Localizado ao longo da orla de Manhattan do Rio East, o Freedom Plaza tem como objetivo criar um novo centro cívico e cultural, introduzindo um novo espaço aberto e verde em uma área densa, com planos para adicionar um Museu da Liberdade e Democracia no parque. Além disso, o projeto feito pelo BIG-Bjarke Ingels Group inclui unidades habitacionais acessíveis, dois hotéis, comércio e restaurantes. Desenvolvido pelo Soloviev Group e Mohegan, o empreendimento Freedom Plaza reimagina um dos maiores terrenos vagos de Manhattan, medindo 2,7 hectares, localizado ao sul da sede das Nações Unidas no bairro de Midtown East.
O projeto de implementação de uma quarta linha de metrô na capital grega começou em 2021, com o objetivo de reduzir a necessidade de automóveis na cidade lotada. Como a nova linha de 15 estações é estimada para transportar 340.000 passageiros por dia, até 53.000 carros poderiam ser retirados das ruas diariamente. Embora a abertura da linha possa estar a cinco anos de distância, a obra começou para reformar sete praças urbanas que se tornarão estações. Apesar do apoio público à iniciativa, o projeto também tem gerado controvérsias, com os residentes temendo a gentrificação.
Poplar Assembly / Francisco Javier García García . Imagem Cortesia de Concéntrico
Em sua 10ª edição, o Concéntrico, o festival internacional de arquitetura e design em Logronho, Espanha, anunciou os vencedores das chamadas abertas para intervenções urbanas. Em resposta à convocatória para "Celebrar a Cidade", as propostas vencedoras serão temporariamente construídas na Plaza Escuelas Trevijano, em Viña Lanciano de Bodegas LAN, e no Paseo del Espolón, na cidade espanhola de Logronho. O Festival recebe visitantes entre 25 de abril e 1º de maio de 2024 para explorar a cidade por meio de instalações, exposições, encontros e performances.
Cidades contemporâneas e assentamentos urbanos se manifestam como estruturas intricadas que exigem reflexão profunda e uma abordagem cuidadosa. Os modelos sociais e layouts espaciais estão em constante evolução, transformando-se ao longo do tempo. Nesse contexto, surge uma pergunta crucial: qual é o modelo predominante para as cidades hoje? Muitas cidades contemporâneas resultam de um paradigma que atingiu seu apogeu no século XIX, caracterizado pela densificação intensiva e urbanização em resposta a necessidades que nem sempre refletiam seus habitantes.
Em alguns casos, devido às transformações vivenciadas pelas grandes cidades, certos setores urbanos caíram em desuso, tornando-se espaços residuais ou afastando-se de propósitos orientados para o desenvolvimento comunitário. Reconhecendo que as pessoas são a força motriz por trás das dinâmicas das cidades e assentamentos humanos, é imperativo reivindicar esses espaços. Para isso, abordagens teóricas como a proposta por Henri Lefebvre do direito à cidade e a cidade dos 15 minutos são apresentadas como alternativas. Nesses casos, as pessoas retomam o foco, tornando-se elementos-chave no design e permitindo o restabelecimento de um vínculo comunidade-pessoa-espaço.
https://www.archdaily.com.br/pt/1012514/reativando-espacos-publicos-residuais-com-projetos-liderados-pela-comunidadeEnrique Tovar
Espaços públicos, sejam eles internos ou externos, públicos ou privados, caracterizam-se como locais dos encontros, das oportunidades, trocas de ideias ou mercadorias, e, em última análise, são o que conferem identidade às cidades. Contudo, com a ascensão da internet e das redes sociais, diversas dessas funções migraram para o ambiente virtual ou perderam parte de sua relevância e tivemos um baque nas relações durante o longo tempo de isolamento com a pandemia. Diante desse desafio, os arquitetos se deparam com a questão fundamental de como revitalizar esses espaços cruciais para a sociedade, sabendo de sua importância vital. Será que o design pode ser a chave para reavivar esses locais? Como tornar locais que são, ao mesmo tempo, de todos e de ninguém, realmente confortáveis para as pessoas permanecerem?
