O jornal New York Times detalhou as acusações de assédio sexual de cinco mulheres contra Richard Meier. As denúncias foram feitas por quatro mulheres que trabalharam com o arquiteto, incluindo duas mulheres que descrevem assédios ocorridos nos últimos dez anos. Uma quinta mulher, que não trabalhou na empresa, detalha um assédio com ele na década de 1980.
Em resposta às denúncias feitas pelo New York Times, o arquiteto de 83 anos disse que se ausentará por seis meses de sua empresa e emitiu a seguinte declaração: "Estou profundamente incomodado e envergonhado pelos relatos de várias mulheres que se ofenderam com minhas palavras e ações. Embora nossas lembranças possam diferir, peço sinceras desculpas por qualquer pessoa que tenha se ofendido pelo meu comportamento".
https://www.archdaily.com.br/pt/890687/richard-meier-e-acusado-de-assedio-sexual-por-5-mulheres-e-afasta-se-temporariamente-de-seu-escritorioAD Editorial Team
A disparidade entre homens e mulheres em locais de trabalho tem sido motivo de preocupação dentro e fora do campo da arquitetura. Para aumentar a conscientização sobre a necessidade de igualdade salariam entre homens e mulheres, o governo britânico exigiu em 2017 que companhias do Reino Unido com mais de 250 funcionários publicassem relatórios anuais sobre as diferenças de remuneração entre os gêneros em seus escritórios.
Uma das maiores empresas de arquitetura do mundo, a Foster + Partners, com sede em Londres, divulgou seu relatório sobre questões de remuneração de gênero, tornando-se uma das primeiras empresas de arquitetura a fazer isso. O relatório revela que há pouca representatividade feminina em cargos superiores, resultando em uma diferença de remuneração em toda a empresa, e destaca o compromisso de incentivar a diversidade de gênero em todos os níveis da companhia.
https://www.archdaily.com.br/pt/890399/mulheres-ganham-menos-no-escritorio-foster-plus-partnerNiall Patrick Walsh
No ArchDaily, queremos ver mais mulheres mostrando seus projetos ao mundo e recebendo o reconhecimento que merecem por seu trabalho. Hoje é celebrado o Dia Internacional da Mulher e, junto a nossas leitoras e leitores, queremos continuar dando visibilidade à valiosa contribuição que todos os dias milhares de companheiras de profissão oferecem ao campo da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/890397/ajude-nos-a-descobrir-a-nova-geracao-de-mulheres-que-esta-redefinindo-a-arquitetura-mundialPola Mora
No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o CAU/SP vai realizar um debate sobre o papel das mulheres no exercício profissional da Arquitetura e Urbanismo, sob o tema: Qual é o lugar da mulher na profissão?. Cerca de 60% dos profissionais do país são mulheres, em um total de 97.093 arquitetas e urbanistas, trabalhando em todo o território nacional. De acordo com as estatísticas mais recentes do CAU, as profissionais atuam principalmente nas atividades de projeto, execução e gestão.
Site Museum of Paracas Culture / Barclay & Crousse. Courtesy of Barclay & Crousse. Image
Duas arquitetas sul-americanas foram selecionadas como vencedoras dos prêmios The Architectural Review e The Architects 'Journal's 2018 Women in Architecture. O primeiro prêmio deste ano, Arquiteta do Ano, foi entregue à peruana Sandra Barclay, enquanto a arquiteta paraguaia Gloria Cabral foi selecionada como vencedora do Prêmio Moira Gemmill para Arquitetura Emergente, sendo ambas reconhecidas pelo júri pelo seu domínio de materiais.
A exposição "Arquitetas XIX-XX" sobre o papel das mulheres na história da profissão, montada na Universidade da Beira Interior em Portugal, foi vandalizada na noite de sexta-feira para sábado da semana passada. Realizada no Mestrado Integrado em Arquitetura do Departamento de Engenharia Civil da universidade, a mostra ocupava o átrio do edifício e foi destruída, provavelmente, a murros e pontapés, segundo informa uma matéria publicada pelo jornal português Expresso.
Com o objetivo de refletir sobre o fato da "visibilidade das mulheres arquitetas, no contexto da História da Arquitetura consolidada, ser diminuta e não fazer justiça à sua presença efetiva e real no fazer cidade e arquitetura", a exposição, organizada por Patrícia Santos Pedrosa, tratou de exibir os resultados de uma pesquisa sobre a produção e presença de arquitetas dos últimos dois séculos que contribuíram para ampliar "o modo de fazer, pensar e questionar a arquitetura".
A arquiteta britânica Amanda Levete foi escolhida como vencedora do Prêmio Jane Drew 2018 para mulheres na arquitetura, em reconhecimento "a uma arquiteta que, através do sério compromisso com o exercício profissional, tem fortalecido o importante papel que as mulheres sempre desempenharam na prática da arquitetura."
