A Escola da Cidade, por meio de seu curso de pós-graduação, “Arquitetura, Educação e Sociedade”, promove a aula aberta “Arquitetura e Engenharia da madeira para o tempo que virá”, com o professor alemão Julius Natterer, no dia 24 de setembro (amanhã), às 18h30.
Os habitantes da cidade de São Paulo vêm experienciando crescentes dificuldades de mobilidade urbana e, como resposta, têm recorrido a outros meios de transporte públicos e privados, coletivos e individuais.
Um desses meios - a bicicleta - vem sendo debatida tanto por cicloativistas quanto pelo poder público municipal, visando encontrar modos de absorver confortavelmente essa crescente frota de ciclistas urbanos.
O debate “Bike na Cidade de São Paulo” abrirá espaço para a discussão dos prós e contras, das formas e modelos de convívio da bicicleta com outros meios de transporte na cidade de São Paulo.
Casarão Franco de Mello. Cortesia de IAB-SP. Imagem de divulgação.
O projeto de restauro do Casarão Franco de Mello, futura sede do Museu da Diversidade Sexual, na Avenida Paulista, São Paulo, será selecionado por meio de concurso com prêmio de R$ 1,1 milhão do ProAC Editais – o programa de incentivo à cultura do Governo do Estado de São Paulo.
Além do restauro do prédio histórico, o projeto deverá contemplar também a instalação de um edifício anexo e projeto de paisagismo para o lote. No mesmo concurso, será selecionado, também, projeto de restauro para a Estação Ferroviária de Mairinque, com prêmio de R$ 400 mil. A iniciativa tem apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Os interessados poderão se inscrever de 4 de setembro a 20 de outubro.
Entre os dias 30 de agosto e 28 de setembro o Iguatemi Campinas recebe a exposição “Experiência Escher”, que exibe algumas mais famosas obras do artista holandês.
Essa é a primeira vez que o melhor da exposição mais visitada do mundo em 2011 (“O Mundo Mágico de Escher”) e da mostra que foi recorde de público em Minas Gerais e no Paraná em 2013 (“A Magia Escher”), acontece fora de espaços museológicos.
A exposição contará com instalações interativas, 16 fac-símiles e os originais de algumas das principais ilustrações do artista trazidas da Escher Foundation, dentre as quais: Relatividade, Cascata, Belvedere, Céu a Água, Autorretrato em esfera espelhada e Metamorfose.
Após a ótima repercussão dos primeiros módulos, com respostas positivas dos convidados e dos participantes, o curso livre “Arquitetura Paulistana” da Escola da Cidade chega consolidado para repetir pela terceira vez sua dinâmica e acrescentar mais arquitetura ao repertório dos alunos inscritos e também de todos que acompanham o curso pelas redes sociais.
Assim como os módulos anteriores, a atividade utilizará o modelo de organização da disciplina Escola Itinerante, estruturada pela Escola da Cidade que promove viagens de estudo com seus alunos com os objetivos de mostrar, ao jovem estudante, a riqueza da arquitetura brasileira e internacional e de promover encontros com os arquitetos de cada lugar visitado.
Shigeru Ban no Centre Pompidou - Metz, França. Image Courtesy of japantimes.co.jp
O Arq.Futuropromove nos dias 23 e 24 de setembro o fórum “A Cidade e a Água”, com a participação de arquitetos, urbanistas, gestores públicos, empresários e especialistas nacionais e internacionais que se reúnem para discutir os desafios das cidades em tempo de escassez de recursos hídricos.
A palestra inaugural do evento será feita pelo arquiteto japonês Shigeru Ban, laureado neste ano com o Prêmio Pritzker. Pioneiro no uso de papel reciclado e tecido em projetos urbanísticos, Shigeru Ban combina a tradição construtiva oriental com as necessidades contemporâneas, refletindo sobre o papel da arquitetura em situações de emergência e reconstrução. Professor da Universidade de Kioto, Ban desenvolve atualmente projeto de postos de visitação e pesquisa em parques nacionais da Amazônia, a convite do Ministério do Meio Ambiente.
No Brasil, futebol é mais que apenas um esporte. É muitas vezes a esperança por um futuro melhor, uma distração, um assunto em comum, algo que une as pessoas. Mesmo com a falta de espaços públicos de qualidade na grande maioria das cidades brasileiras, sempre há um campo (mesmo que improvisado) para uma "pelada".
No dia 20 de agosto, às 18h30, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) sediará um encontro com grandes nomes da arquitetura: Martha Thorne, FGMF Arquitetos e Sou Fujimoto se encontram para palestras sobre a arquitetura contemporânea sob diferentes perspectivas no século XXI.
O Teatro do Engenho, um exemplo de recuperação de patrimônio histórico em Piracicaba. Foto: Bolly Vieira. Image Courtesy of Arq.Futuro
A realização em Piracicaba do Arq.Futuro consolida a necessidade de levar o debate sobre o futuro das cidades para além do circuito das metrópoles brasileiras. Uma cidade de porte médio, como boa parte dos municípios brasileiros, Piracicaba abriga um conjunto importante de universidades e tem atraído empresas de grande porte. Ao mesmo passo, apresenta contínuo crescimento de renda e população, tendência também verificada em outros municípios pelo país.
No entanto, seu cenário se distingue no quadro nacional pela antecipação com que enfrentou desafios básicos de infraestrutura, tais como saneamento, coleta e tratamento de resíduos sólidos, limpeza e recuperação de seu principal rio, hoje (re)inserido na paisagem urbana na companhia de parques lineares adotados pela população. Em outras palavras, a cidade se diverte no rio. Enquanto muitas cidades tentam corrigir erros do passado com paliativos sobre um modelo urbano obsoleto, Piracicaba mostra que é possível se antecipar a situações críticas, estabelecendo paradigmas como planejamento de longo-prazo, gestão compartilhada e inovação tecnológica, temas que permearam as mesas de debate da edição piracicabana do “Arq.Futuro: A Cidade e a Água”, que, nos dias 4 e 5 de agosto, recebeu no palco do Teatro do Engenho 32 convidados, entre debatedores e moderadores.
