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Mobilidade: O mais recente de arquitetura e notícia

O futuro da mobilidade tem duas rodas: a arquitetura "bike-friendly" de Copenhague

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Tecnólogos ambiciosos afirmam há décadas que os carros autônomos são o futuro. No entanto, nos últimos anos, a maior revolução veio dos veículos de duas rodas, não de quatro. Alimentados pela pandemia, aumento dos preços do petróleo, mudanças climáticas e o desejo de estilos de vida mais saudáveis, vivemos agora no meio de um renascimento da bicicleta. Mas para entender como chegamos até aqui, é fundamental olhar para trás. Quando o automóvel foi difundido no início dos anos 1900, rapidamente se tornou um símbolo de progresso com tudo o que ele implicava: velocidade, privatização e segregação. Adotando uma abordagem centrada no carro, os urbanistas tiveram que reorganizar cidades inteiras para separar o tráfego. Os carros ocuparam os espaços públicos que costumavam abrigar a vida dinâmica da cidade e estacionamentos, rodovias e postos de gasolina tornaram-se paisagens comuns. Os pedestres que antes dominavam as ruas foram conduzidos para as calçadas e as crianças relegadas a playgrounds cercados. Ironicamente, as cidades estavam sendo projetadas para carros em vez de seres humanos.

Arquitetura da mobilidade: entre a obsolescência e a ineficiência há um caminho

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mobilidade, mas também para outras funções urbanas, trazendo maior complexidade no uso, ocupação e desenvolvimento das cidades, assim como as escadarias, os elevadores, as calçadas, as ciclovias entre outros dispositivos de mobilidade ativa. Todos esses aparatos são conhecidos como “arquiteturas da mobilidade”.

Rodovias urbanas: apagar o fogo com gasolina?

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A construção de mais rodovias urbanas continua em muitos lugares. Na América Latina, vemos projetos sendo desenvolvidos em Santiago (Américo Vespucio Oriente), Lima (Linha Amarela), Quito (Solución Vial Guayasamín), São Paulo (Rodoanel Mário Covas) e Cidade do México (Segundo Piso a Cuernavaca), apenas para citar alguns.

Na Colômbia, o Governo Nacional anunciou um novo programa para melhorar o acesso às áreas urbanas durante o XVIII Congresso da Câmara Colombiana de Infraestrutura. Nas palavras do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, “nosso objetivo também é transformar o acesso às cidades. Não vale a pena economizar tempo em viagens interurbanas se esse tempo é perdido em áreas urbanas”.

Conheça os vencedores do 7º Prêmio {CURA}: apoio para entregadores de aplicativo

O 7º Prêmio {CURA} anunciou os vencedores do concurso que teve como tema o projeto de um apoio para entregadores de aplicativo. O concurso convidava os participantes a pensarem em três escalas — cidade, edifício e desenho de mobiliário —, compreendendo de maneira abrangente as necessidades destes profissionais cujo trabalho se popularizou e precarizou com a pandemia de Covid-19.

Postos de gasolina e carros elétricos: o que muda nas cidades

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A era dos carros movidos a gasolina está chegando ao fim com o advento das baterias e carros elétricos – e com ela, os postos de gasolina e a poluição que eles trazem para as comunidades.

Postos de gasolina, por sua própria natureza, são riscos ambientais. Dos 450 mil locais perigosos somente nos EUA, metade está contaminada por petróleo, com grande parte vindo de tanques subterrâneos vazando de antigos postos de gasolina, gerando riscos de vazamentos e explosões.

Edifícios que pertencem ao município de Chicago deverão usar 100% de energia renovável até 2025

A prefeita de Chicago, Lori Lightfoot, e o Departamento de Ativos, Informações e Serviços (AIS) anunciaram que até 2025 todos os edifícios e instalações de propriedade da cidade serão totalmente operados com energia limpa e renovável. No momento, Chicago é uma das maiores cidades dos Estados Unidos a reduzir a pegada de carbono nesta escala, e já iniciou o processo de transição para que seus ônibus e carros sejam veículos totalmente elétricos até 2035. O acordo demonstra os planos da cidade para “impulsionar ações climáticas de alto impacto, construir a força de trabalho de energia limpa do futuro e distribuir para todos, de forma equitativa, benefícios significativos para promover a economia de energia limpa local”.