Amanda Levete é fundadora do escritório de arquitetura de Londres, AL_A. A generosa arquiteta chegou a dividir com o seu antigo escritório metade do Prêmio Stirling, que ganhou na época em nome do escritório Future Systems, o qual dirigia com seu então marido, Jan Kaplický. Juntos, projetaram edifícios que mudaram paradigmas na arquitetura e foram amplamente aclamados pela crítica, como o Birmingham Selfridges e o Media Center, vencedor do Prêmio RIBA Stirling em 1999.
via Flickr User: Timothy Brown Licensed Under CC BY 2.0
Elsa Mäkiniemi – Elissa Aalto, foi uma arquiteta finlandesa que a partir de 1949 trabalhou junto a seu marido Alvar Aalto. Depois do falecimento de Alvar, ela comandou o escritório Alvar Aalto & Co. até a sua morte, em 1994.
Ela concluiu os projetos inacabados de Alvar Aalto e defendeu seus trabalhos já prontos contra alterações injustificáveis.
Há algum aspecto ou marca recorrente que distingue, na essência, o olhar de fotógrafas e fotógrafos de arquitetura? Essa talvez seja mais uma daquelas perguntas de caráter retórico frequentemente usadas como argumento ao lançar luz sobre obras produzidas por mulheres e para a qual não se tem resposta precisa.
Carla Juaçaba é uma arquiteta que trabalha no Rio de Janeiro, onde se dedica ao desenho de diversos espaços com um olhar disciplinado que destaca o particular e exuberante contexto brasileiro.
O ano de 2017 já passou, mas deixou-nos uma série de aprendizados e novos conhecimentos que nos permitirá enfrentar com melhores ferramentas o desafiante 2018. Que surpresas este ano nos trará?
Em um espécie de jogo de previsões, pedimos a nossos editores do ArchDaily em espanhol, que projetem, com base em suas reflexões de 2017, quais serão os temas em que ouviremos falar entre arquitetos durante no ano de 2018, que acaba de começar.
https://www.archdaily.com.br/pt/886754/os-9-temas-de-arquitetura-que-voce-deve-conhecer-em-2018ArchDaily Team
Cortesia de Beverly Willis Architecture Foundation
A Beverly Willis Architecture Foundation lançou um novo site chamado "Pioneering Women of American Architecture". O site procura promover e documentar mulheres importantes para a história da arquitetura, sendo o resultado de numerosas entrevistas, pesquisas e documentação fotográfica. Desde 2012, Beverly Willis e Wanda Bubriski têm trabalhado para trazer visibilidade à obra de arquitetas dos EUA.
Newburn Flats, 1941. Imagem via Wikipedia de Enricotjiupek. Licença CC BY-SA 3.0
Mary Turner Shaw teve uma longa e multifacetada carreira, desempenhando ao longo da sua vida diversas funções, como designer (especialista em design de cozinhas), administradora de projetos públicos e privados, historiadora e pioneira em compilar uma coleção sobre livros de arquitetura.
O fato de ter permanecido ao longo da sua vida como uma "eterna aprendiz" a levou a transcender em cada uma das tarefas que desempenhou, até converter-se, inclusive, em uma das primeiras historiadoras a escrever sobre degradação ambiental.
O GT-Mulheres do SASP - Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo e o Centro Universitário Fiam Faam lançaram o projeto São Paulo por Elas, que busca conhecer e dar visibilidade ao trabalho das arquitetas brasileiras.
Segundo as idealizadoras, o projeto é um esforço "contra a invisibilização das arquitetas" e pretende "mapear e expor nossas profissionais". Para contribuir com o projeto, é preciso preencher o formulário com informações sobre a obra que você deseja inserir no mapa.
Robin Hood Gardens, 1972. Imagem via Flickr User: Steve Cadman Licensed Under CC BY-SA 2.0
Alison Margaret Gill, arquiteta britânica, foi uma das poucas mulheres de referência e reconhecida no campo da arquitetura e urbanismo em meados do século XX. Junto com seu marido, Peter Smithson, foram protagonistas da cultura londrina dos anos cinquenta.
Dedicaram-se, ao longo de sua carreira, a estudar novas e inovadoras formas de entender e produzir a arquitetura e a cidade. Ela foi membro do Independent Group, e uma das fundadoras do Team 10.
Table E.1027, desenho de Eileen Gray (ano 1927). Imagem via Wikipedia User: Geheimnisträgerin Licensed under public domain
Eileen Gray - Kathleen Eileen Moray Gray - foi uma das mais importantes designers e arquitetas do início do século XX.
Sua atividade profissional se desenvolveu à parte da corrente geral da modernidade durante toda sua carreira, primeiro dedicada a técnica do laqueado, logo como designer de móveis e, finalmente, como arquiteta autodidata.
Em um período onde os designers eram em sua maioria homens, e quase sempre afiliados a um movimento artístico-intelectual, ela manteve-se incondicionalmente independente. Sua obra não se desenvolveu seguindo padrões claramente estabelecidos, de modo que expressa o resultado de um processo de investigação bastante pessoal.
via Flickr User: Régine Debatty Licensed under CC BY-SA 2.0
Nascida no Rio de Janeiro, Anna Maria Niemeyer foi uma arquiteta, designer e galerista.
Filha única do famoso arquiteto Oscar Niemeyer, trabalhou com seu pai na construção de Brasília depois de ter sido responsável pelo desenho de interiores de vários edifícios públicos na cidade.
Nos anos setenta criou uma linha de móveis, exposta em diferentes instituições no Brasil e outros países. Em 1977 fundou a Galeria Anna Maria Niemeyer, um espaço dedicado à difusão e comercialização de arte contemporânea no Rio de Janeiro.