O projeto da Suíça para seu pavilhão nacional na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura-La Biennale di Venezia terá curadoria de Karin Sander e Philip Ursprung para explorar as relações territoriais dentro do Giardini de La Biennale. Com o título Vizinhos, o projeto se concentra na proximidade espacial e estrutural entre o Pavilhão Suíço e seu vizinho venezuelano. Ao transformar a própria arquitetura na exposição, o projeto também destaca a ligação entre os arquitetos das duas estruturas: o suíço Bruno Giacometti (1907 - 2012) e o italiano Carlo Scarpa (1906 - 1978). A exposição ficará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Baia di Ieranto. Imagem Cortesia de Fosbury Architecture
O projeto para o Pavilhão da Itália na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia terá curadoria de Fosbury Architecture, um coletivo composto por Giacomo Ardesio, Alessandro Bonizzoni, Nicola Campri, Veronica Caprino e Claudia Mainardi. A proposta da equipe para a exposição é baseada em uma prática de pesquisa que vê a arquitetura como resultado de um trabalho coletivo e colaborativo. De janeiro a abril, período que antecede a abertura da Bienal, nove intervenções site-specific intituladas Spaziale presenta ativarão diferentes lugares em toda a Itália.
O Pavilhão da Dinamarca anunciou Josephine Michau como curadora da exposição Imaginários da Costapara representar a Dinamarca na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. A exposição destaca soluções de design baseadas na natureza para aliviar os desafios globais como a elevação do nível do mar e as enchentes. A equipe por trás da exposição representa uma colaboração entre o escritório de arquitetura paisagística Schønherr e pesquisadores, artistas, organizações comerciais dinamarquesas e instituições científicas. O assunto selecionado se alinha com o tema abrangente da bienal, Laboratório do Futuro, que vai de 20 de maio a 26 de novembro de 2023, no Giardini, Arsenale e outros locais de Veneza.
A Fundação Mies van der Rohe anunciou que um projeto de pesquisa focado em Anna Bofill Levi recebeu a terceira bolsa Lilly Reich pela igualdade na arquitetura. O projeto, intitulado “La arquitectura como contracanto: 1977-1996”, foi iniciado pelos arquitetos Ma Elia Gutiérrez Mozo, José Parra Martínez, Ana Gilsanz Díaz e Joaquín Arnau Amo. A pesquisa contextualiza as obras arquitetônicas da pianista, arquiteta e compositora Anna Bofill Levi e traz à tona o resultado de sua abordagem multidisciplinar, entrelaçando práticas e pesquisas em design, arquitetura e música.
O antigo aeroporto de Berlim-Tegel está previsto para ser reestruturado. O plano diretor inclui o Schumacher Quartier, um novo bairro residencial com 200 hectares de área verde, e um parque industrial de pesquisa para tecnologias urbanas, o Berlin TXL – a Urban Tech Republic. Além de criar um espaço para a indústria, os negócios e a ciência, o parque de inovação pretende pesquisar e testar tecnologias urbanas. O parque se concentrará em temas principais no desenvolvimento das cidades: o uso eficiente da energia, construção sustentável, mobilidade ecológica, reciclagem, controle de sistemas em rede, água limpa e aplicação de novos materiais.
O Dentro da Pós apresenta o projeto pedagógico, a estrutura, os objetivos e a grade horária do Programa de Pós-graduação lato sensu da Escola da Cidade por meio de conversas, aulas abertas e bancas de finalização abertas à todas e todos interessados em algum dos sete cursos oferecidos.
Precisão técnica aliada à preocupação ambiental e caráter exploratório e investigativo fazem de Carla Juaçaba uma das grandes representantes da arquitetura latino-americana na atualidade. Carioca, nascida em 1976, Carla Juaçaba frequentou a Universidade de Santa Úrsula e atribui à essa instituição de ensino muito do seu estilo experimental e interdisciplinar. Não é à tona que durante a sua formação acadêmica seus grandes mestres inspiradores foram o arquiteto Sergio Bernardes e a artista plástica Lygia Pape, insinuando seu interesse pelas múltiplas ramificações disciplinares que podem compor a arquitetura. Nesse sentido, ainda na graduação, Carla trabalhou em conjunto com arquiteta Gisela Magalhães, da geração de Oscar Niemeyer, em projetos de cenografia e expografia.
Embora a pesquisa pareça ser intrínseca ao processo de projeto, a pesquisa arquitetônica é um caminho profissional em si, cujo objetivo é destacar evidências científicas e explorar alternativas fora das normas pré-estabelecidas ou considerações empíricas. Seu objetivo é criar uma estrutura de conhecimento que possa informar o design visando alcançar resultados objetivamente melhores. A seguir, discutimos o papel e o estado da pesquisa em arquitetura, algumas áreas de investigação proeminentes e os arquitetos ou instituições que dedicam seu trabalho a esses assuntos.
Com objetivo de conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência, Sara Nunes, da produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, lançou o podcastNo País dos Arquitectos, em que conversa com importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea.
