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Materials: O mais recente de arquitetura e notícia

Além do vermelho: arquiteturas com tijolos cinzas e pretos

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A canção do grupo inglês Pink Floyd “Another brick in the wall” (Outro tijolo na parede) traz à crítica um sistema educacional alienante e pouco motivador. As pessoas, ou as crianças, são retratadas como tijolos, por conta de sua homogeneidade, seja na forma de viver ou de pensar em uma sociedade pouco afeita à contestação. Os tijolos funcionam muito bem nessa comparação, por terem mudado muito pouco na história e pelo mundo em suas formas retangulares. Mas isso não vale em relação às suas cores. Ainda que estejamos acostumados a remeter ao vermelho quando falamos de tijolos, há infinitas possibilidades de tons, conforme a composição e o processo de fabricação das peças. 

Um (novo) fim para o entulho na cidade de São Paulo

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De que forma um resíduo pode se tornar recurso? Ou melhor, quando que um resíduo deixou de ser um recurso? Porque a arquitetura contemporânea ainda constrói como se nossos edifícios fossem grandes titãs que sobreviverão às diversas eras e às adversidades? Essas são todas questões que passam pela mente de um recém-formado em arquitetura. Um dos desafios atuais da produção arquitetônica em uma metrópole como São Paulo é compreender que, após a demolição, o edifício não desaparece. O que nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos nos aponta?

Mesmo que latente, esta questão é ainda pouco debatida dentro da academia, espaço que deveria ser de proposições constantes de alternativas ao nosso estilo de vida. E mesmo que debatida, onde está seu retorno para a população? De que forma podemos difundir esses aprendizados? A educação ainda sim é a chave para a mudança de trilhos do nosso futuro.

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Pré-fabricação poderia tornar mais acessível a construção de moradias

O conceito de pré-fabricação na construção corresponde a elementos, partes ou edificações inteiras produzidas em fábrica e transportadas ao canteiro de obras para uma instalação expressa. Isso representa inúmeras vantagens aos métodos de construção tradicionais, como rapidez, precisão na execução, eficiência, limpeza de obra e, em muitos casos, economia. Considerando que a moradia é uma necessidade primária dos humanos, utilizar métodos industriais para a construção de habitações acessíveis e de boa qualidade sempre movimentou os arquitetos, seja para abrigar populações urbanas crescentes, para assentamentos temporários ou emergenciais, nas mais diversas escalas. Após muitas tentativas na história, permanece a dúvida se a popularização da pré-fabricação no campo da construção pode ser uma solução para proporcionar uma maior equidade no acesso à habitação.

Como as grandes metrópoles definem o sentido de "local"?

“Local” é uma palavra amplamente usada para descrever algo particular sobre um lugar, que o torna diferente de qualquer outro. Em todo o mundo, a “localidade / regionalidade” de cada cidade é o que a torna única — na maneira como as pessoas vivem, trabalham, se socializam e, especialmente, na maneira como planejam e constroem cidades e infraestrutura. Para alguém que mora em um subúrbio, a maneira como se deslocam de um lugar para outro pode ser por meio de um carro, enquanto alguém que mora em uma metrópole densa, utiliza um metrô ou sistema de ônibus como parte de sua vida cotidiana.

Como projetar uma acústica perfeita em pisos, tetos e paredes

À medida que nossas cidades se densificam e os tipos de edifícios se tornam cada vez mais mistos, tendemos a passar muito tempo em ambientes barulhentos. Quando falamos em conforto acústico, raramente pensamos em lugares como restaurantes, casas de show e grandes escritórios; locais com muitas pessoas, máquinas e ruído de fundo. A qualidade do som pode mudar totalmente a experiência das pessoas em um espaço interior, e melhorar a qualidade acústica do espaço depende do tratamento de todas as superfícies, desde paredes a tetos e pisos. Neste artigo, apresentaremos uma variedade de soluções para tetos, pisos e paredes, suas diferentes combinações, e um guia simples de como aplicá-las corretamente em espaços públicos sem comprometer a estética do interior.

