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Pier Vittorio Aureli: O mais recente de arquitetura e notícia

O que é a arquitetura metamoderna? Entre a ironia pós-moderna e uma nova sinceridade

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Em um volume esguio de capa com bordas amarelas, publicado recentemente pela editora portuense Circo de Ideias, o arquiteto Paulo Martins Barata (sócio fundador do Promontório) faz uma afirmação cuja audácia se esconde sob uma aparente simplicidade: a de que a arquitetura produzida na Europa desde a Grande Recessão não pertence a nenhum dos dois campos que estruturaram o debate disciplinar mais acirrado do século XX.

The Language of Metamodern Architecture toma emprestado seu título, com evidente ironia, de The Language of Post-Modern Architecture (1977), de Charles Jencks — o livro que declarou celebremente a morte da arquitetura moderna às 15h32 de 15 de julho de 1972, com a demolição de Pruitt-Igoe. Sua aposta é de que outra morte, nunca oficialmente certificada, ocorreu por volta de 2008, e de que a arquitetura tem vivido, em grande parte sem perceber, naquilo que cresceu ao redor do túmulo.

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DOGMA recebe o RIBA Charles Jencks Award 2023

O Royal Institute of British Architects (RIBA) e a Jencks Foundation anunciaram o escritório Dogma como vencedor do Charles Jencks Award de 2023. Anteriormente concedido a Zaha Hadid, Níall McLaughlin, Herzog & de Meuron, e OMA, o prêmio celebra outras formas de pensamento e produção que podem impulsionar a arquitetura além do design. Vencedores deste ano, Dogma é um escritório de arquitetura sediado em Bruxelas que se concentra na interação entre arquitetura e ambientes urbanos.

Comentários sobre o projeto Quinta da Malagueira de Álvaro Siza

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Em um ensaio acompanhado de um mini-documentário de Ellis Woodman para oThe Architectural Review, o icônico projeto habitacional Quinta da Malagueira (1973-1977), de Álvaro Siza, em Évora, Portugal, é compreensivamente explorado e examinado com um olhar crítico. Em vez de criar um projeto habitacional em altura na sensível paisagem em torno da cidade, Siza propôs "um plano que distribui o programa entre dois campos compostos por casas geminadas de baixo gabarito."

Como fica claro no vídeo acima, um dos aspectos mais marcantes da Quinta da Malagueira é que ela é "regida por uma terceira camada de infraestrutura" que assume a forma de "uma rede elevada de encanamentos que distribui água e eletricidade [...] muito semelhante a um aqueduto em miniatura." Para Siza, essa foi uma solução lógica, pois oferece o meio mais barato de distribuir os serviços em torno do complexo. Woodman conclui dizendo que "o trabalho de Siza em Malagueira convida a uma leitura menos como um artefato rígido e mais como um episódio nas transformações correntes do lugar."

Leia trechos dos comentário feitos por Pier Vittorio Aureli, Tony Fretton, eJohn Tuomey (entre outros) sobre a obra de Siza, a seguir.