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Fused filament fabrication for multi-kinematic-state climate responsive aperture. Image Cortesia de David Correa / Achim Menges
Enquanto ainda estamos tentando entender sobre as possibilidades e limites da impressão tridimensional e a manufatura aditiva, mais um termo chega para o nosso vocabulário. A impressão 4D nada mais é que uma tecnologia de fabricação digital, de impressão 3D, onde se inclui uma nova dimensão: a temporal. Isso quer dizer que o material impresso, após pronto, poderá se modificar, transformar ou se movimentar autonomamente por conta de suas propriedades intrínsecas que respondem aos estímulos do ambiente.
O conceito foi popularizado pelo pesquisador Skylar Tibbits, que dirige o Self-Assembly Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em colaboração com as empresas Stratasys e Autodesk. A tecnologia ainda é bastante nova, mas espera-se que ela seja utilizada em muitos campos, desde a construção civil, infraestrutura, indústria automobilística e aeronáutica e até mesmo para a saúde, combinado com a bioimpressão.
As Universidades são centros críticos de produção de conhecimento e de inovação, e desde a criação da Trienal envolvemos estas instituições no programa das edições do seu evento mais emblemático. Convocam-se assim a participar, escolas de todo o mundo a fazer parte do programa central da 6.ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa para 2022.
Plataforma da CPTM da Estação da Luz, no Centro de São Paulo. Foto: Bruno Escolastico/Photopress/Estadão Conteúdo
Mais de um ano se passou desde que a pandemia impôs ao mundo uma nova rotina e um protocolo de cuidados atípico. Um levantamento do NZN Intelligence, em parceria com o Estadão Summit Mobilidade Urbana, mostra que, no Brasil, 45,3% das pessoas mudaram a forma de se deslocar desde então.
A fuga de aglomerações levou 40,2% a aumentarem o uso do carro particular e 31, 6% a se deslocarem mais a pé ou de bicicleta, respondendo a uma tendência global de incentivo à mobilidade ativa.
https://www.archdaily.com.br/pt/961993/um-ano-de-pandemia-o-que-mudou-na-forma-de-se-deslocarEquipe ArchDaily Brasil
Reedição dos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi no MASP, projeto realizado por Helena Cavalheiro em associação com Metro Arquitetos. Foto: Eduardo Ortega
Quais são as questões conceituais e técnicas que dão forma a um projeto expográfico? Quais são xs agentes envolvidxs no processo ? Quais são as ferramentas e etapas de trabalho mais utilizadas? Embora inscrita no universo da arquitetura, a tarefa de transpor para o espaço uma narrativa artística possui suas particularidades.
O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Tecnologias Indígenas, o Tecnoíndia, criado pelo professor da UFMT, José Afonso Botura Portocarrero, arquiteto com doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, e pela antropóloga aposentada pela UFMT, Maria Fátima Roberto Machado, doutora pelo Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está lançando uma nova obra, reunindo artigos produzidos ao longo de 20 anos de pesquisa e ensino sobre tecnologias e arquitetura indígenas em Mato Grosso.
https://www.archdaily.com.br/pt/960435/ufmt-lanca-livro-sobre-tecnologias-e-arquiteturas-indigenas-em-mato-grossoEquipe ArchDaily Brasil
Floreira do acervo do Museu do Ipiranga. Hélio Nobre / José Rosael / Museu Paulista.
Em 2021, a Casa Brasileira é o tema que norteia as ações do Museu do Ipiranga em parceria com o Wiki Movimento Brasil (WMB). A programação inclui maratonas de edição de verbetes que, neste ano, iniciam com encontros com pesquisadores da área, que falarão sobre as linhas de pesquisa que desenvolvem no Museu, seguidos de treinamento e assistência técnica sobre a plataforma. O segundo encontro desta série acontece no dia 23 de abril, sexta-feira, a partir das 14h, com o tema Decoração e identidades feminina e masculina.
Brinquedo - caldeirão metal e ágata, Coleção Inah Meirelles Faria Guimarães. Foto: José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista.
A temática será abordada em cinco encontros ao longo deste semestre, voltados para a produção e aprimoramento de verbetes na enciclopédia digital; com a presença de pesquisadores do Museu, as maratonas de edição trazem discussões como a construção das relações de gênero a partir dos espaços e objetos da casa, bem como as transformações históricas ocorridas nos interiores domésticos do Brasil
Capela dos Aflitos. Via Wikimedia Commons. Licença Creative Commons
A descoberta em 2018 de um conjunto de nove ossadas no atual bairro da Liberdade, em São Paulo, trouxe à luz evidências materiais da existência da primeira necrópole pública de São Paulo, o Cemitério dos Aflitos, também conhecido como Cemitério dos Enforcados. Ao que se sabe por documentos textuais municipais, o cemitério, no período de 1775 a 1858, era destino principalmente dos excluídos: negros e negras escravizados, pessoas pobres, indigentes e condenadas à forca. Se o Cemitério dos Aflitos era um território disperso dos desclassificados da sociedade paulistana, a Irmandade do Rosário, fundada em 1720, constituía-se como um território negro demarcado na cidade, onde escravos, forros e livres conviviam, faziam cerimônias fúnebres, festas e devoções religiosas, “quando essa parcela da população paulistana irrompia em conjunto pelas ruas, com seus trajes, adereços e sonoridade característicos” (WISSENBACH, 1988: 206-7).