“Nosso objetivo é recuperar a natureza nos lugares onde ela desapareceu”: Joan Batlle Blay, do Batlleiroig

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Batlleiroig é um escritório de arquitetura sediado na cidade de Barcelona, cujo extenso de portfólio abrange projetos urbanos, paisagismo, edificações e design de interiores. Conversamos com Joan Batlle Blay, Arquiteto e paisagista, sócio do escritório, sobre as inovações e desafios em sua obra. Ele aponta que, “Em nosso escritório consideramos que P + D (pesquisa e desenvolvimento) é a principal ferramenta para inovar e transformar nosso método de trabalho em uma crença absoluta para o planeta.” Veja a entrevista na íntegra a seguir:

Telhados verdes podem tornar nossas cidades melhores?

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Pesquisadores apontam os Jardins Suspensos da Babilônia como os primeiros exemplos de telhados verdes. Ainda que não exista comprovação de sua localização exata e pouquíssima literatura sobre a estrutura, a teoria mais aceita é que o rei Nabucodonosor II construiu uma série de terraços elevados, ascendentes e com espécies variadas como presente à esposa, que sentia falta das florestas e montanhas da Pérsia, sua terra local. Segundo Wolf Schneider [1] os jardins eram sustentados por abóbadas de tijolos, e sob eles, existiam salões sombreados e refrigerados pela irrigação artificial dos jardins, com uma temperatura muito mais amena que o exterior, na planície da Mesopotâmia (atual Iraque). Desde então, exemplos de coberturas verdes apareceram por todo mundo, de Roma à Escandinávia, nos mais diversos climas e tipos.

Ainda assim, a solução de inserir plantas na cobertura ainda é vista com desconfiança por muitos, como uma solução custosa e difícil de manter. Outros, no entanto, defendem que os custos elevados de implantação são amortizados rapidamente com economias na climatização e que, principalmente, ocupar a quinta fachada da edificação com vegetação é uma saída, antes de tudo, racional. De toda a forma, fica a dúvida de como os telhados verdes podem realmente ajudar nas mudanças climáticas.

Maciço, furado, cerâmico e de concreto: tipos de tijolos e suas aplicações

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Talvez o mais elementar dos materiais de construção, o termo “tijolo” é utilizado muitas vezes como sinônimo do bloco cerâmico, mas ele não se limita apenas a isso. Usar tijolos em sua construção significa optar por projetos que podem ser modulares, otimizados, e principalmente, versáteis. Este artigo explora o que são e quais as finalidades dos diferentes tipos de tijolos mais usuais na construção civil.

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O cobre pode ser reciclado infinitamente: 8 projetos com revestimento sustentável

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Estima-se que o cobre tenha sido o primeiro metal a ser encontrado pelos homens e utilizado na fabricação de ferramentas e armas. Isso ocorreu no último período da pré-história, há mais de 10.000 anos atrás, na chamada Idade dos Metais, quando os grupos, até então nômades, começaram a se tornar sedentários, dominando a agricultura e iniciando os primeiros aglomerados urbanos. O cobre, desde então, tem sido explorado para usos muito diversificados. De objetos de decoração, joias, peças automotivas, sistemas elétricos e até amálgamas dentárias, entre muitos outros, o material possui uma demanda enorme. Na arquitetura, os revestimentos de cobre são bastante apreciados por conta de sua estética e grande durabilidade. Mas um fator que cabe ser mencionado é que o cobre pode ser reciclado infinitas vezes, praticamente sem perder suas propriedades.

É possível mesclar materiais locais e impressão 3D?

A arte de construir um abrigo feito com blocos de gelo é passada de pai para filho entre os inuítes, povos nativos que habitam as regiões mais ao norte do planeta. A planta circular, o túnel de entrada, a saída de ar e os blocos de gelo conformam uma estrutura onde o calor gerado no interior derrete uma camada superficial da neve e veda as frestas, melhorando o isolamento térmico de gelo. Em uma tempestade, um iglu pode ser a diferença entre vida e morte e talvez este seja o exemplo mais icônico e radical do que significa construir com materiais locais, poucas ferramentas e muito conhecimento. Neste caso, o gelo é tudo o que se tem.

