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Arquitetos: João Tiago Aguiar, Arquitectos
- Área: 130 m²
- Ano: 2018
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Fabricantes: AutoDesk, CIN, CLIMAR, GLS2 CARPINTARIA, JUNG, +3






Dizem que o esporte costuma unir as pessoas, tanto aquelas que encontram-se dentro quanto fora de campo. Reconhecido também como uma pratica social, o esporte transcende fronteiras, aproximando pessoas de diferentes origens, gêneros, credos e classes sociais ao redor do mundo.
Projetos de requalificação urbana podem assumir as mais diferentes formas, mas é fato que, infraestruturas esportivas são elementos fundamantais para se construir comunidades engajadas e aproximar pessoas. De fato, espaços voltados à prática esportiva em pequenas comunidades são capazes de encorajar as pessoas a reivindicar um direito fundamental: o direito à cidade.
Compilamos aqui uma série exemplos de projetos do mundo todo, onde espaços para a prática de atividades físicas funcionam como indutores da requalificação urbana e da qualidade de vida.

O Heatherwick Studio, com sede em Londres, apresentou planos para projetar seu primeiro empreendimento na República Tcheca, no centro histórico de Praga. O projeto busca recuperar um importante terreno a partir da mistura de comércio, escritórios e espaços públicos.

A renovação do edifício histórico Procuratie Vecchie, em Veneza, por David Chipperfield Architects, está programada para começar em breve, após a permissão da Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem. Pela primeira vez em 500 anos, uma grande parte da Procuratie Vecchie na Piazza San Marco será disponibilizada ao público para receber atividades da Rede de Segurança Humana, apoiando comunidades vulneráveis.

A proposta do concurso era criar um Jardim de Infância que pudesse atender o maior número possível de crianças, com idades entre 2 e 5 anos, em um bairro carente de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, a partir de uma iniciativa beneficente promovida pelo Teto e Archsharing.

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A história do Cais de Hastings é improvável. Localizado em Hastings - a poucos passos de distância do campo de batalha que definiu a história da Inglaterra - o cais foi aberto ao público em 1872. Durante décadas, a estrutura entreteve multidões à beira-mar, mas no século XXI caiu em desuso. Em 2008, o cais foi fechado - um ato que se tornou aparentemente irreversível quando, dois anos depois, a estrutura foi alvo de um incêndio.
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Com a mudança da indústria no último século, seja em termos de forma, localização ou tipo, os espaços de produção espalhados pelo mundo ocidental foram reaproveitados. Não há dúvidas ao ver essas estruturas. As grandes janelas, tetos altos e plantas otimizadas para o trabalho fabril agora marcam os espaços da “indústria criativa”. Pense na renovação do Tate Modern (de uma antiga central elétrica) realizada pelo escritório Herzog + de Meuron, ou na recente transformação colaborativa de um pátio de locomotivas em biblioteca nos Países Baixos.

Certificados e prêmios de sustentabilidade são outorgados todos os dias à novos edifícios que prometem um futuro livre de carbono e impacto zero. Entretanto, a maioria dos esforços que empreendemos para construir edifícios cada vez mais "sustentáveis", acaba no dia de suas inaugurações. O custo energético global da arquitetura tem muito mais a ver com a vida útil de um edifício do que com a sua construção. Embora pareça não haver saída para este atual modelo de sucesso, cabe a nós arquitetos, repensar o significado de arquitetura sustentável nos dias de hoje. Talvez devemos parar de aplaudir e exaltar cegamente os novos edifícios e voltar a nossa atenção para os edifícios que já existem. Este artigo foi originalmente publicado no <em
Durante a primeira conferencia mundial do meio ambiente, realizada na cidade do Rio de Janeiro e chamada de Eco-1992, três alarmantes fatos vieram à tona: a temperatura da Terra está aumentando continuamente; a utilização de combustíveis fósseis é a principal causa deste fenômeno; precisamos, com urgência, adaptar o nosso ambiente construído considerando esta nova realidade. Naquele ano, publiquei um ensaio no Journal of Architectural Education intitulado “Architecture for a Contingent Environment”, sugerindo que arquitetos, naturalistas e preservacionistas deveriam se unir para discutir e enfrentar essa nova realidade.

Meio século depois que a nova casa do subúrbio era o sonho de muitos jovens americanos, propriedades reformadas estão ganhando popularidade. Essa tendência se estende para além da América do Norte, com renovações estimulantes de estruturas existentes surgindo em todo o mundo, da Bélgica ao Quênia e à China. A atração por essa tipologia provavelmente está em sua multiplicidade; as renovações são novas e antigas, históricas e voltadas para o futuro, generativas e sustentáveis.
Em nenhum lugar esta tendência é mais visível e popular do que na habitação, onde a transformação é muitas vezes liderada pelos próprios proprietários. Vagamente agrupados sob termos como "fixer-upper" e "reutilização adaptativa", esses projetos começam apenas com os esqueletos estruturais e a história do edifício. Na escala pessoal, a renovação / reforma é uma oportunidade de trazer uma parte de si para sua casa - mas esses pequenos projetos juntos têm o potencial de reverter uma crise imobiliária?

É muito comum, nos dias de hoje, sentir-se extenuado pela enorme quantidade de informações que consumimos, tanto consciente quanto inconscientemente. No mundo da arquitetura não é diferente, é preciso dedicar-se para acompanhar o feed diário do ArchDaily e por isso mesmo, entendemos que nem sempre é possível estar a par daquilo que é notícia no mundo. Mas isto que à primeira vista parece ser uma infinita linha de produção arquitetônica, não necessariamente vem ao encontro das mais recentes preocupações em nossa disciplina, aquelas voltadas à economia e compartilhamento de recursos.
Esta reflexão generosa, à respeito de como e para quem estamos construído nossos edifícios e cidades, encontrava-se oculta em meio a produção massiva que definiu a arquitetura durante o século XX, mas algo estava nascendo, mesmo que em estado embrionário - algo que está se tornando cada dia mais evidente nos dias de hoje. Cada vez mais, arquitetos estão incorporando processos e estratégias de sustentabilidade e/ ou reuso adaptativo. Os mais tradicionais prêmios e reconhecimentos do mundo da arquitetura estão operando uma efetiva mudança de direção em nossa disciplina, chamando à atenção não mais apenas aos mesmos grandes nomes, mas também para pequenos escritórios de arquitetura espalhados pelo mundo, aqueles que têm nos apresentado uma nova maneira de pensar e conceber a arquitetura.
O estereótipo do arquiteto foi por muito tempo o da obsessão pelo ego e pela novidade. Praticamente um sinônimo de egocentrismo e originalidade. Por outro lado, atualmente estamos testemunhando uma mudança de rumo à partir da prática de milhares e milhares de jovens profissionais. Os projetos que foram notícia nesta última semana nos ensinam a repensar a arquitetura à partir da redução e da reutilização, transformando a maneira como concebemos à arquitetura no século XXI.