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Ranking de ciclovias e ciclofaixas nas capitais brasileiras

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Ranking de ciclovias e ciclofaixas nas capitais brasileiras - Imagem de Destaque
Ciclovia da marginal Pinheiros em São Paulo. Foto por danilo.alvesd on Unsplash

O uso de bicicletas em meios urbanos tem se intensificado cada vez mais. Saúde, lazer, economia, comodidade, diversos são os motivos e benefícios que levam a optar por elas. Para que essa escolha seja feita, há um fator fundamental em jogo: a segurança durante a corrida, dada principalmente por ciclovias e ciclofaixas. Por isso, apresentamos um ranking que traz quais capitais brasileiras mais priorizam o ciclista e a qualidade de sua rota, favorecendo a construção de uma cidade melhor através da mobilidade ativa.

Projeto recolhe bicicletas abandonadas para iniciativas sociais em São Paulo e Rio de Janeiro

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Desde 2011, o Instituto Aromeiazero promove a campanha “Bike Parada não Rola”. A iniciativa consiste na articulação entre síndicos e síndicas de condomínios residenciais para realizar a identificação de bicicletas abandonadas nos bicicletários dos prédios. 

Iniciativa do Rio de Janeiro torna o deslocamento para a escola mais seguro

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Iniciativa do Rio de Janeiro torna o deslocamento para a escola mais seguro - Imagem de Destaque
Exemplo de elementos de desenho viário para priorização dos pedestres no entorno de escolas. Fonte: CET-Rio

Aproximadamente metade das crianças e jovens entre cinco e 14 anos mortas no trânsito no planeta são pedestres e quase um terço são passageiras de veículos motorizados. No Brasil, o trânsito é a principal causa de morte não-natural de crianças nessa faixa etária. De acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, somente entre janeiro e agosto de 2021, o SUS totalizou mais de seis mil crianças e jovens hospitalizados em estado grave devido a atropelamentos no país.

Reverter  esse cenário passa por tornar as nossas ruas mais seguras e confortáveis para a caminhada, pensando principalmente nas necessidades das crianças. A cidade que atende bem a uma criança é uma cidade mais próspera e agradável para toda sua população. 

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Caminhabilidade, o que é?

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Caminhabilidade, o que é? - Imagem de Destaque
Times Square, Nova York. Foto de Tomas Eidsvold via Unsplash

Desde o higienismo no início do século 20 ao macroplanejamento da urbanização nos anos 1970, o modelo de urbe visava à abertura de largas avenidas, que faziam a articulação entre bairros (centro e extensão) através dos transportes motorizados: a cidade sobre pneus. Este modelo de urbanização norte-americano, seguido pelas cidades brasileiras, privilegia a verticalização das edificações e os transportes individuais em detrimento dos transportes coletivos.

1 Hora no trânsito: uma constante imutável?

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Em 2005, a velocidade média dos veículos automotores na China era de menos de 10 km/h, inferior a velocidade média das bicicletas. Imagem: Jens Schott Knudsen/Flickr

Em 1870, o tempo médio de trabalho semanal nos EUA era de 57 horas, em 2000, já tinha caído para 39 horas, redução de 32%. A França passou de 66 para 34 horas, redução de quase 50%. No mundo, a redução da jornada de trabalho foi em média de 64 para 36 horas, mostrando que a evolução tecnológica pode ter contribuído para a redução do tempo dedicado às atividades laborais.