Aproveitar os recursos abundantes e a mão de obra local são conceitos chaves para arquiteturas sustentáveis, que muitas vezes são esquecidos em detrimento de soluções replicadas de outros contextos. Com as novas demandas e tecnologias, a globalização dos materiais de construção e das técnicas construtivas, ainda há espaço para os materiais locais? Mais especificamente em relação às construções impressas em 3D, estamos fadados a erigi-las somente em concreto?

Como um envelope de painéis metálicos isolados se comporta em relação ao fogo

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O arquiteto carrega uma enorme responsabilidade ao projetar uma edificação, uma vez que influenciamos no seu estado de espírito através do conforto que a edificação proporciona. E, no caso de um incêndio, a edificação deve estar devidamente preparada para evitar danos aos ocupantes e ao patrimônio. A forma como o incêndio irá evoluir, após se iniciar, dependerá em grande parte dos materiais que constituem a edificação e como a mesma foi projetada. É por isso que há tantas diretrizes que devem ser seguidas durante as etapas projetuais. Mas, além das legislações contra incêndio, há outras como a de conforto térmico, acústica e acessibilidade. Ao especificar um material ou produto para uma parte da edificação, o projetista deve estar muito atento se ele atende às mais distintas demandas, muitas vezes simultaneamente. Um exemplo de material é o dos Painel de metal isolado (Insulated metal panel - IMPs), que apresenta propriedades térmicas superiores, diversas possibilidades de aparência e boa resistência ao fogo.

Corrimão e guarda-corpo: como integrar elementos metálicos ao projeto

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Assunto de muitas discussões técnicas que envolvem normas de acessibilidade, e detalhamento extenso, os gradis metálicos desempenham uma dupla função nos projetos de arquitetura, sendo tanto um elemento de apoio e segurança em uma construção, quanto um elemento de identidade do projeto. Neste artigo exploraremos as diferentes formas desses metais serem vistos e inseridos no projeto.

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Painéis sanduíche translúcidos: edifícios saudáveis com abundância de luz natural

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As pessoas têm necessidades fundamentais que devem ser atendidas para sobreviver, que incluem: oxigênio, água, comida, sono e abrigo. Eles também possuem demandas secundárias, uma das quais é o acesso à luz do dia. Ao pensar em como os edifícios podem manter as pessoas saudáveis, é importante lembrar que a luz natural é essencial para o bem-estar; de fato, os ritmos circadianos humanos dependem dela.

Há vida após a demolição: madeira engenheirada, circularidade e projeto para a desconstrução

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O primeiro Shikinen Sengu foi realizado no ano de 690, na cidade de Ise, província de Mie, no Japão. Trata-se de um conjunto de cerimônias, que duram até 8 anos, que se inicia com o ritual do corte das árvores para a construção da nova edificação e conclui com a mudança do espelho sagrado (um símbolo de Amaterasu-Omikami) para o novo santuário pelos sacerdotes Jingu. A cada vinte anos, um novo palácio divino com exatamente as mesmas dimensões do atual é construído em um lote vizinho ao santuário principal. O Shikinen Sengu está ligado à crença xinto na morte e renovação periódicas do universo, ao mesmo tempo que é uma forma de passar de geração em geração as antigas técnicas construtivas em madeira.

A ideia de criar um edifício que terá um prazo de validade não é algo tão comum. Inclusive, muito pouco se aborda sobre a questão da vida útil das construções. Quando demolida, para onde irão os materiais que a compõem? Serão descartados em aterros sanitários ou poderão ser reutilizados em novas empreitadas? Há construções, métodos construtivos e materiais que tornam este processo mais fácil. Outros, inviabilizam uma reutilização, por conta de diversos fatores. 

