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Arquitetos: ateliermob
- Área: 320 m²
- Ano: 2010


Cidades e epidemias têm uma relação intrincada. Ao longo da história, cidades se constituíram como locais propícios à disseminação de doenças. Centros econômicos, sociais e culturais, vocacionadas para conectar ideias e desenvolver soluções, responderam às epidemias com inovação. Mas a melhoria do espaço urbano – com saneamento e fornecimento de água, construção de parques e espaços abertos, melhores condições de transporte – frequentemente veio acompanhada da recriação da cidade precária nas periferias.

Em um contexto de disputas políticas e econômicas que se desdobram em conflitos armados e consequentemente em destruição, as novas tecnologias surgem como uma solução, proporcionando uma oportunidade única para que possamos reconstruir estas cidade de forma mais equilibradas e sustentável. Ao longo da história da civilização humana, inúmeras cidade, países e até continentes inteiros tiveram que ser reconstruídos uma e outra vez por causa de guerras. Por incrível que pareça, o século 21 não será diferente.
Entretanto, nem tudo será como antes, principalmente devido aos avanços tecnológicos. Novas tecnologias estão pouco à pouco transformando a maneira que vivemos e também a forma como projetamos e construímos nossos edifícios e cidades. Com a inevitável incorporação da Inteligência Artificial em nossos processos de projeto e construção, a industria da arquitetura e da construção civil jamais será a mesma. Estas inovações transformarão para sempre o ambiente em que vivemos, e principalmente, a maneira como nos relacionamos uns com os outros. E esta mudança não necessariamente é algo negativo, muito pelo contrário. Uma vez conscientes disso, a IA poderá ser uma importante aliada dos arquitetos, ajudando-os a construir um mundo melhor para todos nós.

Na medida em que o distanciamento social se torna a nova norma na luta contra o COVID-19, é difícil seguir a regra dos dois metros de distância nas cidades densas. A urbanista Meli Harvey desenvolveu um mapa de Nova Iorque que mostra a largura das calçadas da cidade, destacando as áreas onde o distanciamento social pode ser mantido.

Este artigo é um exercício de observação e análise das diferentes formas de ocupação e uso do solo em tecidos urbanos informais ou autoproduzidos nos arredores de Luanda, e sua relação com o centro urbano consolidado da capital angolana.

David Chipperfield Architects e Wirtz International Landscape Architects venceram recentemente um concurso em Berlim para converter a antiga zona industrial de Georg-Knorr-Park em um vibrante bairro residencial e comercial.

Um dos problemas estruturais da sociedade brasileira é o crescimento excessivo da mancha urbana das cidades, comumente denominado de “espraiamento”, que resulta em uma ocupação urbana de baixa densidade. Essa ocupação dispersa dificulta a provisão de serviços públicos e compromete a qualidade de vida dos moradores, pois não gera demanda suficiente para o transporte de massa e induz à adoção do automóvel particular como modo de deslocamento. Para reverter esse quadro, a política urbana procura aumentar a densidade da cidade existente, seja construindo edificações novas nos lotes ociosos, seja recuperando edificações degradadas nas áreas centrais. No entanto, tal como atualmente concebida, a política habitacional favorece o espraiamento urbano.

O planejamento urbano é uma ferramenta valiosa para líderes municipais alcançarem o tão almejado desenvolvimento sustentável. Ajuda-os a formular objetivos de médio e longo prazo que reconciliam uma visão coletiva com uma organização racional de recursos para alcançá-la.

Na era moderna, seja na teoria ou na prática, a ideia de separação espacial entre casa e trabalho estava relacionada à divisão sexual tradicional de homens e mulheres e ao seu papel na vida cotidiana. Com base nos primeiros pensamentos feministas na arquitetura, este artigo discorre sobre a mudança do papel das mulheres no século XX e seu impacto no espaço construído.

