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Ornamento e Crime: O mais recente de arquitetura e notícia

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O ornamento ainda é um crime?

O mal-estar do ornamento 

Dissimulação, maquiagem. Expressão da subjetividade de um grupo, linguagem ou signo. Documento histórico, emblema de modismos passageiros. Um crime. Interpretados de distintas maneiras, os ornamentos foram considerados um dos pecados mais degenerados da arquitetura. Resistir à tentação da decoração se tornou uma virtude, um sinal legítimo de autenticidade e futuro possível. 

O ornamento ainda é um crime? - Image 1 of 4O ornamento ainda é um crime? - Image 2 of 4O ornamento ainda é um crime? - Image 3 of 4O ornamento ainda é um crime? - Image 4 of 4O ornamento ainda é um crime? - Mais Imagens+ 10

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Leituras essenciais: "Ornamento e Crime" por Adolf Loos

Iniciamos aqui a série de posts Leituras Essenciais, onde apresentaremos textos notáveis e imprescindíveis que abrangem temas diversos, como a arquitetura contemporânea, urbanismo, arquitetura de interiores e paisagem.

Ornamento e Crime iniciou como uma conferência realizada por Adolf Loos em 1910, em resposta a uma época (o final do século XIX e o início do século XX) e um local (Viena), em que o Art Nouveau era o status quo. Loos utilizou o ensaio como um veículo para explicar seu desprezo aos "ornamentos", em favor de "superfícies lisas e anteriores", em parte porque eles culminavam em objetos e edifícios que se tornariam fora de moda mais cedo e, portanto, obsoletos. Isso - o esforço desperdiçado na concepção e criação de ornamentos supérfluos - era entendido por ele como nada menos que um "crime". As ideias incorporadas neste ensaio foram precursoras do movimento moderno, incluindo práticas que acabariam por ser o núcleo da Bauhaus em Weimar.