Lavanderia, um luxo dispensável – ou onde colocar a máquina de lavar na casa contemporânea?

Na arquitetura residencial, sempre houve espaços indispensáveis e outros que podemos ignorar. Ao projetar uma residência, nossa tarefa é basicamente configurar, conectar e integrar diferentes funções da forma mais eficaz e eficiente possível, obrigando-nos a priorizar. E embora hoje muitos apostem numa arquitetura cada vez mais fluida e indeterminada, poderíamos dizer que o dormitório, o banheiro e a cozinha são o núcleo fundamental de toda casa, permitindo o descanso, o preparo da comida e a higiene pessoal. Em seguida, surgem alguns espaços de reunião e outras áreas de serviço, e com eles possivelmente existem saguões, corredores e escadas que os conectam. Cada espaço agrega novas funções que seus moradores podem desempenhar com maior facilidade e conforto, e assim a vida começa a se desenvolver de forma mais adequada.

No entanto, menos metros quadrados no banheiro podem nos permitir ampliar a sala de estar. Ou ainda, eliminar alguns espaços aparentemente dispensáveis ​​poderia proporcionar uma agradável espaço aos seus futuros habitantes. Em um mundo superpovoado com cidades cada vez mais densas, quais funções temos descartando para dar mais espaço ao essencial? Analisamos o caso da lavanderia, que foi reduzida e integrada nas outras zonas da casa para dar o seu espaço a outras funções.

Interiores com tijolos em apartamentos: 5 exemplos de calor e rusticidade

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Talvez não haja material mais diverso e atemporal do que o tijolo - que pode ser visto como um coringa tanto à arquitetura tradicional como na moderna. Em muitos casos, remover os rebocos de um edifício histórico pode revelar belas paredes de tijolos, que trazem uma grande quantidade de textura, calor e personalidade a um espaço residencial. Deixado aparente ou pintado, o visual se presta a uma variedade de estilos, do rústico ao industrial.

Os 5 projetos a seguir exemplificam como o tijolo exposto pode ser usado para aprimorar a mistura de texturas no projeto de interiores.

A beleza dos pisos de pedra: tipos, texturas e opções para a arquitetura

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O estudo das rochas permite o entendimento da formação do nosso território. Seus tipos, os desenhos formados, as camadas, revelam a história. Junto à atmosfera e à hidrosfera, a litosfera é um dos grandes elementos do sistema terrestre, que recebe a biosfera. A camada sólida mais externa dos planetas é constituída por pedras e solos e, quanto às pedras, há diversas formas de classificá-las. A mais comum é separá-las por conta dos seus processos de formação, como ígneas, sedimentares ou metamórficas. Enquanto as rochas sedimentares constituem cerca de 5% da crosta terrestre, os restantes 95% são de rochas ígneas ou metamórficas.

Por conta de sua durabilidade e resistência, juntamente aos seus desenhos variados e cores, as pedras têm sido utilizadas como materiais de construção e revestimento há centenas de anos. Para os pisos, a pedra permanece sendo uma opção nobre e elegante, que além de possuir uma alta inércia térmica e estabilidade estrutural, agrada a muitos por conta da textura agradável ao toque.

Jardim vertical: como montar e que plantas usar?

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Há cerca de trinta anos o paisagista francês Patrick Blanc tornou-se pioneiro na implantação de jardins verticais em Paris e posteriormente, em outras cidades pelo mundo. Por meio da criação de estruturas verticais capazes de comportar e nutrir espécies vegetais, o sistema permite que espécies possam crescer e ainda reduzir consideravelmente a temperatura interna de edifícios quando instaladas em suas fachadas, possibilitando expansão de áreas verdes pela inversão de suas áreas, do solo (horizontal) às empenas (vertical).

A prática de Blanc trouxe um conjunto de ações posteriores, reconhecendo os valores dos espaços verdes e sua contribuição às políticas sociais, ambientais e urbanas.