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Nem fazenda, nem hotel: por que o agroturismo precisa de uma tipologia arquitetônica própria

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato de ensaios opinativos sobre questões críticas que moldam nosso campo.

O agroturismo é comumente compreendido como um modelo híbrido, composto pela sobreposição equilibrada entre as indústrias da agricultura e da hospitalidade. Sob essa perspectiva, o agroturismo é valorizado como uma variação de um tema existente, uma atividade complementar sobreposta à produção rural. Essa abordagem já não se sustenta no século XXI, uma vez que a escala e a independência do crescimento do agroturismo o transformaram em um setor econômico distinto — com consequências arquitetônicas que nem a agricultura nem a hospitalidade, de forma isolada, são capazes de abordar.

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Algoritmos computacionais: o futuro das plantas arquitetônicas?

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Planta baixa otimizada. Cortesia de Joel Simon

O programador Joel Simon criou um projeto de pesquisa experimental, intitulado Evolving Floor Plans, para explorar organizações de plantas arquitetônicas especulativas e otimizadas usando design generativo. Interessado na sobreposição dos campos da ciência da computação, biologia e arquitetura, Joel organizou as salas de aula e a circulação de pessoas em uma escola hipotética através de um algoritmo genético programado para minimizar o tempo de caminhada, uso dos corredores, entre outros parâmetros.

O objetivo é abordar o desenho da planta arquitetônica somente a partir da perspectiva de otimização, sem considerar convenções ou possibilidade de construção. A pesquisa tem como objetivo analisar como uma combinação de métodos explícitos, implícitos e emergentes permite que plantas de alta complexidade evoluam.

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