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Modernidade: O mais recente de arquitetura e notícia

A modernidade superada. Ensaios sobre arquitetura contemporânea

Com esta nova edição revista e atualizada, confirma-se o papel de A modernidade superada, coleção de nove ensaios do teórico catalão Josep Maria Montaner, como uma obra de referência fundamental para a compreensão do movimento moderno na arquitetura. Em textos autônomos e ao mesmo tempo complementares, o autor reflete sobre conceitos centrais da produção do período, como o racionalismo, a atitude de ruptura, a expressividade e os paradoxos tecnológicos, funcionais e simbólicos. O resultado é um mosaico de argumentos que demonstram como as insuficiências da modernidade foram superadas, especialmente nos países nórdicos, na Europa mediterrânea, na América Latina - com diversas referências à produção brasileira - e em outros contextos periféricos, dando lugar a outras linhas de pensamento e formas de expressão, atreladas a novos contextos.

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"Terra como tecnologia ancestral e do futuro": entrevista com Gabriela de Matos e Paulo Tavares

Questionar a história canônica da arquitetura e lançar luz sobre práticas espaciais por muito tempo invisibilizadas é o que propõem Gabriela de Matos e Paulo Tavares em Terra, exposição que ocupa o pavilhão brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. “É nossa maneira de fazer um sacudimento”, comentam os curadores, que voltam sua atenção para modos ancestrais de lidar com a terra, mirando possibilidades de presente e futuro mais justas e completas.

Abordando a terra em todos os significados que a palavra carrega, os curadores sobrepõem questões ligadas ao solo e ao território com problemáticas planetárias, propondo uma aproximação entre os temas da reparação e decolonialidade — emergentes ao contexto brasileiro — com tópicos abrangentes, como descarbonização e meio ambiente, decisivos no debate global contemporâneo. 

Fórum Internacional de Patrimônio Industrial: diálogos com a modernidade

Esse evento pretende aproximar o diálogo entre o patrimônio da modernidade e o industrial: duas tipologias patrimoniais, relativamente recentes, e que não vêm recebendo a devida atenção de uma agenda política preservacionista no nosso país. Observa-se a cada dia, a necessidade em se resgatar, discutir e procurar soluções que documentem e tratem da conservação do acervo dos bens modernos industriais.

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Cataguases: Legado da Modernidade

Cataguases, pequeno município brasileiro pertencente ao estado de Minas Gerais, que concentra população com pouco mais de 70 mil habitantes, ao longo de sua história, ficou conhecida por reunir uma série de significativas obras artístico-culturais ligadas à produção modernista brasileira a partir do século XX. As importantes obras variam entre as Artes Plásticas, Cinema e, sobretudo, Arquitetura, num panorama de produção entre as décadas de 1940 e 1950. Contudo, o peculiar caso é movido ao fato do município, com pequeno perímetro geográfico e populacional, contar com simbólico e potencial patrimônio moderno brasileiro, com obras de Francisco Bolonha, irmãos MM Roberto e Oscar Niemeyer.

Entre as obras arquitetônicas presentes no perímetro da Cidade, dois projetos concebidos por Oscar Niemeyer ajudaram a construir sua história e legado: a Residência Francisco Inácio Peixoto (1940) e Colégio Cataguases (1949). No primeiro projeto, para Francisco Inácio Peixoto, escritor brasileiro, empresário na área industrial e fazendeiro, considerado importante financiador às manifestações artístico-cultural e responsável pela chegada de Niemeyer à região nos anos 40, junto ao paisagismo de Roberto Burle Marx.

Brasil 1914 - 2014: modernidade como tradição / Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza 2014

Em nossa cobertura da 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza - que tem como curador Rem Koolhaas e como tema geral Fundamentals - não podíamos deixar de trazer até nossos leitores e leitoras detalhes sobre o Pavilhão do Brasil, que se desenvolve em torno do tema "Modernidade como Tradição" (Modernity as Tradition) e tem como curador o diplomata e crítico de arquitetura André Aranha Corrêa do Lago.

Explorando a singularidade do Brasil como um país cuja identidade nacional - inclusive arquitetônica - foi construída sobre as bases da modernidade, a curadoria da exposição evidencia o moderno como fundamental para a história da arquitetura nacional.

Descrição do curador. O Brasil é um dos países que absorveu de forma mais interessante os preceitos da arquitetura moderna e pode-se dizer que está contribuiu para o fortalecimento da identidade nacional. Contrariamente a outros países que construíram, ao longo dos séculos, uma arquitetura típica nacional - reconhecível de forma quase caricatural pelos outros povos - o que é conhecido como "arquitetura brasileira" não é a do passado, é a moderna. Por isso o título do Pavilhão: Brasil 1914 - 2014: modernidade como tradição.

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