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Planejamento Urbano: O mais recente de arquitetura e notícia

Edifícios que pertencem ao município de Chicago deverão usar 100% de energia renovável até 2025

A prefeita de Chicago, Lori Lightfoot, e o Departamento de Ativos, Informações e Serviços (AIS) anunciaram que até 2025 todos os edifícios e instalações de propriedade da cidade serão totalmente operados com energia limpa e renovável. No momento, Chicago é uma das maiores cidades dos Estados Unidos a reduzir a pegada de carbono nesta escala, e já iniciou o processo de transição para que seus ônibus e carros sejam veículos totalmente elétricos até 2035. O acordo demonstra os planos da cidade para “impulsionar ações climáticas de alto impacto, construir a força de trabalho de energia limpa do futuro e distribuir para todos, de forma equitativa, benefícios significativos para promover a economia de energia limpa local”.

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Como as cidades estão se adaptando às ondas de calor diante da mudança climática

A crise climática tornou as ondas de calor mais prováveis e intensas em todo o mundo. No hemisfério norte, as temperaturas recordes estão colocando milhões de pessoas em perigo. Durante os últimos meses, ondas de calor recorrentes afetaram a Europa Central e Ocidental, causando incêndios florestais, evacuações e mortes relacionadas ao calor. Nos Estados Unidos, os líderes locais também estão pedindo cautela, enquanto cidades densamente povoadas na Ásia estão anunciando estratégias para lidar com as temperaturas extremas.

As cidades estão na linha de frente desta emergência de saúde pública. As pessoas que vivem em áreas urbanas estão entre as mais atingidas quando ocorrem ondas de calor, em parte devido às ilhas de calor urbano. Este é um fenômeno que ocorre quando as cidades substituem a cobertura natural do solo por densas concentrações de superfícies que absorvem e retêm o calor, como pavimentos e edifícios. Os níveis de risco de calor também variam por bairro, sendo os setores menos influentes e historicamente marginalizados os mais afetados devido à densidade da população, acesso limitado aos sistemas de refrigeração e disponibilidade limitada de espaços verdes urbanos.

Como as cidades estão se adaptando às ondas de calor diante da mudança climática - Image 1 of 4Como as cidades estão se adaptando às ondas de calor diante da mudança climática - Imagem de DestaqueComo as cidades estão se adaptando às ondas de calor diante da mudança climática - Image 2 of 4Como as cidades estão se adaptando às ondas de calor diante da mudança climática - Image 3 of 4Como as cidades estão se adaptando às ondas de calor diante da mudança climática - Mais Imagens+ 2

Exigência de vaga de garagem: a pior venda casada da história?

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A venda casada é um dos grandes problemas relativos ao direito do consumidor e costuma ser proibida na maioria das economias de mercado. Ela acontece quando o vendedor condiciona a comercialização de um produto ou serviço à compra de outro. No Brasil, o código de Defesa do Consumidor, no artigo, 39, inciso 1.º,condena expressamente tal artifício. Por sua vez, a Lei 12.529/2011, a qual estrutura o sistema brasileiro de defesa da concorrência, em seu art. 36, inciso XVIII, estabelece que a venda casada constitui uma infração da ordem econômica.

Como o poder do lugar molda as cidades

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Há poucas perguntas mais poderosas que “de onde você é?”. As pessoas se sentem profundamente conectadas às cidades e se identificam com outras pessoas que sentem essa mesma conexão. Em outras palavras, tendemos a entender e vivenciar os lugares de uma forma muito pessoal.

No entanto, para entender o lugar – na verdade, para entender os assentamentos humanos em geral – é importante reconhecer que os lugares não são criados por acaso. Eles são criados com o propósito de promover uma agenda política ou econômica. Cidades melhores surgem quando as pessoas que as moldam pensam de forma mais ampla e consciente sobre os lugares que estão criando.

Arábia Saudita planeja arranha-céu espelhado de 170 quilômetros de comprimento

O governo da Arábia Saudita divulgou imagens de um arranha-céu de 170 quilômetros de comprimento como parte do projeto NEOM. Anunciado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, The Line é um empreendimento urbano reimaginado que liga a costa do Mar Vermelho às montanhas e vales superiores do noroeste da Arábia Saudita. A estrutura compacta, com 200 metros de largura, apresenta um experimento social e econômico. A cidade tem como intuito ser zero carbono, eliminando infraestruturas intensivas em carbono, como carros e estradas, e funcionará com energia 100% renovável, incluindo as operações de suas indústrias.

