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Arquitetos: TTAD Arquitetura
- Área: 522 m²
- Ano: 2026





Soluções baseadas na natureza são uma das principais estratégias para a adaptação climática contemporânea e para a resiliência ecológica urbana, adotadas por cidades independentemente de sua geografia ou zona climática. Telhados verdes, florestas urbanas, biovaletas, ampliação da cobertura arbórea, áreas úmidas protegidas e paisagens permeáveis ocupam posição de destaque nos planos municipais de adaptação. Essas intervenções são implantadas nos bairros, distribuídas pelas redes viárias e mensuradas por hectares restaurados, árvores plantadas, águas pluviais retidas ou redução de temperatura. Essa mudança amplia o papel da ecologia nas cidades, estabelecendo elementos ambientais como sistemas de infraestrutura e proporcionando a profissionais de planejamento uma estrutura sólida para integrar sistemas naturais ao desenvolvimento urbano.

Em toda a América do Sul, o conforto ambiental é compreendido não como uma condição interna estática, mas como algo moldado através do espaço. Em regiões marcadas pelo calor, umidade, luz solar intensa e variações sazonais, a arquitetura há muito tempo se apoia em decisões espaciais para amenizar o clima e acolher a vida cotidiana. O conforto surge da maneira como os interiores são abertos, sombreados, ventilados e habitados ao longo do tempo.
Em vez de isolar os espaços internos de seu entorno, muitos projetos contemporâneos na região cultivam o conforto por meio da profundidade, da porosidade e de zonas intermediárias. A luz é filtrada, e não maximizada; o ar é direcionado por aberturas alinhadas e vazios; e os limiares se transformam em espaços ativos de uso, em vez de bordas residuais. Tais estratégias não buscam um controle ambiental uniforme, mas produzem interiores que permanecem amenos, adaptáveis e intimamente sintonizados com as mudanças nas condições climáticas. Nesse contexto, o conforto ambiental torna-se indissociável da experiência espacial.

Duas semanas e mais de 85.000 indicações depois, foram definidos os finalistas do Building of the Year Awards deste ano. A seleção reflete o perfil do próprio público do ArchDaily que a escolheu: geograficamente diversa, generosa em ideias e precisa em suas intenções. Reunindo projetos de 46 países, em uma ampla variedade de tipologias e escalas, a lista apresenta um belo panorama do momento atual da arquitetura.
Convidamos você a navegar pela seleção e votar em seus projetos favoritos. Abaixo, apresentamos os 75 finalistas divididos em suas respectivas categorias. A votação estará aberta até o dia 18 de fevereiro, às 18:00 EST. Agradecemos a sua participação — ela é fundamental para consolidar este como o maior prêmio de arquitetura do mundo decidido pelo público.

A arquitetura é frequentemente apresentada como a expressão visível de seu tempo, de seus desejos, de sua fé no progresso, de sua ideia de ordem. No entanto, essa leitura tende a achatar as condições sob as quais as edificações são produzidas. Ela sugere que a arquitetura simplesmente acompanha a história quando, em muitos casos, participa ativamente dela. Poucos períodos tornam isso tão evidente quanto o século XX, quando a arquitetura se viu profundamente imbricada com programas políticos, sistemas econômicos e visões conflitantes sobre como a vida coletiva deveria ser organizada.
O que costuma ser agrupado sob o rótulo de Modernismo é frequentemente descrito como um projeto coerente, definido pela clareza formal, pelo otimismo tecnológico e pela ruptura com os estilos históricos. Contudo, essa aparente coerência se dissolve quando olhamos para além de seus centros canônicos. Os mesmos princípios espaciais (padronização, zoneamento funcional, produção industrial) foram adotados em contextos políticos e econômicos que diferiam significativamente em suas estruturas e objetivos. Um movimento aparentemente estático desdobrou-se em um sistema flexível, continuamente reorientado de acordo com as prioridades de cada regime. O que parecia uma linguagem compartilhada era, na prática, um conjunto de ferramentas aplicadas a agendas distintas.

Como proteção contra as baixas temperaturas, os tapetes surgiram há cerca de 3.500 anos e, com o passar do tempo, tornaram-se uma verdadeira arte, alcançando um alto nível de especialização a partir do século XVI. Tapetes e tapeçarias de diversas formas, cores, texturas e padrões são utilizados nos diferentes ambientes das residências com o objetivo de satisfazer as necessidades de seus habitantes e proporcionar conforto aos espaços, estendendo-se, por vezes, além da finalidade para a qual foram originalmente concebidos.

Há um futuro para as nossas cidades se não adotarmos um modo de vida sustentável? Há algum tempo, a sustentabilidade urbana vem sendo abordada mais sob a perspectiva das mudanças climáticas do que a partir de uma visão holística que incorpore a sociedade e a maneira como vivemos em comunidade.
Que novas formas de viver estamos experimentando com as diferentes transformações sociais, econômicas e ecológicas? Certamente precisamos colocar em pauta os diversos casos de referência que têm surgido em diferentes partes do mundo e compreender as últimas tendências sobre a maneira como vivenciamos nossas cidades.