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Como a bicicleta empoderou as mulheres na ocupação dos espaços públicos

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Como a bicicleta empoderou as mulheres na ocupação dos espaços públicos - Imagem de Destaque
Foto por Janwillemsen, via Flickr. Licença CC BY-NC-SA 2.0

“Deixe-me dizer o que penso da bicicleta. Ela tem feito mais para emancipar as mulheres do que qualquer outra coisa no mundo. Ela dá às mulheres um sentimento de liberdade e autoconfiança. Eu aprecio toda vez que vejo uma mulher pedalando... uma imagem de liberdade”. Susan Anthony, uma das mais importantes lideres sufragistas norte-americanas, disse isso no início do século XX, enaltecendo o poder libertário representado pela mulher e sua bicicleta na época.

8 Abordagens e tendências para promover trânsito seguro e espaços públicos de qualidade

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8 Abordagens e tendências para promover trânsito seguro e espaços públicos de qualidade - Imagem de Destaque
Zona 30 em Belo Horizonte: áreas de trânsito calmo são uma das abordagens que conciliam segurança viária e espaços públicos de melhor qualidade. Foto: Rafael Tavares-Octopus Filmes/WRI Brasil

É preciso desacelerar o trânsito nas cidades brasileiras – e rápido. Esta é uma questão de saúde pública, já que sinistros de trânsito estão entre as principais causas de morte em todo o mundo. E uma questão de qualidade de vida e equidade, já que cidades que reduzem efetivamente as velocidades dos veículos tornam-se mais seguras, acolhedoras e vibrantes para todas as pessoas.

Dentro da Pós: Escola da Cidade

O Dentro da Pós apresenta o projeto pedagógico, a estrutura, os objetivos e a grade horária do Programa de Pós-graduação lato sensu da Escola da Cidade por meio de conversas, aulas abertas e bancas de finalização abertas à todas e todos interessados em algum dos sete cursos oferecidos.

Transporte e segregação espacial: entenda os impactos do aumento da tarifa

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Verão, carnaval e aumento da passagem: o começo de ano no Brasil é geralmente quando as prefeituras e governos estaduais anunciam o aumento das tarifas de transporte público. Com a pandemia de coronavírus essas tarifas foram congeladas em 2021, porém muitas cidades voltaram a sofrer esse aumento agora em 2022. Entenda o impacto do aumento das tarifas de transporte público na nossa sociedade. 

Lisboa aprova transporte público gratuito a jovens e idosos

Lisboa aprova transporte público gratuito a jovens e idosos - Imagem de Destaque
Foto: Claudio Schwarz | Unsplash

A Assembleia Municipal de Lisboa, capital de Portugal, aprovou, por quase unanimidade, a proposta de gratuidade no transporte público para jovens até os 18 anos, estudantes do ensino superior até os 23 anos e pessoas acima de 65 anos.

O passe livre, que deve incentivar o uso de transportes coletivos, é válido para residentes na cidade. A decisão foi anunciada pelo presidente da Casa, Carlos Moedas, que ocupa função equivalente à de prefeito no Brasil.

Por que andar a pé pode ser mais rápido do que de carro?

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Em 1854, o escritor estadunidense Henry David Thoreau escreveu a obra clássica “Walden”, relatando sua experiência de vida nos bosques e enaltecendo as vantagens da vida simples e autossuficiente. Logo no início do livro, o autor comenta que, caso alguém queira fazer uma viagem de 48 km para visitar o campo, seria mais rápido andar a pé do que optar por uma locomotiva.

Ruas completas na universidade ajudam a pensar e projetar a cidade na escala humana

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Ruas são espaços públicos estruturantes das cidades e locais de convergência por excelência. Do encontro das ruas temos os largos, as praças, os parques. Pelas ruas, tudo passa, e da qualidade das ruas dependem as pessoas para acessar oportunidades de emprego, educação, saúde e lazer. Mas basta olhar para as grandes cidades brasileiras para perceber a priorização que se dá aos veículos motorizados em detrimento dos outros modos. Em São Paulo, por exemplo, 41% das calçadas não têm a largura mínima exigida por lei.