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Quanto vale uma estação de metrô? O caso de São Paulo

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Estação Sé do Metro de São Paulo. Foto © Romullo Baratto

No debate urbanístico, a defesa do transporte coletivo é quase tão consensual quanto recorrente. Propostas como o desenvolvimento orientado para o transporte (TOD), que defende o adensamento das cidades de forma coordenada com corredores de transporte, têm ganhado força nas últimas décadas: saíram da academia e foram para as recomendações e estudos de caso de instituições como o Banco Mundial, para as propostas de políticos, documentos oficiais e já se encontram em várias intervenções urbanas mundo afora — de Curitiba a Toronto, principalmente na Ásia.

Como a conexão com a internet afeta a desigualdade urbana

Se você está lendo isso agora, ou já leu um artigo no ArchDaily, é porque você estava em um lugar que permitia que você se conectasse à internet. Pense em um momento em que você se encontrou em uma zona morta, onde a Internet estava ruim e você não conseguiu conectar seu computador ao WiFi para concluir uma tarefa, ou sem conseguir conectar seu telefone para pesquisar rapidamente no Google. Você provavelmente correu para o café mais próximo, ou lugar onde o WiFi era mais confiável, apenas para ter a sensação de estar online novamente. A internet, em um mundo ideal, é igualmente aberta a todos, proporcionando acesso ao conhecimento e a capacidade de se conectar facilmente com outras pessoas. Mas o que acontece quando você não tem internet? Como sua vida é afetada se você estiver do lado errado da exclusão digital e morar em uma área sem acesso à banda larga?

O que é solo criado? Conceitos e exemplos na cidade

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É comum encontrar em Planos Diretores (PD) e em Leis de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), o conceito de Solo Criado, que torna possível a implementação de alguns instrumentos urbanísticos, como a Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) e a Transferência do Direito de Construir. Mas o que é Solo Criado?

Onde foram parar os bancos e assentos públicos?

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O projeto e a funcionalidade dos espaços públicos nas cidades estão sempre sob análise. Seja a acessibilidade aos parques públicos e espaços verdes, a distância que as pessoas vivem do transporte público ou as formas como os espaços podem ser projetados para tornar a vida na cidade mais segura e equitativa. Mas agora uma nova questão em uma escala menor está surgindo — para onde foram todos os assentos públicos?

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As vias expressas urbanas estão chegando ao fim

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Foto: gaf.arq, via VisualHunt.com

Construídas para evitar congestionamentos e facilitar o deslocamento pelas cidades, as estradas rápidas e os viadutos implementados nos centros dos municípios ou em seus entornos não cumprem com o seu propósito. Elas trazem mais problemas que resultados, separando vizinhanças, impactando os negócios e a vitalidade das comunidades e aumentando o tráfego e a poluição ambiental e sonora.

Toronto planeja suspender a construção de cidades inteligentes por questões de privacidade

À medida que mais cidades inteligentes se espalham pelo mundo, seja em países do Extremo Oriente, América Latina ou Oriente Médio, Toronto está se afastando do movimento das cidades inteligentes e reavaliando sua grande contribuição para a comunidade. A cidade canadense, que ficou em 15º lugar no ranking da Global Finance das melhores cidades do mundo para se viver no ano de 2022, planeja "matar a cidade inteligente para sempre", especialmente após os polêmicos motivos do cancelamento de Quayside, questionando sua falta de privacidade, necessidade em um escala urbana e se, de fato, as pessoas querem viver em um ambiente orientado pela tecnologia.

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Caminhabilidade, o que é?

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Times Square, Nova York. Foto de Tomas Eidsvold via Unsplash

Desde o higienismo no início do século 20 ao macroplanejamento da urbanização nos anos 1970, o modelo de urbe visava à abertura de largas avenidas, que faziam a articulação entre bairros (centro e extensão) através dos transportes motorizados: a cidade sobre pneus. Este modelo de urbanização norte-americano, seguido pelas cidades brasileiras, privilegia a verticalização das edificações e os transportes individuais em detrimento dos transportes coletivos.

1 Hora no trânsito: uma constante imutável?

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Em 2005, a velocidade média dos veículos automotores na China era de menos de 10 km/h, inferior a velocidade média das bicicletas. Imagem: Jens Schott Knudsen/Flickr

Em 1870, o tempo médio de trabalho semanal nos EUA era de 57 horas, em 2000, já tinha caído para 39 horas, redução de 32%. A França passou de 66 para 34 horas, redução de quase 50%. No mundo, a redução da jornada de trabalho foi em média de 64 para 36 horas, mostrando que a evolução tecnológica pode ter contribuído para a redução do tempo dedicado às atividades laborais.

