Colagens digitais e outros meios similares de representação têm estado em pauta nas discussões sobre a como a arquitetura pode ser comunicada. Nesta recente - e bem vinda - fuga das imagens renderizadas fotorrealistas, vimos surgir outras opções de representação arquitetônica que cativam não pela semelhança tremenda com uma idealização de realidade, mas justamente pelo oposto, a semelhança com a textura do cotidiano, apresentada através de desenhos singelos de inspiração em colagens, aquarelas e pinturas.
A arquitetura é talvez o bem imóvel que melhor expressa a história de uma cidade, revelando em si grandes figuras da cultura dignas de uma divulgação que engrandece afinal a história de um povo. O Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017 vem na sequência do Guia de Arquitetura de Lisboa 1948-2013, constituindo os dois os primeiros da coleção Cities editada pela A+A Books.