A Conferência das Partes das Nações Unidas de 2022, também conhecida como COP27, foi realizada entre 6 e 18 de novembro de 2022, em Sharm El Sheikh, no Egito. A conferência contou com mais de 90 chefes de estado e cerca de 35.000 representantes, ou delegados, de 190 países. Essas conferências têm como objetivo encorajar e orientar os países a tomarem medidas efetivas contra as mudanças climáticas. Embora abordem mais questões, o ambiente construído é reconhecido por desempenhar um papel importante na garantia de que as metas de sustentabilidade sejam alcançadas.
Desde de 6 de novembro, líderes mundiais estão se reunindo em Sharm el Sheikh, no Egito, para a COP27. O nome significa a 27ª Conferência das Partes, um evento quase anual iniciado sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) de 1992. O objetivo dessas conferências é garantir que os países estejam comprometidos em tomar medidas para evitar mudanças climáticas perigosas e encontrar maneiras de reduzir globalmente as emissões de gases de efeito estufa de maneira equitativa. A eficácia dessas reuniões variou ao longo dos anos, com algumas iniciativas bem-sucedidas, como o Acordo de Paris de 2015, um tratado internacional juridicamente vinculativo adotado por 196 partes com o objetivo de limitar o aquecimento global em menos de 2ºC ou, preferencialmente, 1,5ºC em comparação com o período pré-industrial.
Inundação do rio Indo, no Paquistão. As inundações intensas no Paquistão foram apenas um de muitos eventos climáticos extremos que afetaram comunidades ao redor do mundo em 2022. Foto: Asianet-Pakistan/Shutterstock
A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas deste ano, a COP27, acontece em um cenário de diferentes crises globais.
Os efeitos múltiplos desencadeados pela Covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia fizeram os preços da energia alcançarem recordes de alta. Ao mesmo tempo, desastres climáticos sem precedentes causam abalos devastadores e generalizados. Níveis históricos de chuvas, calor, secas, incêndios e tempestades vêm atingindo praticamente todas as partes do mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/991318/6-prioridades-globais-para-a-cop27Nathan Cogswell, David Waskow, Rebecca Carter, Jamal Srouji, Nate Warszawski, Preety Bhandari, Nisha Krishnan e Maria Lemos Gonzalez
Em um esforço para ampliar o debate em torno das questões e oportunidades enfrentadas pelas cidades em todo o mundo, a ONU-Habitat designou o dia 31 de outubro como “Dia Mundial das Cidades”, evento celebrado anualmente desde 2014. Este ano os eventos estão centrados ao redor do tema “Act Local to Go Global”, que reconhece ações locais de impacto global, com o objetivo de compartilhar experiências e abordagens sobre iniciativas que foram bem-sucedidas ou não e entender como os governos locais e regionais podem ajudar a criar cidades mais verdes, mais equitativas e sustentáveis.
O tema foi escolhido com base no entendimento de que as ações locais são de fundamental importância para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas para 2030. A Agenda 2030 estabelece a ambição da ONU de contribuir para a criação de cidades e assentamentos humanos mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. As maiores cidades do mundo são muitas vezes as mais desiguais. O tema deste ano sugere que há um caminho a seguir por meio de mudanças incrementais e ações localizadas. Adaptando-se às condições específicas do local, essas ações podem responder melhor às necessidades individuais das comunidades e às condições naturais de clima e topografia, além de ajudar a fortalecer a identidade cultural dos ambientes urbanos.
Embora as Nações Unidas venham incitando arquitetos, engenheiros e modeladores de cidades a colocar a agenda de 2030 e os ODS em ação, e pesquisas do IPCC tenham revelado intensificação das mudanças climáticas, provocando ampla discussão sobre ações insuficientes, a 83ª sessão da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa - Comitê de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Gerenciamento de Terras da UNECE, que ocorre em San Marino, acaba de emitir uma declaração especial sobre "como construir cidades melhores, com mais segurança, mais inclusão e mais resiliência", à frente da COP27. Este conjunto de “Princípios para Design e Arquitetura Urbana Sustentáveis e Inclusivos”, ou Declaração de San Marino, reuniu as assinaturas de Norman Foster e Stefano Boeri.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP) está trabalhando com o governo nigeriano para desenvolver o Rebuilding Ngarannam, um programa de estabilização no nordeste da Nigéria que oferece uma nova vila a uma comunidade desabrigada pelo grupo radicai islâmico Boko Haram. O novo plano urbano e infraestrutura foram projetados pela arquiteta nigeriana Tosin Oshninowo, que consultou a comunidade para criar um assentamento que reflita e dialogue com sua cultura. A primeira fase, que inclui habitação e serviços essenciais, como educação e saúde, deve ser concluída no verão de 2022.
A 60ª edição do Salone del Mobile.Milano acontece de 7 a 12 de junho de 2022 no Rho Fiera Milano. Esta edição foi construída coletivamente e se baseia nas linhas fundamentais de pensamento e trabalho dos designers, como: as oportunidades e a responsabilidade do design, a inclusão e a responsabilidade ambiental, a demanda e a cultura do design. A exposição servirá como uma vitrine para mostrar ao público o progresso feito por criativos e designers, pelas marcas e empresas.
