O escritório de arquitetura Gómez Platero projetou um memorial para homenagear as vítimas da COVID-19. Localizado no Uruguai, o primeiro monumento de grande escala dedicado às vítimas mundiais do coronavírus receberá o nome de "Memorial Mundial à Pandemia" – um espaço de luto e reflexão sobre os impactos humanos no planeta.
A Arquitetura é frequentemente atribuida à ideia de abrigo, desde as construções primórdias. No entanto, o memorial é um dos poucos tipos de arquitetura cuja função fundamental não é abrigar, mas sim, lembrar. Espaço que respeitosamente tem como objetivo dar memória àqueles que se foram em atos heróicos ou lamentavelmente vítimas de cruéis eventos históricos, que pode então ser entendido como um monumento ou edifício cujo propósito é fundamentado em materializar a emoção do intangível, criando uma memória coletiva e lembrada através do tempo.
Monumentos, segundo Alois Riegl, são subsídios à memória. “In memoriam” são palavras que podemos encontrar em cada pedestal ou alicerce de um túmulo ou mausoléu em homenagem aos nossos heróis do passado. Embora seu caráter simbólico seja um refúgio de ideologias, preconceitos e — em muitos casos— intolerância, monumentos têm sido construídos pela humanidade à milênios e também podem ser considerados uma forma de arte e lugares de memória. Entretanto, não são raros os casos de monumentos associados à práticas ou eventos antiéticos, à descriminação, hostilidade e violência. Muitos dos templos da Grécia Antiga foram erguidos sobre altares utilizados para sacrificar animais — e, antes disso, seres humanos também —; as pirâmides foram levantadas pela força do trabalho escravo; praças públicas muitas vezes eram utilizadas como lugares de tortura e sentenças de morte. Isso significa que, na maioria dos casos, monumentos não são apenas simples estruturas inocentes construídas em memória de grandes personagens, mas a personificação de conflitos políticos, culturais, sociais e humanos.
https://www.archdaily.com.br/pt/944267/status-estatuas-e-estatutos-erguendo-monumentos-a-homens-falhosMark Alan Hewitt
Seis projetos finalistas do concurso National Pulse Memorial & Museum estão em exibição no Centro Histórico Regional do Condado de Orange, onde as pessoas podem conhecer e comentar os projetos, ajudando o júri a escolher a proposta vencedora que será anunciada no dia 30 de outubro.
Cortesia de The Babyn Yar Holocaust Memorial Center
A proposta apresentada pelo escritório de arquitetura austríaco, Querkraft Architekten, em parceria com o arquiteto paisagista Kieran Fraser, foi escolhida por unanimidade como a grande vencedora do concurso internacional de arquitetura para o Memorial do Holocausto Babyn Yar em Kiev, na Ucrânia, tornando-se o primeiro Memorial do Holocausto a ser construído no leste da Europa.
Com vagas limitadas, o workshop acontece em três encontros na sede do {CURA}.
Arquiteto sabe escrever? Sabe apresentar textualmente seu projeto? Como escrever textos sobre projetos de arquitetura? Não há receitas nem fórmulas exatas para escrever bem, porém a literatura e o jornalismo apresentam questões que ajudam a elaborar textos claros.
O escritório XTU publicou seu projeto desenvolvido para o concurso do Memorial do Fundador, na região de Bay East Garden em Singapura. Inspirado pelas florestas manguezais do país, o memorial lança suas raízes no solo, antes de se erguer em direção ao céu.
Daniel Libeskind trabalhou em pareceria com o fotógrafo Caryl Englander e o curador Henri Lustiger Thaler, do Amud Aish Memorial Museum, para projetar uma instalação temporária no Museu de Auschwitz-Birkenau. Through the Lens of Faith será inaugurada em 1 de julho de 2019, marcando o 75º aniversário da libertação do campo de extermínio em 1945.
O World Trade Center de Nova Iorque está planejando criar um novo memorial em homenagem às milhares de pessoas afetadas pelas consequências da queda das torres gêmeas. Conforme publicado pelo Curbed NY no The New York Post, o Memorial Glade fará menção aos trabalhos de resgate e socorro das vítimas e sobreviventes do centro da cidade que adoeceram ou morreram por consequências relacionadas aos catastróficos acontecimentos do dia 11 de setembro de 2001.
