia é a esperança. A utopia é o embrião de cada projeto, cada pequeno espaço onde a vida humana acontece. O que é mais revolucionário em uma utopia é a sua capacidade de desenvolver uma reflexão crítica sobre o mundo em que vivemos, devolvendo a sua dignidade através de uma análise racional.

Os melhores videoclipes para arquitetos de 2017

Aquele velho ditado que diz "escrever sobre música é como dançar sobre arquitetura", parece não ter mais sentido quando a arquitetura se torna de fato o pano de fundo da música e da dança. Desde que o vídeo suplantou a rádio, famosos projetos de casas e edifícios históricos são utilizados como cenários para vídeos musicais dos mais variados estilos. Então, quais foram os clipes de 2017 que melhor incorporaram o nosso maravilhoso mundo da arquitetura?

O Thespaces.com compilou uma lista dos melhores vídeos musicais para amantes da arquitetura em 2017. Aqui apresentamos os nossos favoritos desta lista e alguns outros que acreditamos merecer uma menção especial.

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Os 9 grupos mais inspiradores e audaciosos da arquitetura dos anos 60 e 70

A primeira viagem espacial à lua, os protestos anti-guerra generalizados, Woodstock e os hippies, comunidades rurais e ambientalismo, o Muro de Berlim, o movimento de libertação das mulheres e muito mais - as tumultuadas décadas de sessenta e setenta ocupam um lugar inesquecível na história da humanidade. Com as injustiças sendo questionadas abertamente e ideias radicais que propunham destituir muitas das convenções existentes em várias esferas da vida, as coisas não foram diferentes no mundo da arquitetura.

O mundo idealizado pelos modernistas foi logo questionado por experimentos utópicos dos grupos "anti-arquitetura" ou "design radical" dos 1960-1970. Restabelecendo a arquitetura como um instrumento de crítica política, social e cultural, elaboraram manifestos e projetos arrojados, experimentaram com a colagem, música, performance artística, mobiliário, design gráfico, zines, instalações, eventos e exposições. Enquanto certos indivíduos desta época como Cedric Price, Hans Hollein e Yona Friedman perduraram como importantes nomes na esfera do radicalismo e do não construído, o espírito revolucionário dessas décadas também viu o nascimento de vários jovens coletivos de arquitetura. No que há de mais excêntrico, veja a lista (de forma alguma exaustiva) de alguns grupos que ousaram questionar, cutucar, expandir, se rebelar, interromper e redefinir a arquitetura nos anos 60 e 70.

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Arte e Arquitetura: "Superstudio Revisitado" por Nitsche Arquitetos + Jorn Konijn

Arte e Arquitetura: "Superstudio Revisitado" por Nitsche Arquitetos + Jorn Konijn - Arte E ArquiteturaArte e Arquitetura: "Superstudio Revisitado" por Nitsche Arquitetos + Jorn Konijn - Arte E ArquiteturaArte e Arquitetura: "Superstudio Revisitado" por Nitsche Arquitetos + Jorn Konijn - Arte E ArquiteturaArte e Arquitetura: "Superstudio Revisitado" por Nitsche Arquitetos + Jorn Konijn - Arte E ArquiteturaArte e Arquitetura: Superstudio Revisitado por Nitsche Arquitetos + Jorn Konijn - Mais Imagens+ 11

Sob a curadoria de Jorn Konijn, Nitsche Arquitetos foi convidado para revisitar a obra do Superstudio, grupo fundado em 1966, na Itália, que fazia parte da vanguarda arquitetônica de seu tempo. Os italianos traziam à tona novas formas de imaginar os espaços e através de suas representações formulavam grandes críticas políticas e urbanas, questionando o estilo de vida e o que era produzido na época. Talvez "Monumento Contínuo" seja a obra mais celebrada deste grupo, e é exatamente esta a escolhida para ser revistada pelo escritório de arquitetura paulistano, que faz uma releitura inserindo o "grid" na realidade paulista.

Veja o texto e as imagens do projeto, junto de fotografias de sua exposição, a seguir.

Projeções inspiradas no Superstudio e em Lebbeus Woods iluminam o Palácio de Karlsruhe

Como parte das celebrações do 300° aniversário de Karlsruhe (KA300), o palácio da cidade alemã está sendo alvo de projeções de luz inspiradas no grupo italiano dos anos 1970, Superstudio, e no arquiteto Lebbeus Woods. A elaborada instalação intitulada Schlosslichtspiele exibe o trabalho de nove proeminentes artistas e grupos - todos explorando de modo singular, através de suas projeções visuais, os "relevos e vazios" do Palácio de Karlsruhe.

Saiba mais sobre a instalação, a seguir.