Na última semana convidamos nossos leitores pelas redes sociais a darem suas opiniões a respeito da pergunta: "O que significa arquitetura pública para você?". Essa é uma reflexão que faz parte do debate arquitetônico de forma permanente e entra em jogo em diversos tipos de projeto, sobretudo nos que se referem ao planejamento dos espaços de uso comum nas cidades.
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Cortesia de URBAN POWER para Hvidovre municipality
À medida que a população mundial cresce desenfreadamente, começa-se a especular mais seriamente sobre possíveis novos futuros. Pensando nisso, o URBAN POWEr, escritório de arquitetura e planejamento urbano, desenvolveu o projeto de nove ilhas artificiais estrategicamente localizadas na costa sul da cidade de Copenhague e tem o objetivo de responder a muitos dos desafios iminentes pelos quais a cidade tenderá de passar nos próximos anos. As ilhotas, chamadas de "Holmene", atendem às crescentes demandas por espaço, produção de energias limpas e barreiras contra enchentes.
Hoje, estima-se que só no Brasil sejam depositados 30 milhões de toneladas de lixo anualmente em aterros sanitários, e que só em São Paulo sejam 14 mil toneladas de resíduos sólidos direcionados a estas áreas todos os dias. [1] Não é de se espantar que aterros sanitários ocupem enormes parcelas territoriais, que não param de crescer, e que são problemas críticos para quase todas as cidades. Mas o que pode ser feito quanto os aterros já não podem mais receber resíduos e são fechados? É possível dar uma nova vida a essas montanhas de lixo? Quais as possibilidades e cuidados?
A III Bienal Latino-Americana de Arquitetura da Paisagem apresentou na segunda-feira (10 de setembro) os finalistas do concurso que será realizado na Cidade do México nos dias 26 e 27 deste mês. A bienal organizada pela Sociedade de Arquitetos Paisagistas do México (SAPM) desde 2014 busca ressaltar o papel que a arquitetura paisagística desempenha na construção do habitat na América Latina, com particular ênfase nos problemas ambientais e sociais que esta região.
"Buscamos incentivar a participação na construção da paisagem para mostrar o panorama amplo e diversificado das intervenções que emergem do local, mas que possibilitam a identificação de uma região que compartilha desafios e soluções", propõem os organizadores nas bases da bienal .
As 19 obras, projetos não construídos e pesquisa cobrem os critérios da bienal, que apontam para obras que respeitam a paisagem e seus valores; demonstrar comprometimento com critérios de sustentabilidade; e integrar e resolver problemas sociais, entre outras variáveis.
Nas montanhas de Da Nang, no Vietnã, uma ponte com um desenho singular percorre 150 metros acima do desfiladeiro apoiada sobre um gigantesco par de mãos.
Nomeada Golden Bridge, a ponte se localiza no retiro turístico de Thien Thai Garden e foi inaugurada no início de junho. Construída 1.400 metros acima do nível do mar, a estrutura serpenteia por entre as nuvens que encobrem parcialmente as colinas de Da Nang.
O projeto tem cerca de 7.000 metros quadrados de área construída em um terreno de 4,6 acres, o que representa um aumento de 20% na área de acesso público e o dobro de espaços ao ar livre.
Assim como os elementos arquitetônicos que compõe e conformam o espaço construído – piso, paredes e teto, os elementos vegetais também são capazes de conformar espaços livres em áreas de grande, média e pequena escala, de parques a jardins residenciais, atuando como estruturadores espaciais. Segundo Benedito Abbud, “O paisagismo é a única expressão artística em que participam os cinco sentidos do ser humano. Enquanto a arquitetura, a pintura, a escultura e as demais artes plásticas usam e abusam apenas da visão, o paisagismo envolve também o olfato, a audição, o paladar e o tato, o que proporciona uma rica vivência sensorial, ao somar as mais diversas e completas experiências perceptivas. Quanto mais um jardim consegue aguçar todos os sentidos, melhor cumpre seu papel”.
De maneira prática, trouxemos alguns posts para contribuir para os projetos de paisagismo. No primeiro post abordamos sobre planos, clareiras e disposição de árvores e no segundo sobre árvores, arbustos, grama e forrações nos espaços livres. Neste artigo abordaremos sobre arbustos, gramas, forrações e pisos
Projeto Vencedor Nacional / Região 5. Image Cortesia de Prêmio Rosa Kliass
A Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas - ABAP, em parceria com o CAU-SP, divulgou o resultado da primeira edição do Prêmio Rosa Kliass, para trabalhos finais de graduação em Arquitetura Paisagística, aberto para todas as escolas do país para trabalhos de conclusão de curso. Os trabalhos inscritos deveriam contemplar projetos de qualquer porte na área da arquitetura paisagística, de planejamento da paisagem, de pesquisa histórica, e trabalhos técnicos ou de crítica, que contemplassem a grande área da arquitetura paisagística.
Os projetos foram avaliados por regiões, onde foram escolhidos os primeiros lugares para cada uma delas. Após isso, um trabalho foi escolhido como o vencedor nacional. As regiões foram divididas da seguinte forma:
Região 1: Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso , Pará, Rondônia, Roraima , Tocantins.
Região 2: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe.
Região 3: Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Região 4: São Paulo.
Região 5: Paraná, Santa Catarina, e Rio Grande do Sul
Criado pelo paisagista espanhol Marc Grañen, o premiado projeto Phyto Kineticpretende cobrir com plantações a parte superior dos ônibus. Utilizando materiais leves de jardinagem, o paisagista constrói áreas verdes itinerantes que ajudam a purificar o ar das metrópoles e ainda aproveitam o espaço livre, que geralmente é desperdiçado. A iniciativa já é praticada em Girona, na região da Cataluña.
Grañen desenvolveu o projeto com a ajuda de seus filhos. Para compor os jardins superiores, o paisagista estuda as características das plantas e cria um habitat ideal a partir de seus esboços, adaptando os vegetais à superfície dos veículos. Por enquanto, as instalações contam apenas com plantas ornamentais, mas a intenção é levar ervas aromáticas e outras hortaliças para os tetos dos ônibus.