A homenagem assumirá as formas de um projeto de paisagismo e arquitetura concebido pelos arquitetos responsáveis também pelas obras do memorial de 9/11, Michael Arad e Peter Walker, incluindo um novo percurso pelo terreno ladeado por seis grandes peças de granito bruto que parecem brotar do chão. Segundo os arquitetos, estes monólitos de pedra de 17,5 toneladas “são brutos em seu estado natural e simbolizam a força e a determinação em momentos de adversidade”. As peças escultóricas terão incorporados fragmentos de aço retorcido do antigo World Trade Center.
https://www.archdaily.com.br/pt/910878/world-trade-center-divulga-proposta-de-memorial-em-homenagem-aqueles-que-adoeceram-apos-os-atentados-de-11-de-setembroNiall Patrick Walsh
O Sandy Hook Permanent Memorial Commission anunciou o projeto final que foi escolhido por unanimidade para o memorial em Newtown, Connecticut. A proposta The Clearing, por Ben Waldo e Daniel Affleck, do Grupo SWA, foi oficialmente recomendada pela comissão, e o Conselho de Seletores fará as aprovações finais este mês. O memorial vencedor homenageia as 26 vítimas e sobreviventes do tiroteio de 2012 na Escola Elementar Sandy Hook.
Cemitérios cheios de nomes que há tempos foram esquecidos, placas gravadas com retratos que você ignora em sua corrida matinal, monumentos com frisos que retratam os triunfos da guerra - todos esses são exemplos de arquiteturas memoriais, que já tiveram intenso significado emocional para certos indivíduos ou grupos de pessoas, mas agora gradualmente tornam-se atrações turísticas ou locais anacrônicos dentro de uma paisagem alterada.
Desde os horrores da Segunda Guerra Mundial, a arquitetura dos memoriais tem mudado drasticamente, desde monumentos focados em nomes, heróis e patriotismo até símbolos abstratos de luto e perda. Como essa mudança no projeto dos memoriais mudará a maneira como os experimentamos no presente e, mais importante, no futuro? Quando as gerações morrem e o evento memorizado torna-se quase esquecido, como vamos experienciar e lembrar?
Até o dia 19 de março, arquitetos de todo o Brasil podem inscrever seus projetos na página do concurso. As propostas deverão respeitar o custo estimado de R$ 3 milhões para a execução da obra. O projeto vencedor deve ser anunciado no dia 10 de abril.
A proposta conjunta de Adjaye Associates e Ron Arad Architects, com a participação de Gustafson Porter + Bowman, foi a vencedora do concurso para o novo Memorial do Holocausto e Centro de Aprendizagem do Reino Unido. O icônico edifício será implantado nas margens do rio Tâmisa ao lado do Palácio de Westminster e prestará homenagens aos seis milhões de homens, mulheres e crianças judias que foram assassinadas no Holocausto e todas as outras vítimas da perseguição nazista, incluindo ciganos, gays e deficientes.
Duas menções honrosas foram concedidas para Heneghan Peng Architects + Sven Anderson e Diamond Schmitt Architects.
https://www.archdaily.com.br/pt/882308/sir-david-adjaye-e-ron-arad-achitects-sao-selecionados-para-projetar-o-novo-memorial-do-holocausto-em-londresAD Editorial Team
O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS) lançou no início desta semana, em Santa Maria (RS), o concurso público nacional para a seleção de projetos para a construção do Memorial às Vítimas da Tragédia da Boate Kiss.
Seis milhões de tijolos amarelos no topo de uma colina na periferia de Copenhague formam um dos monumentos expressionistas mais famosos do mundo, ao mesmo desconhecido. Grundtvigs Kirke ("igreja de Grundtvig")foi projetada pelo arquiteto Peder Vilhelm Jensen Klint, construída entre 1921 e 1940 como um memorial a N.F.S. Grundtvig - um pastor, um filósofo, um historiador, um hinário, e um político dinamarquês famoso do século XIX. [1] Jensen Klint, inspirado pela interpretação humanista de Grundtvig do cristianismo, fundiu a escala e o estilo de uma catedral gótica com a estética de uma igreja dinamarquesa criando um marco digno de seu homônimo. [2]
Foi decidido em 1912 que Grundtvig, que havia falecido em 1873, foi tão significativo para a história e cultura dinamarquesa que merecia um monumento nacional. Duas competições foram prendidas em 1912 e em 1913, trazendo numerosas submissões para estátuas, colunas decorativas, e memoriais arquitetônicos. [3]