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Sérgio Ferro: O mais recente de arquitetura e notícia

Como a escassez de mão de obra está remodelando a arquitetura

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Construir uma cidade do zero não é tarefa fácil. Nunca foi e nunca será. A própria ideia de criar de forma planejada o que de outro modo se desenvolveria e cresceria gradualmente exige recursos, organização e, acima de tudo, mão de obra. Foi o que aconteceu em 1958, quando o Planalto Central do Brasil se transformou em um dos maiores canteiros de obras do século XX para a construção de Brasília. Dezenas de milhares de candangos (migrantes vindos predominantemente do Nordeste, muitos sem formação técnica prévia) chegaram para erguer uma capital inteira em pouco mais de três anos, sob o lema do então presidente Juscelino Kubitschek de realizar "cinquenta anos de progresso em cinco". A arquitetura de Oscar Niemeyer e o plano de Lúcio Costa não teriam sido possíveis sem a premissa de que haveria mão de obra suficiente e disposta a suportar baixos salários e condições extremamente severas para transformar concreto e curvas em um símbolo nacional.

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Novo livro da Romano Guerra traz 24 entrevistas inéditas com historiadores e críticos de arquitetura brasileiros e estrangeiros

A Romano Guerra Editora lança, no dia 24 de agosto, o livro Arquitetura e escrita: relatos do ofício, que reúne vinte e quatro entrevistas com historiadores e críticos de arquitetura, brasileiros e estrangeiros, de diversas orientações teóricas e profissionais, origens disciplinares e geracionais. Em sua grande maioria inéditas, elas foram produzidas tanto em função do interesse que os entrevistados despertam localmente, como em resposta ao impulso global do debate teórico e historiográfico no campo nas últimas décadas.

"Sou contra o termo antropoceno. O que está conduzindo o mundo ao desastre final é o capital": entrevista com Sérgio Ferro

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Sérgio Ferro é um arquiteto, artista, historiador e crítico de arquitetura brasileiro que, devido à sua atuação política durante a ditadura militar, foi preso e exilado na França na década de 1970. Ao longo de sua carreira, observou e interviu nos espaços de produção da construção civil, desenvolvendo uma crítica à produção das artes plásticas e da arquitetura baseada no processo de construção e seus agentes: o canteiro de obras, as tecnologias, os materiais e o construtor.

Em um contexto histórico dominado por referências eurocêntricas e masculinas, Ferro, junto aos arquitetos Rodrigo Lefèvre e Flávio Império, formou o Arquitetura Nova, um grupo que propunha debates pautando a produção da arquitetura, o papel social do arquiteto e as relações de produção no canteiro de obras, contrapondo os pensamentos e produções hegemônicos, seja na prática projetual ou na academia. Após exílio, impossibilitado de atuar como arquiteto, dedicou-se à docência na École Nationale Supérieure d'Architecture de Grenoble.

O que a arquitetura pode aprender com Paulo Freire?

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Um dos teóricos mais importantes do século XX, o educador brasileiro Paulo Freire faria 100 anos em 19 de setembro de 2021, não fosse seu falecimento em 1997. Um mês depois, o Brasil comemora o Dia dos Professores no dia 15 de outubro, ao mesmo tempo em que a educação pública enfrenta cortes massivos no orçamento federal, dando continuidade a um antigo processo de sucateamento do ensino brasileiro. Dentro desse contexto, Freire se tornou um dos teóricos mais lidos e citados no mundo na área das humanas. Apesar do reconhecimento mundial, sua teoria ainda não foi totalmente incorporada à bibliografia da arquitetura e urbanismo. Propomos aqui uma breve reflexão sobre como as práticas da arquitetura podem visitar a teoria de Paulo Freire. 

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Sérgio Ferro: ensino, crítica e artes plásticas

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Sérgio Ferro completa hoje, 25 de Julho, seu 80º aniversário. Nascido em Curitiba, formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAU-USP) em 1962, onde foi convidado por João Batista Vilanova Artigas a compor a equipe docente entre 1962 e 1970, na cadeira de Historia da Arte. Na área acadêmica também ministrou aulas na Universidade de Brasília (UnB) de 1969 a 1970. Multidisciplinar, a arquitetura é apenas uma de suas várias facetas, sendo também artista plástico.

"Trabalhador coletivo" e autonomia / Sérgio Ferro

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Este texto integra o livro Usina: entre o projeto e o canteiro (Edições Aurora, 380 páginas), uma antologia a respeito dos 25 anos da assessoria técnica paulistana Usina CTAH, grupo de arquitetos e cientistas sociais que trabalha junto a movimentos populares produzindo habitação de interesse social por meio de processos autogestionários. O livro, organizado pelos pesquisadores Ícaro Vilaça e Paula Constante, vai ser lançado no dia de 31 de maio, às 19h, na Casa do Povo (Rua Três Rios, 252, Bom Retiro).