Faixa exclusiva na Av. 23 de Maio, São Paulo. Foto: reprodução/CBN. Cortesia de The CityFix Brasil
Um estudo realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo sobre a influência das faixas de trânsito exclusivas mostra que aqueles que optaram pelo transporte público coletivo deixaram de gastar diariamente 38 minutos no trânsito.
Para chegar a esse valor o CET analisou a rotina de deslocamentos de aproximadamente 3 milhões de usuários do transporte coletivo. A cifra (38 minutos) pode parecer, à primeira vista, singela, porém, o total de tempo “economizado” no trânsito (apenas pelos usuários analisados) alcança 1,9 milhões de horas por dia, tempo que pode ser melhor aproveitado e certamente gera implicações econômicas e sociais.
Transformar cada espaço público em um lugar mais bonito, divertido e seguro. Foi com esse objetivo que nasceu o Bela Rua, uma associação sem fins lucrativos que realiza projetos urbanos e intervenções urbanas participativas e divertidas para incentivar as pessoas a transformar a cidade.
Até o dia 17 de agosto a associação estará organizando uma série de eventos intitulada (RUA)³ - ou “rua ao cubo” – na Praça Oliveira Penteado, no Bairro Butantã, São Paulo. A programação é bastante diversificada e conta com a presença artistas e entusiastas para a realização de exposições, apresentações musicais, picnics, oficinas, projeções de filmes, entre várias outras atividades.
Inspirada na obra homônima de Italo Calvino, a exposição “Cidades Invisíveis”, em cartaz no Museu de Arte de São Paulo (MASP), reúne 70 fotografias da Coleção Pirelli/Masp e intercala os trabalhos com trechos do livro de Calvino.
O objetivo é provocar a reflexão nos visitantes sobre a vida nas grande metrópoles. A mostra tem curadoria de Teixeira Coelho, que explica que as fotos, ao contrário da pinturas, são menos aptas a mentir. No Masp, as imagens da coleção registram cidades no Brasil e no mundo desde 1933 até os dias atuais.
O Museu Belas Artes de São Paulo abre a partir de 8 de agosto a exposição “Pensamento Circular”, que integrará a agenda do festival Design Weekend. Projetados por designers brasileiros desde os anos 1920, cerca de 35 móveis e luminárias empregam o círculo de maneira peculiar. Criações de mestres como Flávio de Carvalho (1899-1973), Lina Bo Bardi (1914-1992) e Sergio Rodrigues juntam-se às de outros importantes nomes. Há tanto consagrados, como Fernando e Humberto Campana, Claudia Moreira Salles, Fernando Prado e Domingos Tótora, quanto da nova geração, caso de Zanini de Zanine, Rodrigo Almeida e Carol Gay.
Plataforma de discussão em arquitetura e urbanismo, oArq.Futuro ocorre pela primeira vez fora do circuito das capitais brasileiras. Em sua segunda edição deste ano, ele se transfere para Piracicaba, a 200 km de São Paulo, com uma programação de palestras e debates organizada ao longo de dois dias, 4 e 5 de agosto próximos, no auditório do Teatro do Engenho.
O Arq.Futuro foca no tema “A Cidade e a Água” em suas edições de 2014. Protagonista de reconhecidas transformações urbanas, a cidade de Piracicaba há anos vem dando atenção especial à gestão das águas e seus desafios. Daí a oportunidade de sediar este Arq.Futuro, que, por sua vez, envolverá a participação não só de representantes dos municípios da região, mas também de especialistas brasileiros e estrangeiros.
Enquanto a noção de "tempo livre" é, por natureza, associada a escolhas individuais e estar momentaneamente "livre" em relação às demandas da vida cotidiana, a quantidade e qualidade de tempo que temos à nossa disposição está intimamente ligada às forças da cidade. Quando o congestionamento aumenta, a quantidade e qualidade de tempo livre dos moradores da cidade diminui. O congestionamento reduz as oportunidades das pessoas de construir amizades, diminui a energia para praticar hobbies fora do trabalho e esgota o tempo que as pessoas têm para viver, não se deslocar. Com as crescentes taxas de aquisição de automóveis contribuindo com o aumento dos congestionamentos, os prefeitos estão tomando medidas para inverter esta tendência – tanto em relação aos impactos sobre a qualidade de vida dos moradores como em relação ao custo econômico de permanecer parado no trânsito.
As cidades brasileiras de São Paulo e Belo Horizonte mostram que isso depende tanto das políticas municipais como de mudanças individuais. Deve-se modificar as estratégias de mobilidade centradas no automóvel, impulsionando o Brasil em direção a um futuro de mobilidade sustentável e alta qualidade de vida para seus habitantes urbanos.
Os vereadores de São Paulo aprovaram na tarde desta segunda-feira, 30 de junho, com 44 votos favoráveis e apenas 8 contrários, o novo Plano Diretor da cidade. O plano reúne regras para orientar o crescimento da cidade pelos próximos 16 anos e tem como espinha dorsal o estímulo ao adensamento populacional ao longo dos corredores de transporte, como linhas de trem e metrô e faixas de ônibus.
A votação ocorreu sob pressão do grupo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). Ao menos uma centena de integrantes do movimento estava acampada em frente à Câmara Municipal de São Paulo desde o dia 24 de junho e lotou o plenário.