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Rem Koolhaas sobre o fenômeno dos arranha-céus e o potencial dos Emirados de reinventar a urbanização

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Rem Koolhaas, co-fundador do Office for Metropolitan Architecture (OMA), ganhador do Prêmio Pritzker em 2000 e um dos mais proeminentes teóricos do urbanismo hoje em dia, foi um dos primeiros a questionar o fenômeno dos arranha-céus e sua influência na transformação da cidade. Particularmente intrigado com a região do Golfo Pérsico e as ambições urbanas desta área, em 2009, durante a 9ª edição da Bienal de Sharjah, fez uma palestra sobre o potencial de reinventar a urbanização nos Emirados Árabes Unidos.

Por ocasião do jubileu de ouro dos Emirados Árabes Unidos, marcando 50 anos desde que foram fundados em 1971, 50U, publicado pela Archis, explora os diferentes desenvolvimentos no Golfo, esta região que "testemunhou a transformação de uma cidade parcialmente nômade, parcialmente baseada na comunidade em uma sociedade metropolitana globalmente ativa”. Depois de Al Manakh, em 2007, seguido em 2010 por Al Manakh Cont’d, 50U conta a história dos Emirados Árabes Unidos por meio de 50 retratos de pessoas, plantas e lugares. O livro também compartilha um trecho da palestra de Koolhaas em 2009 que reflete sobre as condições contemporâneas, focando especificamente em sua leitura de Dubai, seu envolvimento arquitetônico e suas previsões urbanas futuras.

Arquitetura exclusiva: como as intervenções em espaços públicos ignoram os moradores de rua

A responsabilidade social e o desejo de melhorar a sociedade há muito são influenciados pelo ambiente construído. Olhando para os centros das cidades, a arquitetura tem contribuído para a melhoria do tecido urbano, seja através de estratégias de planejamento e zoneamento, integração de espaços públicos ou pequenas intervenções. Em alguns casos, no entanto, essas intervenções são de fato usadas como ferramentas para manter os sem-teto fora das ruas, disfarçadas de arte ou projetos conceituais. Várias políticas públicas urbanas proibiram implicitamente os moradores de rua e outros grupos sociais marginalizados nos centros das cidades, alegando que sua presença e uso "irregular" do espaço público poderiam comprometer a reputação, a segurança e a conveniência na cidade.

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Paisagens invisíveis: quando as ferramentas digitais falham em documentar

A partir de uma pesquisa on-line feita de qualquer computador é possível ter imagens de muitas cidades do mundo pela perspectiva de pedestres. Essa tecnologia é poderosa, permitindo que as pessoas tenham uma visão aprofundada das cidades que um dia podem visitar, morar ou trabalhar. É uma ferramenta útil para entender os edifícios em um nível mais abrangente do que fotografias. Essa tecnologia é, obviamente, o Google Street View - que recentemente completou 15 anos.

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Como a legalização da maconha mudou as cidades nos Estados Unidos

O tema maconha é um tabu. Baseados em suas crenças culturais e religiosas, os países têm opiniões diferentes sobre a legalização de produtos oriundos da cannabis. Nos Estados Unidos especificamente, cada Estado decide como lidar com a questão e a cada ano, mais e mais deles (agora 18 e o Distrito de Columbia, num total de 50) têm legalizado a venda e o uso recreativo de uma quantidade limitada de cannabis — embora ela continue ilegal em nível federal.

A receita tributária da maconha gerou, apenas no ano passado, mais de 2 bilhões de dólares nos estados legalizados, e deve crescer para quase 12 bilhões de dólares até 2030, ultrapassando as receitas fiscais arrecadadas com a venda de álcool, de acordo com estrategistas da Barclays. Para os estados que tributam a venda de produtos canábicos, já houveram benefícios significativos que ajudaram a desenvolver ainda mais cidades e vilas menores. Isso torna as ruas mais seguras e garante verbas para novos projetos municipais, empresas locais, subsídios para locatários de baixa renda, além de melhorias nas escolas públicas e nas redes de água e esgoto, bem como em projetos significativos de infraestrutura.

Estética da ruptura: os efeitos das mudanças abruptas na paisagem urbana

Espaços públicos desempenham um papel significativo na organização de cada comunidade, mas definir o que os diferencia de outros espaços da cidade não é uma tarefa fácil. Uma vez que esses espaços começam a se instalar na memória coletiva das comunidades locais, tornam-se elementos-chave que concentram a imagem mental de uma cidade. Enquanto esse processo geralmente acontece com espaços urbanos, monumentos e elementos arquitetônicos isolados também podem se tornar marcos para a vida urbana de uma determinada região. Então, o que acontece quando eventos catastróficos como incêndios, guerras ou mesmo a pandemia alteram essa imagem?

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