Semana passada a dupla de artistas Petra Bachmaier e Sean Gallero, do estúdio Luftwerk de Chicago, iniciou a transformação da Casa Farnsworth de Mies van der Rohe em uma "tela de luz e som" através da instalação INsite. "Uma exploração da filosofia de Mies através da luz", INsite oferece uma experiência noturna inteiramente nova da casa, destacando os aspectos formais da arquitetura através de uma apresentação de luzes interativas.
A Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe, em Berlim, entrou recentemente em uma nova fase com a abertura da intervenção de David Chipperfield - um prólogo ao iminente restauro da obra de Mies que o renomado arquiteto britânico está prestes a realizar. Concluída em 1968, a galeria foi o último projeto de Mies e sua obra prima final; por quase cinquenta anos ninguém ousou tocá-la - até agora. Para marcar esse acontecimento, uma grande instalação site-specific foi criada por Chipperfield numa tentativa de envolver Mies numa experiência espacial (ou talvez um último e apologético tributo ao mestre do século XX) momentos antes de embarcar numa missão que, em última instância, transformará o legado do arquiteto modernista.
Richard Kelly iluminou alguns dos edifícios mais icônicos do século XX: a Casa de Vidro, o Edifício Seagram e o Museu de Arte Kimbell, para citar alguns. Sua estratégia de projeto foi surpreendentemente simples, mas extremamente bem sucedida.
Iluminação para a arquitetura tem sido, e muitas vezes ainda é, dominada por um ponto de vista de engenharia, com a determinação dos níveis de iluminância suficientes para um ambiente de trabalho seguro e eficiente. Com experiência em iluminação de palco, Kelly apresentou uma perspectiva cenográfica para a iluminação arquitetônica. Seu ponto de vista pode parecer auto-evidente para a comunidade arquitetônica de hoje, mas foi revolucionário para o seu tempo e influenciou fortemente a arquitetura moderna.
Mies van der Rohe fumando, 1957; fotografado por Life magazine. Imagem Cortesia de Frank Scherschel/Time & Life Pictures/Getty Images
Esta resenha do livro de Detlef Mertins, "Mies" - por Thomas de Monchaux - aparece originalmente em Metropolis Magazine como "Mies Reconsidered". De acordo com de Monchaux, Mertins revela o mestre modernista como um leitor voraz que interpretou uma ampla variedade de influências para chegar a seu estilo conciso.
A página essencial das 528 que formam a nova monografia monumental de Detlef Mertins sobre Ludwig Mies van der Rohe—intitulada simplesmente Mies (Phaidon, 2014)—é a 155. Nela você encontrará uma reprodução, uma página dentro de outra, da página 64 do livro de 1927 de Romano Guardini, Letters from Lake Como— um livro sobre modernidade e subjetividade humana - com as anotações do próprio Mies nas margens, em uma letra surpreendentemente delicada e ornamentada.
E lá encontrará as observações de Mertins sobre as anotações de Mies sobre Guardini: “De todos os livros na biblioteca de Mies, Letters, de Guardini, é o mais marcado. Mies destacou passagem atrás de passagem com traços rápidos e ousados nas margens, e escreveu palavras chave na diagonal sobre as primeiras páginas de muitos dos capítulos: Haltung (postura), Erkenntnis (conhecimento), Macht (poder).” A marginalidade viva de Mertins, sua atenção aos detalhes divinos ao longo dos limites remetem à experiência de ler Talmud, o comentário sobre a lei e as escrituras judaicas em que, ao marcar e corrigir as marcas e correções de leitores prévios, gerações de rabinos construíram um diálogo íntimo através do tempo e do espaço.
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