Em novembro deste ano, a REDBAAL completará sua primeira década de prolífica existência com quatro edições do Prêmio Oscar Niemeyer de Arquitetura Latino-Americana (Prêmio ON), premiação na qual foram apresentados mais de 350 projetos que têm o mérito de terem sido premiados anteriormente nas bienais de arquitetura mais importantes dos países da América Latina.

Qual a relevância do uso da cor na arquitetura? Ao longo da história, encontramos diversos cenários em que a cor assume o protagonismo na sua integração com a obra arquitetônica. Atualmente, isso não é diferente. Isso se deve ao fato de a cor ser um meio capaz de provocar emoções e reações profundas e imediatas em quem a observa. Por esse motivo, a cor desempenha um papel importante na leitura arquitetônica, tendo o poder de evidenciar os componentes que a conformam ou, pelo contrário, alterar a percepção da obra ou do espaço.
A lista a seguir apresenta diversos projetos de residências ibero-americanas que adotaram uma abordagem particular da cor em sua composição. Nelas, vemos a concepção da cor como elemento integrador da obra ou como meio de destacar um elemento em particular, seja ele interno ou externo.

Com o fim de 2022 se aproximando, o ArchDaily reúne os destaques da arquitetura em uma série de retrospectivas. Como parte desse esforço, a equipe de Projetos volta-se para uma das categorias mais populares entre o público leitor — a arquitetura residencial — com o objetivo de compilar as casas que representam o melhor de um vasto universo de produção arquitetônica, de acordo com nossa audiência global.

Todos os anos, o Dia da Terra, celebrado em 22 de abril, oferece uma oportunidade para refletirmos sobre as condições do nosso planeta e o impacto que causamos nele. Responsável por cerca de 37% das emissões globais de carbono, a indústria da construção desempenha um papel importante — e muitas vezes prejudicial —, o que impõe uma responsabilidade cada vez mais urgente a profissionais de arquitetura e da construção civil de conceber estratégias para reduzir esse índice. Ainda assim, o ambiente construído representa o habitat da maior parte da humanidade, tendo, portanto, o potencial de proteger e abrigar as pessoas dos riscos apresentados pelas mudanças climáticas. Continue lendo para descobrir uma seleção de artigos que se aprofundam nas estratégias disponíveis em escalas urbana e arquitetônica para mitigar os efeitos das alterações climáticas e minimizar o impacto do setor sobre o planeta.

A reforma é uma prática cada vez mais comum e fundamental na arquitetura contemporânea. Mais do que uma tendência, ela representa uma estratégia crucial para reduzir o consumo de recursos e minimizar a geração de resíduos, oferecendo vantagens claras em relação a novas construções. No contexto latino-americano, essa filosofia se destaca por suas características singulares. Ela articula de forma complexa a circularidade e a ação climática com materiais locais, respondendo a desafios econômicos ao mesmo tempo em que harmoniza influências indígenas, coloniais e contemporâneas.
A habitação desempenha um papel crucial nesse contexto, onde materiais e técnicas construtivas tradicionais definem a singularidade de cada projeto e o integram ao tecido social da comunidade. Em toda a América Latina, as identidades regionais estão profundamente incorporadas aos esforços de reforma, indo desde a restauração de fachadas e o reaproveitamento de madeira até a reinvenção do uso de resíduos de demolição. A adaptação dos espaços nesses projetos é influenciada por suas identidades singulares e condições geográficas, enraizadas em expressões sociais e culturais.

Para além da ampla variedade de particularidades paisagísticas, ambientais, econômicas, sociais e culturais que distinguem cada região da América Latina, a renovação dos espaços internos que compõem a vida doméstica geralmente apresenta uma abordagem focada em alcançar a maior integração possível dos ambientes, somada à busca por flexibilidade, amplitude e melhores condições de ventilação e iluminação natural. Com o objetivo de valorizar os espaços em desuso e/ou dar-lhes uma nova vida, as reformas se propõem a transformar os modos de habitar por meio de estratégias capazes de abranger a restauração de materiais, a preservação de estruturas, a manutenção de instalações, entre outras ações.

Com o objetivo de recuperar os leitos e zonas úmidas urbanas, além de restabelecer o equilíbrio ecológico do território e melhorar a qualidade de vida dos habitantes, a prefeita de Viña del Mar, Macarena Ripamonti, apresentou o projeto “Estuário de Viña del Mar. Parque Urbano Inundável” na Cúpula Mundial de Líderes Locais e Regionais, realizada entre 10 e 14 de outubro de 2022 na cidade de Daejeon, na Coreia do Sul.

Até o dia 18 de novembro, acontece a Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito (BAQ2022) na Casa de la Cultura Ecuatoriana. Organizada pelo Colegio de Arquitectos del Ecuador, Provincial de Pichincha (CAE-P), a bienal vem sendo realizada desde 1978 com o objetivo de promover o diálogo, o intercâmbio e a reflexão sobre a arquitetura e a cidade contemporânea. Nesta edição, a proposta é abordar a temática intitulada “Inflexões: Voltar a ver”, com o objetivo de oferecer um espaço para a discussão e o debate sobre a arquitetura em torno dos momentos de inflexão na história.