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Storytelling: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa

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"Tome seus supressores de sonhos." A frase de abertura em Pumzi, de Wanuri Kahiū, direcionada à protagonista Asha, impõe a ordem de romper laços com futuros esperançosos e memórias ancestrais em passados compartilhados para forçar seu foco no presente perpétuo da heterotopia de um enclave da Comunidade Maitu. A vista aérea de Maitu revela uma estrutura estéril, semelhante a um drone, com uma esfera panóptica no centro, onde o comportamento humano normal é medicalizado. O layout é construído em torno de sistemas de reciclagem de circuito fechado tão eficientes quanto um organismo autossustentável, projetados para escapar do ambiente tóxico de uma Terra doente, onde cada cano e corredor é planejado para coletar excreções humanas para a geração de água, absorvendo, assim, os papéis tanto da natureza quanto do Estado. A arquitetura da comunidade traduz perfeitamente a mensagem do filme por meio de sua fisicalidade.

No folclore, no cinema e na arte, o mesmo movimento se repete: a arquitetura traduz um "outro lugar" — seja ele ancestral, espiritual ou especulativo — em uma forma que pode ser vista ou adentrada. As seções a seguir acompanham essa tradução, dos Túmulos de Kasubi a Kizazi Moto, mostrando que esse "outro lugar" é uma forma de ler o presente.

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Histórias como recurso: como o design narrativo constrói resiliência

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Este artigo faz parte de "Thresholds", uma edição especial impressa do jornal Cobe Notes x ArchDaily.

Há duas características únicas no ser humano que nos permitiram sobreviver aos primórdios e nos espalhar por todo o planeta: suar e contar histórias. O suor ajuda a resfriar o corpo ao correr longas distâncias. As histórias nos ajudam a colaborar em grande escala e a compartilhar conhecimento entre grupos e gerações. Como profissionais da arquitetura, ainda dependemos dessas mesmas ferramentas para transformar visões em realidade.

Como aponta o professor de narrativas Angus Fletcher em seu livro Primal Intelligence, existe um equívoco comum sobre o papel das histórias: quando nosso cérebro "racional" desenvolve uma ideia que não conseguimos explicar a um grupo maior, nós a envelopamos em uma história e, de repente, todos a compreendem. Fletcher argumenta que, na verdade, o processo ocorre de forma inversa: as ideias surgem das histórias, nosso cérebro funciona por meio de histórias e as histórias moldam a realidade. Na arquitetura, existe um termo pejorativo para quando esse processo é invertido: "pós-racionalização" — como, por exemplo, quando diagramas são criados para justificar um projeto que já foi decidido.

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A inteligência artificial pode tornar arquitetos melhores contadores de histórias?

Este artigo é o sexto de uma série que sobre a Arquitetura do Metaverso. O ArchDaily, em colaboração com John Marx, fundador e Diretor Artístico Chefe da Form4 Architecture, traz artigos mensais que buscam definir o Metaverso, transmitir o potencial desse novo reino, bem como compreender suas limitações.

A Inteligência Artificial está na fase inicial da criação de mudanças fundamentais na maneira como projetamos e construímos edifícios e cidades. Algumas dessas mudanças serão abruptas e disruptivas para as práticas normativas. Outras levarão mais tempo para sentir o efeito dessa nova tecnologia, mas a mudança será abrangente. Quando combinada com o Metaverso, a IA também oferecerá vastas oportunidades para a profissão se expandir e crescer. Os tipos de espaços e ambientes que projetamos no Metaverso serão, em alguns aspectos, muito diferentes do que projetamos atualmente no mundo físico sozinho. A IA evolui a cada dia, e somos compelidos a aprender enquanto inovamos. A IA provou ser uma ferramenta poderosa para ajudar designers e nos desafia a alterar nosso processo de design. A combinação de IA com design narrativo é um desses desafios.

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O que é um curador de arquitetura?

No seu livro Curadoria: o poder da seleção no mundo do excesso, Michael Bhaskar define curadoria como "usar atos de seleção e organização (mas também refinar, reduzir, exibir, simplificar, apresentar e explicar) para agregar valor." Originário da palavra latina "curare", que significa "cuidar", o papel do curador em dissecar nossa compreensão do mundo ao nosso redor não pode ser negligenciado. Ao longo do tempo, à medida que a definição se transforma, a prática da curadoria continua a evoluir, desempenhando o papel de cuidadora de nosso ambiente construído.

