Existem, ao redor do mundo, diversas estações de metrô que, com suas esculturas, iluminação e murais lembram mais museus que infraestruturas de transporte. A seguir, compilamos 20 delas a partir de listas feitas pela BBC, Lonely Planet e WebUrbanist como estações surpreendentes.
Os escritórios Miralles Tagliabue EMBT e bordas+peiro foram eleitos vencedores de um concurso de duas fases - organizado pela Société du Grand Paris - para projetar a futura estação de Metrô Clichy - Montfermeil em Paris, França.
Além da estação, o projeto também inclui o planejamento da nova praça pública que deverá se tornar um polo estratégico do renovado bairro de Clichy-sous-Bois, cenários dos protestos que eclodiram em 2005 na capital francesa. "Queremos transformar esse lugar cinza e abandonado em uma praça vibrante e colorida, que inspire alegria e otimismo", comentaram os arquitetos do projeto vencedor.
Os mapas de metrô devem ser fáceis de ler, memorizar e utilizar. O arquiteto sérvio-francês JugCerović desenvolveu sete regras que, segundo ele, ajudariam a conceber os mapas de metrô de qualquer cidade do mundo, de modo que as pessoas possam entendê-los como um sistema único, independente do país de origem.
A candidata às eleições deste ano para a Prefeitura de Paris, Nathalie Kosciusko-Morizet, pretende permitir que os parisienses se reapropriem dos espaços abandonados da capital francesa. Após a apresentação, há alguns meses, do projeto de requalificação da Petite Ceinture – um caminho ferroviário que corta o 9 arrondissements de Paris, a candidata apresentou recentemente os primeiros esboços de possíveis usos para as estações de metrô fantasmas.
No dia 20 de Março, quarta-feira, uma audiência será recebida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para discutir a questão do metrô 24h na cidade de São Paulo.
No início deste ano a cidade chinesa de Xangai atingiu a impressionante marca dos 500 quilômetros de linhas subterrâneas de transporte coletivo. O metrô da cidade, com pouco mais de vinte anos de existência, transporta diariamente cerca de 7 milhões de passageiros.
A abertura das linhas 12 e 16 será seguida por outros 230 quilômetros nos próximos anos, extensão superior a toda a linha de metrô de Paris.
Enquanto Xangai atinge esta semana 567 quilômetros de trilhos em operações, Londres tem 400 quilômetros, e Nova Iorque, 337 quilômetros. Já o metrô de São Paulo, maior rede do Brasil, tem apenas 74 quilômetros de extensão.
Qualquer pessoa que tenha usado o metrô de Londres sabe que esta pode ser uma experiência sufocante - mesmo no inverno. Atualmente, todo o calor gerado no subsolo se perde, enquanto que as pessoas na superfície colocam seus aquecedores no máximo para aquecer suas casas. Isto fez com que o prefeito de Londres tivesse uma grande ideia: aproveitar o calor gerado pelo metrô para aquecer as casas e, ao mesmo tempo, diminuir em 60% as emissões de carbono da cidade.
Randy Gregory é estudante da Escola de Artes Visuais de Manhattan e como parte de um trabalho acadêmico criou o projeto “100 formas para melhorar o metro de Nova York”. Durante 100 dias criou 100 propostas que, em sua opinião, melhorariam a experiência dos usuários e ajudariam a solucionar problemas que se repetem em mais de 400 estações e 27 linhas de metro de Nova York, o mais extenso dos Estados Unidos.
Cada ideia surgiu a partir de dezenas de viagens em que Gregory observou o acesso e movimento dos passageiros nas estações e nos trens, os aspectos técnicos das viagens, a arte nas estações a sinalização e as medidas de segurança.
Até o momento, seu projeto foi divulgado em vários blogs, atraindo o interesse de outros cidadãos que se comunicaram com Gregory para desenvolver novas ideias.
O escritório paulistano METRO Arquitetos Associados assinou, em parceira com os arquitetos uruguaios Federico Mirabal e Javier Pirez, um dos 5 projetos finalistas para a nova Antel Arena, um complexo multiuso no centro de Montevidéu, Uruguai. A primeira fase reuniu 73 projetos concorrentes, e a decisão final sobre o selecionado será anunciada em outubro.
Tendo em vista que o último boom na construção aconteceu na década de 70, quando um grande número de edifícios públicos foi erguido, hoje, dada a recuperação econômica, as grandes construção são, sobretudo, de edifícios privados. O portfólio de projetos dos nove escritórios selecionados iniciam com residências, mas logo se estendem para edifícios administrativos, obras esportivas, prédios comerciais e até museus.
Nos primeiros anos do sistema de metrô da cidade de Nova York, a luz natural tinha um papel dominante na iluminação de espaços subterrâneos. A arquitetura enfatizava uma conexão com o céu, frequetemente através de aberturas zenitais implantadas nos canteiros centrais das avenidas.
Entretanto, provou-se extremamente difícil mantê-las limpas, e a luz eventualmente parou penetrar nos espaços subterrâneos. Com isso, a iluminação dos metrôs ficou exclusivamente a cargo da energia elétrica. Enquanto isso possibilitou grande flexibilidade nos projetos das estações, permitindo a construção em qualquer local e profundidade, também criou uma sensação de desorientação e alienação para alguns passageiros.
Para o projeto do Lower Manhattan's Fulton Center, a Arup, em conjunto com o arquiteto Grimshaw, procurou reconectar o sistema de metrô centenário ao mundo acima.
O Museu do Chocolate é um dos projetos apresentados na exposição que contempla a cor na arquitetura contemporânea do Reino Unido e também projetos de grandes arquitetos internacionais, com foco na utilização inovadora e ousada de cores para criar uma identidade. O ‘ChromaZone’ traz ainda imagens, desenhos e modelos, juntamente com amostras de materiais inovadores e tradicionais que caracterizam a recente explosão de cores na arquitetura.
O metrô de Estocolmo, capital sueca, conta com linhas classificadas em três grupos e 100 estações, das quais 90 tiveram intervenções com várias exposições de arte, esculturas, fotografias, instalações luminosas, mosaicos e pinturas, formando, assim, uma galeria de arte. Acessos, escadas, passarelas, túneis e até mesmo trens receberam intervenções para que os passageiros conhecessem a cultura local desde os anos 50, década que foi inaugurado, até hoje.
Implantada em grande parte dos 110 quilômetros de extensão do metrô, a mostra conseguiu democratizar o acesso à arte, uma vez que todos os passageiros podem esperar o trem ao mesmo tempo em que contemplam esculturas, murais e instalações.
Na última quarta-feira, 20 de Março, aconteceu a primeira audiência pública para a discussão do funcionamento do metrô da cidade de São Paulo durante 24 horas. A companhia responsável pela manutenção do sistema de transporte, afirmou que é inviável que está mudança aconteça a curto prazo.