Ela é uma forma arquitetônica onipresente. Uma tipologia que atravessa séculos e fronteiras, um marco em todas as culturas. A tenda. Na sua forma mais simples – é um abrigo, um material colocado sobre uma armação de madeira. É uma linguagem arquitetônica que está intrinsecamente ligada à vida nômade. Yurts, por exemplo, funciona como uma moradia facilmente portátil para os povos cazaque e quirguiz. Ao mesmo tempo, as tendas provaram ser um precedente estilístico popular para os arquitetos, sendo as estruturas leves do arquiteto alemão Frei Paul Otto um exemplo disso. A tenda é uma linguagem arquitetônica complicada – que atravessa a linha entre o temporário e o permanente, e que também funciona como um símbolo de riqueza e um símbolo de escassez.
As cidades litorâneas sempre foram um ponto de atração para moradores, turistas e empresas. Além das características estéticas, a proximidade com o mar tornou estas cidades um foco de transporte marítimo com a construção de portos, bem como polos de atividades recreativas e aquícolas. No entanto, nas últimas décadas, essas regiões têm sido ameaçadas pelo aumento dos níveis de água, inundações e ciclones recorrentes, juntamente com outros desastres naturais que puseram em perigo suas comunidades, colocando sua população, ecossistema e ambiente construído em risco.
Em sua concepção mais difundida, o desenvolvimento sustentável é compreendido como a satisfação das necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer as próprias necessidades. Ainda que ele seja frequentemente associado a questões ligadas ao meio ambiente e aos recursos naturais, o desenvolvimento sustentável vai além e envolve também aspectos sociais e econômicos, como justiça, inclusão e erradicação da pobreza.
A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP 26) começou ontem em Glasgow, reunindo mais de 190 líderes mundiais, com o objetivo de acelerar as ações para o alcance dos objetivos do Acordo de Paris e da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima. As principais organizações e personalidades da arquitetura estão participando da cúpula de duas semanas para mostrar o compromisso da indústria de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) em reduzir as emissões de carbono e instigar as lideranças a implementar estratégias claras para atingir as metas climáticas globais.
À medida que as cidades crescem em dimensão e número de habitantes, chegando a abrigar 60% da população mundial, as Nações Unidas criaram o “Dia Mundial das Cidades”, celebrado em 31 de outubro, como uma oportunidade para debater a urbanização global, seus desafios, oportunidades e soluções. Este ano, o mote foi “Adaptando as Cidades para a Resiliência Climática” – uma iniciativa para discutir a crise climática e suas repercussões no ambiente construído.
Compreendendo a importância de pensar a cidade, reunimos aqui artigos publicados pelos editores do ArchDaily que oferecem ferramentas e diretrizes de planejamento, abordam os diferentes componentes do espaço urbano e destacam questões e respostas contextuais em todo o mundo.
via Shutterstock by ArboursAbroad. Imagem aérea do incêndio florestal de Almeda, no sul do Oregon
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, órgão da ONU para avaliar a ciência relacionada às mudanças climáticas, publicou recentemente um relatório abrangente documentando a extensão do aquecimento global. O documento fornece novas estimativas de tempo para ultrapassar o limite de 1,5 graus Celsius, pedindo uma ação imediata e em grande escala para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Após a publicação do relatório, a UK Architects Declare emitiu uma declaração convidando os tomadores de decisão a um diálogo sobre como abordar coletivamente a crise climática e, ao mesmo tempo, pedindo aos profissionais de arquitetura que reavaliem sua prática para apoiar mudanças significativas.
Quando pensamos em fenômenos migratórios, pensamos em movimento. Pensamos no fluxo de pessoas que se deslocam sobre a superfície da Terra em busca de pastagens mais verdes—de uma vida melhor para suas famílias. Mas a migração também nos faz pensar em conflitos e ameaças, na fome e no desespero em busca por sobrevivência. Historicamente, a guerra tem sido um dos principais motivos pelos quais as pessoas migram, a razão pela qual existem refugiados. A instabilidade, a falta de segurança e perspectiva em países como a Síria, o Iraque e a República da África-Central fizeram que ao longo dos últimos anos milhões de pessoas tivessem que abandonar suas casas, lançando-se em uma desesperada busca por refúgio além das fronteiras de sua terra natal. Somado-se a isso, existe também aqueles que são forçados a migrar para outros países por conta das consequências das mudanças climáticas na Terra—a esse fenômeno nos referimos como “a migração climática”.
A Carta do Rio de Janeiro, que apresenta proposições para o desenvolvimento urbano de cidades ao redor do mundo nos próximos anos, foi apresentada durante o encerramento do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, no dia 22 de julho. O documento defende um novo modelo de cidade no mundo pós-pandêmico, mais atento às mudanças climáticas, aos bons espaços, à saúde pública, à dignidade da moradia e à redução das desigualdades. O Comitê Executivo do UIA2021RIO anunciou que a Carta do Rio será entregue aos prefeitos de todas as capitais do Brasil, marcando a consolidação das propostas debatidas ao longo do evento, que foi sediado pela primeira vez no país.
Após o Rio de Janeiro em 2020, Copenhague é nomeada pela Unesco como Capital Mundial da Arquitetura para 2023 e sediará o Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos no mesmo ano. Em sua segunda edição, a iniciativa busca destacar o papel da arquitetura e do planejamento urbano na construção de um futuro sustentável e no enfrentamento dos desafios globais. Designada trienalmente, a cidade eleita Capital Mundial da Arquitetura se torna um fórum internacional de debate em torno de questões relacionadas ao meio ambiente urbano.