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Henning Larsen, Architectus e Arup são escolhidos para requalificar o Canberra Theatre Center na Austrália

O consórcio formado pelo escritório internacional Henning Larsen, o escritório australiano Architectus e a consultoria global Arup foi selecionado para realizar o projeto que transformará o Canberra Theater Center em um espaço vibrante e inclusivo. O projeto contará com consultas públicas para garantir que o Distrito Cívico e Cultural de Canberra se torne um espaço acolhedor tanto para artistas quanto para o público geral. Vencedora de um concurso, a proposta inclui estudos preliminares que mostram um novo edifício de teatro que será acrescentado ao distrito, além da renovação do Courtyard Studio, do Canberra Theater e The Playhouse.

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Uma igreja modernista esculpida na rocha: a história do Temppeliaukio Kirkko, em Helsinque

Perto do centro de Helsinque, na Finlândia, no bairro de Töölö, encontra-se a Igreja Temppeliaukio, um templo luterano de aparência incomum, aninhado entre rochas de granito. Aproximando-se da praça pela rua Fredrikinkatu, a igreja surge sutilmente: uma cúpula plana que se eleva pouco acima da paisagem circundante. Uma entrada despretensiosa, flanqueada por paredes de concreto, conduz os visitantes por um corredor escuro até o santuário iluminado esculpido na rocha. As paredes de pedra exposta renderam-lhe o nome alternativo de “A Igreja da Rocha”. Para contrastar com o peso dos materiais, claraboias ao redor da cúpula criam um jogo de luz e sombras e uma sensação de leveza.

A igreja é resultado de um concurso de arquitetura vencido pelos irmãos arquitetos Timo e Tuomo Suomalainen em 1961. Foram reconhecidos não apenas pela criatividade, mas também pelo respeito que demonstraram ao objetivo do concurso: “incluir o plano de organização para toda a Praça Temppeliaukio, tendo em mente que a maior parte possível do afloramento rochoso da praça deve ser preservada.” A proposta vencedora consegue isso incorporando a igreja dentro da rocha e colocando as instalações paroquiais nas bordas da colina. Este artigo explora a história por trás da Igreja Temppeliaukio, narrativamente e visualmente, através das lentes de Aleksandra Kostadinovska, uma fotógrafa profissional de Skopje.

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Arquitetura e mangá: explorando o mundo de Jujutsu Kaisen

Mangá é um termo genérico para uma grande variedade de histórias em quadrinhos e novelas gráficas originalmente produzidas e publicadas no Japão, e ao contrário das histórias em quadrinhos ocidentais que podemos estar mais familiarizados em ver impressas em cores, são publicadas principalmente em preto e branco. Manga é a palavra japonesa para quadrinhos publicados no Japão, com a palavra em si composta por dois kanji : man (漫) que significa "extravagante" e ga (画) que significa "imagens".

Diferentemente do anime, o mangá é uma mídia impressa, enquanto o anime se destaca como mídia visual desenhada à mão ou digitalmente, combinando arte gráfica, criação de personagens, cinematografia e outras formas de técnicas criativas. É notável que muitos animes são resultado de uma franquia de sucesso que começou como mangá, mas o que sempre uniu o mangá e o anime foi o uso de diversos estilos de arte em várias narrativas que foram construídas para nós consumidores seguirmos.

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O que é a arquitetura forense?

O termo "Arquitetura Forense" possui diversas definições. Em resumo, refere-se à investigação do ambiente construído, seja em relação ao crime e à injustiça ou a um processo de investigação para descobrir a causa raiz dos danos e da deterioração dos edifícios. Muitas vezes, os arquitetos forenses são convidados a identificar possíveis problemas e a aconselhar como evitá-los. O papel deste arquiteto é permanecer imparcial, identificar questões na construção, determinar causas potenciais e sugerir soluções. Eles devem descobrir evidências factuais, que podem ajudar em uma construção futura ou fornecer respostas a questões associadas a um determinado ambiente construído.

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Representações como ferramentas para criar narrativas arquitetônicas

Quando ouvimos o termo visualizações arquitetônicas, é provável que a primeira imagem em mente, seja um render chamativo com pessoas, acabamentos ofuscantes e uma sensação de movimento sobre o local em questão. Além de renderizar um espaço tridimensional, os arquitetos também precisam desenvolver suas habilidades na representação de ideias intangíveis, de forma a direcionar a narrativa por trás de seus argumentos. Em vez de criar conceitos pontuais, que são apresentados em uma sequência tradicionalmente linear, os arquitetos precisam criar uma história, estruturar seus projetos como uma tese e considerar como as apresentações têm o poder de revelar as prioridades de um projeto.