A Partir do Centro é um projeto cultural composto por um ciclo de debates, workshops, entrevistas e exposição que acontecerá em espaços culturais do Centro de Vitória com o objetivo de promover a valorização da memória e do futuro. O evento de abertura ao público ocorrerá no dia 12 de março, às 19 horas, no Palácio Sônia Cabral e terá como palestrante o arquiteto e urbanista capixaba Paulo Archias Mendes da Rocha.
O projeto vai abordar temas urbanos contemporâneos, de forma transversal, tendo como ponto de partida o Centro Histórico da cidade de Vitória/ES. Dentre os eventos a serem realizados, ocorrerão três debates nos dias 25, 26 e 27 de março, às 19 horas no Centro Cultural Sesc Glória, além de Workshops e Exposição previstos para maio.

As aglomerações, do ponto de vista natural, representam uma nucleação semelhante ao “modelo gravitacional”, onde os fluxos de energia e matéria seriam “otimizados”, através da aproximação e articulação – o centro urbano. Etimologicamente, como sabemos, pólis, do grego, indica o caráter coletivo e político da formação do espaço urbano.

Até 2025, a Frost and Sullivan, uma empresa de pesquisa de mercado, previu que haverá pelo menos 26 grandes cidades inteligentes em todo o mundo. Enquanto alguns ainda pensam que, à medida que nossas cidades se tornam mais inteligentes, elas se parecerão com filmes futuristas de ficção científica, a realidade é que a qualidade de vida nessas cidades melhorará drasticamente. As cidades estão definidas para se tornarem mais eficientes com melhores serviços. No entanto, antes de atingir esses ideais, vamos voltar ao processo em si e avaliar os desafios que poderemos enfrentar.
Como o conceito de cidades inteligentes ainda é muito novo, com raros projetos finalizados e implementados, o tópico ainda não está claro. Embora grandes títulos e estratégias estejam bem definidos, a aplicação no terreno ainda é incerta, dando-nos a oportunidade de questionar seu processo de planejamento. De fato, como podemos errar ao projetar cidades inteligentes? Que elemento chave estamos deixando de abordar na fase de planejamento?

A ONU-habitat ou a agência das Nações Unidas para assentamentos humanos e desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da urbanização rápida, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo do design urbano, a fim de incentivar a participação ativa, especialmente de crianças, mulheres e indivíduos carentes.

O BIG acaba de divulgar seu mais recente projeto, a Toyota Woven City, primeiro empreendimento imobiliário da empresa no Japão. Localizado aos pés do monte Fuji, o projeto, desenvolvido em colaboração com a Toyota Motor Corporation, é a primeira incubadora urbana do mundo voltada para o desenvolvimento de estratégias de mobilidade.

Usado na Cidade do México e em Reno, EUA, o Streetmix permite que os usuários experimentem e participem do desenho de suas ruas. A abordagem bottom-up é o elemento essencial desta ferramenta participativa que permite incluir todos na tomada de decisões, mesmo pessoas sem conhecimento técnico específico.

No 15 de dezembro celebramos o "Dia do Arquiteto". A data pode ser justificativa para comemorações e homenagens a categoria profissional, mas também pode ser um ensejo para refletir o que é - e o que pode ser - o ofício da arquitetura e urbanismo no Brasil. Nesta época do ano, também é muito comum fazermos um balanço sobre o tempo que passou e sobre o que desejamos para o futuro. Assim, vamos aproveitar a ocasião e propor uma reflexão sobre nossa prática profissional e sobre nosso papel como arquitetos e arquitetas, perguntando "Onde você estava em dezembro de 2017 e o que fazia nessa época?"

Embora seja sabido que o urbanismo convencional americano leva ao espraiamento excessivo, vale a pena lembrar que, no fim das contas, a extensão real da expansão horizontal das cidades está muito além do alcance do controle do planejamento urbano.

O projeto apresentado no mestrado São Paulo – Paris, Metrópoles Fluviais. Ensaio de Projeto de Arquitetura das orlas do canal Pinheiros inferior, córrego Jaguaré e córrego Água Podre reconhece o papel dos rios como principal estruturador urbano e busca o redesenho da metrópole que ao longo de seu desenvolvimento deu as costas para seus cursos d’água e os transformou em leitos para esgoto e lixo.