International Conference and Summer School’2019 Technopolitics in Urban Regeneration: Co-creating Public Spaces. Image by Carolina Cardoso.
A International Conference and Summer School’2019 Technopolitics in Urban Regeneration: Co-creating Public Spaces vai explorar diferentes formas de cocriação, sob o argumento de que as cidades são uma mistura de novas formas de sociabilidade e ação coletiva, baseadas na associação entre humanos e tecnologias digitais. Assim, discutirá maneiras de desenvolver soluções urbanas baseadas em processos de cocriação, dando voz a diferentes partes interessadas que podem desempenhar um papel importante na reconstrução do espaço público em escala local. A cocriação, para ser bem-sucedida, deve identificar redes e envolver diferentes tipos de participantes que podem tirar proveito de uma colaboração eficaz. Este evento abre oportunidades para compartilhar as melhores práticas e pesquisas internacionais, identificar campos de oportunidade para ações e destacar sua importância para a construção das cidades. O evento será realizado no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, em Lisboa/ Portugal, e compõe-se por dois dias de conferências, 4 dias de workshops e uma semana de laboratório de design, com foco em cenários reais, na cidade de Cascais/ Portugal. A conferência tem como objetivo contribuir para enriquecer o debate em torno do uso de tecnologias digitais em estratégias bottom-up de desenho de espaços públicos urbanos. A conferência está estruturada em quatro sessões temáticas: (1) Colaboração em condição digital; (2) laboratórios cívicos; (3) Participação Comunitária e Toolkits; e (4) Mapeamento Coletivo Digital. Cada sessão terá uma palestra seguida por sessões de apresentações dos artigos selecionados na chamada em aberto (o último dia para submissão de trabalhos é 01/04/19, mais informações em: https://turcocreating.weebly.com/call.html). Os workshops destinam-se a envolver todos os participantes numa abordagem integrada de aprendizagem colaborativa para desenvolver soluções de design urbano, durante o laboratório de design, que será realizado com foco em bairros autoconstruídos na cidade de Cascais. Espera-se integrar o conhecimento tecnológico com as preocupações do design, estabelecendo estratégias inclusivas que vinculem estudantes, pesquisadores, cidadãos e municípios com diferentes conhecimentos, aumentando capacidades de lidar com os métodos de projeto de regeneração urbana e cocriação de espaços públicos.
O icônico Central Park de Nova Iorque foi projetado em 1858 por F.L Olmsted e C. Vaux, tendo sido escolhido em um concurso que contou com outras 32 inscrições. O edital desafiava os participantes a desenhar um parque que incluísse uma fonte, uma torre de vigia, uma arena de patinação, uma esplanada, quatro ruas transversais e um espaço de exposições.
Das 32 propostas alternativas, há registros de apenas uma ainda hoje. A única sobrevivente é a proposta do engenheiro John J. Rink. Para ter uma ideia de como o projeto de Rink seria contextualizado, as empresas NeoMam Studios e Budget Direct publicaram uma série de renderizações da proposta. Veja, a seguir, como seria um dos espaços verdes mais emblemáticos do mundo se a decisão tomada há 160 anos tivesse sido diferente.
Uma das coisas mais deliciosas da arquitetura é a diversidade de soluções que qualquer terreno pode proporcionar. Desde projetos hipotéticos estudantis até propostas profissionais, as diferentes perspectivas, posições e experiências trazidas para um determinado terreno podem ser muito abrangentes e contrastantes.
Recentemente, publicamos uma matéria sobre a Nestinbox, uma proposta do escritório de arquitetura sueco Manofactory de anexar uma série de casas simples e funcionais a um penhasco em Estocolmo, atendendo as demandas de aumento de populações e preços da terra em cidades de todo o mundo. Agora, as falésias de Estocolmo foram objeto de um projeto completamente diferente, embora tão interessante quanto, da empresa sueca UMA. Em vez de residências particulares, a UMA propõe a Stockholm Infinity Pool, uma piscina pública a 1 km ao longo das falésias de Sodermalm, da capital da Suécia.