Dos hashis aos templos religiosos, frequentemente associado à cultura e, mais especificamente, à arquitetura produzida nos países asiáticos, o bambu é um material muito versátil, com grande desempenho ecológico, seguro e resistente. Graças a seu rápido crescimento, é um material relativamente barato em relação a outras técnicas construtivas e tem seus exemplos de uso mais notável em projetos que se valem de sua materialidade, cor e ritmo.
Uma das principais contribuições da arquitetura moderna para a produção internacional foram os cinco pontos propostos pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier. Esse conjunto de diretrizes representava a expressão formal dos ideais e preceitos colocados pelo pensamento arquitetônico daquele contexto e tem como exemplo paradigmático de seu emprego a Villa Savoye, a emblemática residência projetada pelo mestre moderno em Poissy, na França.
Ocupar a cobertura das edificações é um feito milenar, no entanto, apenas com o movimento moderno e os cinco pontos da arquitetura de Le Corbusier é que a "quinta fachada" começou a ser explorada em todo o seu potencial. Pilotis, planta livre, janela em fita e fachada livre elementos estruturais se uniam ao uso da cobertura como jardim para constituir as diretrizes para a nova arquitetura. O modernismo enquanto linguagem universal ruiu, mas permanecem na arquitetura contemporânea vários de seus preceitos.
Sir David Adjaye projetou um novo complexo residencial em Munique, Alemanha. Localizado no distrito de Schwabing, perto do Englischer Garten, o projeto incluirá 14 unidades "emolduradas" por uma estrutura racional. Com recuos, varandas e aberturas, o projeto busca ecoar o ritmo da arquitetura das ruas do entorno.
Há diferentes maneiras de organizar a implantação de uma residência em um lote. Junto aos limites laterais, recuada do fundo ou de um dos lados, alinhada à rua ou recuada, ou, ainda, isolada no terreno. Para cada estratégia, qualidades e insucessos. Em glebas de pequena dimensão, um modo interessante de implantar a casa, ao menos em relação à insolação e ventilação dos espaços, é criando pátios.
C.F. Møller Architects and BRUT have won a competition for the design of an ambitious urban development in Ostend, Belgium. The neighborhood of 500 houses demonstrates a method of using a human scale to improve the quality of life the residents and the urban realm.
The project centers on the De Nieuwe Stad quarter, where an existing social housing scheme from 1972 has become outdated. The competition for the site’s complete redevelopment attracted 54 firms, from which C.F. Møller Architects and BRUT.
Apesar das legislações apontarem para o necessário adensamento e, consequentemente, verticalização dos edifícios residenciais nos centros urbanos, em busca da melhor eficiência e acesso à infraestrutura das cidades, há alguma coisa que foge ao plano absolutamente racional e adentra a esfera subjetiva quando pensamos em casas térreas.
À medida que a demanda por um estilo de vida sustentável aumenta, as cidades estão tentando encontrar estratégias para criar comunidades ecologicamente coerentes. De projetos passivos a materiais reciclados, os arquitetos estão voltando sua atenção para as mudanças climáticas e tentando encontrar soluções através da arquitetura e do design.
A Zero Emission Neighborhood é uma ideia de comunidade proposta por Architecture for Humans na cidade de Pristina, Kosovo. O conceito garante a sustentabilidade ideal para toda a comunidade através de edifícios de “emissão zero”, estratégias de design passivo, sistemas solares ativos e equipamentos energeticamente eficientes.
Pavilhão da Utopia. Image Cortesia de Eduardo Longo
Descrever a obra de um arquiteto é, por vezes, um trabalho árduo. Pontuar a produção pelos diferentes quesitos a qual o conjunto está atrelado é sujeito a categorizações no quadro contextual inserido. No caso de Eduardo Longo, parece haver distinção a este aspecto, uma vez que o trabalho do arquiteto apresenta certa negação aos princípios presentes na época na busca por experimentações. Ingressando em 1961 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, deparou-se com um momento particular da arquitetura brasileira: a formação da chamada “Escola Paulista” e também junto a instabilidade no quadro político nacional, pelo processo inicial da ditadura militar no Brasil e construção da capital do país.
Enquanto estudante, afastou-se dos cânones da Escola Paulista na busca de experimentação e desenvolvimento de novas discussões. É neste cenário que, no quarto ano da academia, Longo desenha a Casa de praia Mar Casado, projeto destinado a seus tios e altamente criticado pelo corpo docente e estudantes, decorrente da “forma independente de interpretar a arquitetura” [1] e conformação estrutural – que incorporava um desenho não ortogonal, com ângulos agudos e obtusos junto à cobertura multifacetada –, não se adequando ao brutalismo paulista. Mesmo em meio às críticas, o projeto viria a ser construído e receber reconhecimento por sua relevância pelo crítico de arte Pietro Maria Bardi em 1967, na Revista Domus em 1968 e instituído ao livro de Yves Bruand em 1981 [2].
Um novo projeto da ingenhoven architects, em cooperação com a architectus, superou uma série de arquitetos internacionalmente aclamados para o projeto da torre residencial mais alta de Sydney, na 505-523 George Street. O arranha-céu de 79 andares atingirá os 270 metros e incluirá diversos usos, que vão desde habitação e comércio até hotel e lazer. Os projetistas esperam que a torre seja “um marco profundamente visível para um desenvolvimento econômico, ambiental e socialmente sustentável e voltado para o futuro”.