O Pavilhão Croata na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 celebra a coexistência harmoniosa dos elementos selvagens e domesticados, naturais e artificiais, inanimados e vivos. Inspirado nas zonas úmidas de Lonja, na Croácia, onde comunidades que se adaptaram à paisagem em constante mudança coexistem harmoniosamente há gerações para criar um habitat dinâmico, o Pavilhão é um centro de pesquisa contínua sobre futuros potenciais por meio de experimentação e prática educacionais. Com curadoria de Mia Roth e Toni Erina, Same As It Ever Was, foca nas conexões entre atores de diferentes origens ao redor do mundo.
Encontrar soluções eficazes e valiosas para o gerenciamento de resíduos agrícolas tem sido um desafio inspirador para pesquisadores. Subprodutos provenientes de monoculturas, como os resíduos da produção de soja, sabugos de milho, palha, sementes de girassol e celulose, são frequentemente destinados à compostagem de solo, utilizados como ração animal ou mesmo convertidos em energia, com o intuito de reduzir o desperdício e mitigar os impactos ambientais associados às atividades agrícolas. A produção de cana-de-açúcar, por exemplo, gera uma quantidade significativa de resíduos, totalizando cerca de 600 milhões de toneladas de resíduos de fibra de bagaço a partir de uma produção anual de dois bilhões de toneladas de cana-de-açúcar. Esses resíduos apresentam um potencial promissor para substituir sistemas de construção com alto consumo de energia, como o concreto e o tijolo, ao proporcionar materiais de construção que combinam sustentabilidade e eficiência estrutural.
Com essa perspectiva em mente, a Universidade de East London (UEL), em parceria com os arquitetos da Grimshaw e a fabricante de açúcar Tate & Lyle Sugar, desenvolveu um material inovador de construção denominado Sugarcrete™. O objetivo principal desse projeto é explorar soluções sustentáveis de construção por meio da reciclagem de resíduos biológicos provenientes da cana-de-açúcar, com o intuito de reduzir as emissões de carbono na indústria da construção, ao mesmo tempo em que se prioriza a sustentabilidade social e ambiental durante a produção e implementação desses materiais de construção.
A Graham Foundation anunciou a concessão de 64 novas bolsas a profissionais que exploram ideias inovadoras e interdisciplinares e que contribuem com perspectivas críticas sobre a arquitetura e o design.
Uma fonte de pias. Imagem Cortesia de Arvi Anderson
O Centro de Arquitetura da Estônia escolheu a exposição "Home Stage", com curadoria de Aet Ader, Arvi Anderson e Mari Möldre da b210 Architects, para representar o Pavilhão da Estônia na 18ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. Montada em um apartamento alugado perto da saída dos fundos do complexo Arsenale, a exposição explora a contradição entre o local de moradia como um lar e como um valor de troca. Artistas estonianos farão uma residência neste apartamento em Veneza, que se tornará tanto uma casa como um palco. A exposição estará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
O projeto da Suíça para seu pavilhão nacional na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura-La Biennale di Venezia terá curadoria de Karin Sander e Philip Ursprung para explorar as relações territoriais dentro do Giardini de La Biennale. Com o título Vizinhos, o projeto se concentra na proximidade espacial e estrutural entre o Pavilhão Suíço e seu vizinho venezuelano. Ao transformar a própria arquitetura na exposição, o projeto também destaca a ligação entre os arquitetos das duas estruturas: o suíço Bruno Giacometti (1907 - 2012) e o italiano Carlo Scarpa (1906 - 1978). A exposição ficará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Baia di Ieranto. Imagem Cortesia de Fosbury Architecture
O projeto para o Pavilhão da Itália na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia terá curadoria de Fosbury Architecture, um coletivo composto por Giacomo Ardesio, Alessandro Bonizzoni, Nicola Campri, Veronica Caprino e Claudia Mainardi. A proposta da equipe para a exposição é baseada em uma prática de pesquisa que vê a arquitetura como resultado de um trabalho coletivo e colaborativo. De janeiro a abril, período que antecede a abertura da Bienal, nove intervenções site-specific intituladas Spaziale presenta ativarão diferentes lugares em toda a Itália.
O Pavilhão da Dinamarca anunciou Josephine Michau como curadora da exposição Imaginários da Costapara representar a Dinamarca na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. A exposição destaca soluções de design baseadas na natureza para aliviar os desafios globais como a elevação do nível do mar e as enchentes. A equipe por trás da exposição representa uma colaboração entre o escritório de arquitetura paisagística Schønherr e pesquisadores, artistas, organizações comerciais dinamarquesas e instituições científicas. O assunto selecionado se alinha com o tema abrangente da bienal, Laboratório do Futuro, que vai de 20 de maio a 26 de novembro de 2023, no Giardini, Arsenale e outros locais de Veneza.
A Fundação Mies van der Rohe anunciou que um projeto de pesquisa focado em Anna Bofill Levi recebeu a terceira bolsa Lilly Reich pela igualdade na arquitetura. O projeto, intitulado “La arquitectura como contracanto: 1977-1996”, foi iniciado pelos arquitetos Ma Elia Gutiérrez Mozo, José Parra Martínez, Ana Gilsanz Díaz e Joaquín Arnau Amo. A pesquisa contextualiza as obras arquitetônicas da pianista, arquiteta e compositora Anna Bofill Levi e traz à tona o resultado de sua abordagem multidisciplinar, entrelaçando práticas e pesquisas em design, arquitetura e música.
