1. ArchDaily
  2. Malls

Malls: O mais recente de arquitetura e notícia

Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática

Áudio disponível

Em muitas cidades asiáticas, o clima de verão pode, cada vez mais, ser vivenciado à distância. Em Hong Kong, é possível deslocar-se de uma torre de apartamentos por um shopping no embasamento, entrar no sistema de metrô (MTR), chegar sob outro complexo comercial e seguir por passarelas de pedestres fechadas ou passagens subterrâneas sem praticamente sentir a atmosfera exterior. O calor, a umidade, a chuva e a variação sazonal continuam presentes, mas podem ser amplamente contornados por meio de uma rede contínua de interiores climatizados.

Ao longo de várias décadas, o ar-condicionado deixou de ser uma tecnologia para resfriar cômodos individuais e se tornou uma infraestrutura capaz de produzir um ambiente urbano alternativo. Isso tem sido especialmente visível em partes do Leste e do Sudeste Asiático, onde o desenvolvimento orientado ao transporte (TOD) frequentemente combina estações ferroviárias, shopping centers, moradias, escritórios e outros serviços cotidianos em complexos interconectados. O modelo "Ferrovia mais Propriedade" (Railway plus Property) ajudou a institucionalizar essa relação entre transporte e desenvolvimento, criando distritos onde o deslocamento pela cidade é, muitas vezes, inseparável da circulação por espaços internos de gestão privada.

Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Image 1 of 4Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Image 2 of 4Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Image 3 of 4Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Image 4 of 4Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Mais Imagens+ 8

Acesso exclusivo

Reinventar-se ou morrer: a transformação dos shoppings sob o novo paradigma econômico/urbano

Nesta colaboração, o escritório espanhol Ecosistema Urbano analisa o auge e a decadência do shopping como tipologia autenticamente estadunidense do século XX e com amplo êxito comercial no restante do mundo, apesar de não sofrer alterações significativas em "seus espaços, soluções e elementos".

Segundo os autores, esta tipologia atualmente atravessa um momento de inflexão por conta dos novos paradigmas econômicos e urbanos que os obrigam a reinventar-se ou morrer. Por isso, a propósito de um encargo profissional, planejam uma série de estratégias de revitalizações ("ou questionamentos de sua própria identidade") em um shopping nos arredores de Barcelona (Espanha) que busca sua "reconfiguração através da introdução de novos programas em uma tentativa de convertê-lo em um espaço muito mais público, sendo capaz de atrair usuários que, de outra maneira, não viriam".

Leia este artigo a seguir.

Reinventar-se ou morrer: a transformação dos shoppings sob o novo paradigma econômico/urbano - Image 1 of 4Reinventar-se ou morrer: a transformação dos shoppings sob o novo paradigma econômico/urbano - Image 2 of 4Reinventar-se ou morrer: a transformação dos shoppings sob o novo paradigma econômico/urbano - Image 3 of 4Reinventar-se ou morrer: a transformação dos shoppings sob o novo paradigma econômico/urbano - Image 4 of 4Reinventar-se ou morrer: a transformação dos shoppings sob o novo paradigma econômico/urbano - Mais Imagens+ 8