O antigo aeroporto de Berlim-Tegel está previsto para ser reestruturado. O plano diretor inclui o Schumacher Quartier, um novo bairro residencial com 200 hectares de área verde, e um parque industrial de pesquisa para tecnologias urbanas, o Berlin TXL – a Urban Tech Republic. Além de criar um espaço para a indústria, os negócios e a ciência, o parque de inovação pretende pesquisar e testar tecnologias urbanas. O parque se concentrará em temas principais no desenvolvimento das cidades: o uso eficiente da energia, construção sustentável, mobilidade ecológica, reciclagem, controle de sistemas em rede, água limpa e aplicação de novos materiais.
O Dentro da Pós apresenta o projeto pedagógico, a estrutura, os objetivos e a grade horária do Programa de Pós-graduação lato sensu da Escola da Cidade por meio de conversas, aulas abertas e bancas de finalização abertas à todas e todos interessados em algum dos sete cursos oferecidos.
Precisão técnica aliada à preocupação ambiental e caráter exploratório e investigativo fazem de Carla Juaçaba uma das grandes representantes da arquitetura latino-americana na atualidade. Carioca, nascida em 1976, Carla Juaçaba frequentou a Universidade de Santa Úrsula e atribui à essa instituição de ensino muito do seu estilo experimental e interdisciplinar. Não é à tona que durante a sua formação acadêmica seus grandes mestres inspiradores foram o arquiteto Sergio Bernardes e a artista plástica Lygia Pape, insinuando seu interesse pelas múltiplas ramificações disciplinares que podem compor a arquitetura. Nesse sentido, ainda na graduação, Carla trabalhou em conjunto com arquiteta Gisela Magalhães, da geração de Oscar Niemeyer, em projetos de cenografia e expografia.
Embora a pesquisa pareça ser intrínseca ao processo de projeto, a pesquisa arquitetônica é um caminho profissional em si, cujo objetivo é destacar evidências científicas e explorar alternativas fora das normas pré-estabelecidas ou considerações empíricas. Seu objetivo é criar uma estrutura de conhecimento que possa informar o design visando alcançar resultados objetivamente melhores. A seguir, discutimos o papel e o estado da pesquisa em arquitetura, algumas áreas de investigação proeminentes e os arquitetos ou instituições que dedicam seu trabalho a esses assuntos.
Com objetivo de conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência, Sara Nunes, da produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, lançou o podcastNo País dos Arquitectos, em que conversa com importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea.
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Fused filament fabrication for multi-kinematic-state climate responsive aperture. Image Cortesia de David Correa / Achim Menges
Enquanto ainda estamos tentando entender sobre as possibilidades e limites da impressão tridimensional e a manufatura aditiva, mais um termo chega para o nosso vocabulário. A impressão 4D nada mais é que uma tecnologia de fabricação digital, de impressão 3D, onde se inclui uma nova dimensão: a temporal. Isso quer dizer que o material impresso, após pronto, poderá se modificar, transformar ou se movimentar autonomamente por conta de suas propriedades intrínsecas que respondem aos estímulos do ambiente.
O conceito foi popularizado pelo pesquisador Skylar Tibbits, que dirige o Self-Assembly Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em colaboração com as empresas Stratasys e Autodesk. A tecnologia ainda é bastante nova, mas espera-se que ela seja utilizada em muitos campos, desde a construção civil, infraestrutura, indústria automobilística e aeronáutica e até mesmo para a saúde, combinado com a bioimpressão.
As Universidades são centros críticos de produção de conhecimento e de inovação, e desde a criação da Trienal envolvemos estas instituições no programa das edições do seu evento mais emblemático. Convocam-se assim a participar, escolas de todo o mundo a fazer parte do programa central da 6.ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa para 2022.
Plataforma da CPTM da Estação da Luz, no Centro de São Paulo. Foto: Bruno Escolastico/Photopress/Estadão Conteúdo
Mais de um ano se passou desde que a pandemia impôs ao mundo uma nova rotina e um protocolo de cuidados atípico. Um levantamento do NZN Intelligence, em parceria com o Estadão Summit Mobilidade Urbana, mostra que, no Brasil, 45,3% das pessoas mudaram a forma de se deslocar desde então.
A fuga de aglomerações levou 40,2% a aumentarem o uso do carro particular e 31, 6% a se deslocarem mais a pé ou de bicicleta, respondendo a uma tendência global de incentivo à mobilidade ativa.
https://www.archdaily.com.br/pt/961993/um-ano-de-pandemia-o-que-mudou-na-forma-de-se-deslocarEquipe ArchDaily Brasil
Reedição dos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi no MASP, projeto realizado por Helena Cavalheiro em associação com Metro Arquitetos. Foto: Eduardo Ortega
Quais são as questões conceituais e técnicas que dão forma a um projeto expográfico? Quais são xs agentes envolvidxs no processo ? Quais são as ferramentas e etapas de trabalho mais utilizadas? Embora inscrita no universo da arquitetura, a tarefa de transpor para o espaço uma narrativa artística possui suas particularidades.