Tubos, cabos e condutos de diferentes materialidades nas paredes e tetos fazem parte de todos os espaços que transitamos e habitamos. Eles representam o conjunto de redes e equipamentos necessários ao desenvolvimento da vida nos nossos edifícios, trazendo serviços como água, luz, gás, entre muitos outros. De acordo com as normas vigentes em cada país e o uso definido em cada espaço, as instalações podem ser deixadas aparentes, conferindo aos espaços interiores um certo caráter e estética.
Evento como bienais, festivais urbanos e exposições mundiais têm operado historicamente como um estimulante território de pesquisa e experimentação em arquitetura, cenários que viram nascer algumas das mais provocativas, controversas mas também inspiradoras obras de arquitetura e engenharia. A verdadeira importância das Exposições Mundiais, em particular, reside no fato de que oferecem aos arquitetos um contexto para que estes possam explorar novas ideias e tipologias em uma outra escala que diversamente, não seria possível. Nesta conjuntura, grandes feiras e exposições têm se estabelecido como uma espécie de plataforma para o intercâmbio de ideias e conhecimento. Desta forma, a arquitetura efêmera—e não apenas—tornou-se um espaço de fala para que arquitetos e urbanistas possam dar voz a novas ideias para o futuro do ambiente construído de nossas cidades.
A famosa obra não-construída do artista Christo no Arco do Triunfo em Paris começou a ser construída. As primeiras imagens, feitas pelo fotógrafo de arquitetura Jad Sylla, mostram o monumento sendo envolvido com 25 mil metros quadrados de tecido de polipropileno reciclável azul prateado e três quilômetros de corda vermelha. Intitulada L’Arc de Triomphe, Wrapped, a obra permanecerá no local entre 18 de setembro e 3 de outubro deste ano.
Viver em isolamento despertou em muitos arquitetos e arquitetas uma centelha de criatividade levando-os a explorar meios e métodos não convencionais para conceber seus projetos e instalações. Ao invés de fecharem seus escritórios e colocarem todos os projetos em andamento em standbyaté que a vida voltasse ao normal, profissionais das áreas criativas se mantiveram ativos, buscando inspiração em outras disciplinas como as artes performáticas e o teatro, vencendo o desafio imposto pelas regras de distanciamento social para (re)aproximarem-se de seus clientes e espectadores.
Ashley Bigham e Erik Herrmann, sócios e fundadores do Outpost Office, utilizaram-se deste tempo de distanciamento físico do trabalho prático para repensar a questão da “mobilidade”, desenvolvendo uma série de desenhos em escala 1:1 durante seu retiro no campus Ragdale, Illinois. Apropriando-se de tecnologias de ultima geração, a dupla utilizou robôs de marcação de campo controlados por GPS para criar uma instalação em escala urbana que procura responder algumas das principais questões relacionadas aos espaços públicos. Como resultado, Bigham e Herrmann receberam o primeiro prêmio no concurso Ragdale Ring 2020.
Stefano Boeri divulgou imagens de seu mais recente projeto, uma instalação circular de madeira intitulada TREE-ROOM. Concebida para aproximar “o homem da natureza, oferecendo um lugar para meditação e contemplação", a instalação faz parte do festival Arte Sella e será construída no jardim da Villa Strobele em Val di Sella, no norte da Itália.
Desde a década de 1990, um grande número de cidades na China está passando por uma renovação urbana. Estimulados por esta reconstrução urbana facilitada pelo estado, arranha-céus estão sendo construídos rapidamente nas principais cidades a fim de atrair classes médias ricas para estes locais resultando em inúmeras relocações e deslocamento da classe trabalhadora, tal processo é conhecido como “gentrificação”.
À medida que as cidades e os bairros estão sendo completamente gentrificados para atender ao gosto da classe média e impulsionar o crescimento econômico, os recursos do solo urbano estão sendo tratados com potencial econômico crescente, deixando pouco espaço para o desenvolvimento da vida urbana nas ruas. Ao analisar as práticas de cinco arquitetos na criação de espaços públicos urbanos habitáveis, este artigo vai discutir os desafios e oportunidades da revitalização urbana na China sob gentrificação.
Recentemente, vi uma obra de arte pública no principal distrito cultural de Dubai - Alserkal Avenue: era uma instalação de um coletivo de artistas - METASITU, que transformou um armazém anteriormente conhecido como Nadi Al Quoz, em uma ruína do século XXI. O trabalho intitulado: "estávamos construindo castelos de areia_mas o vento os levou para longe" - foi inspirado nas demolições perenes que se tornaram parte integrante do placemaking contemporâneo em todo o mundo. Por meio deste trabalho, o METASITU reflete sobre os processos extrativos de construção de cidades, contextualizando-os dentro de diferentes cronogramas humanos e ecológicos. A visão a longo prazo dos artistas era desconstruir o edifício e devolver seus materiais constituintes ao seu 'estado original'. No final deste ano, eles planejam desconstruir ainda mais a instalação criando um ambiente paisagístico público.
O bairro residencial Haszkovó, na cidade de Veszprém, na Hungria, foi visto como um projeto fracassado: "cinza, triste e sem alma". No entanto, essa estrutura fria conseguiu abrigar 20 mil habitantes, funcionando como uma "cidade" dentro da cidade
Por ocasião da Veszprém Design Week, um projeto colaborativo assinado por Edward Crooks, Point Supreme, Supervoid, MAIO e Paradigma Ariadné, convidou os visitantes a mudar a percepção e o estado atual de Haszkovó, criando cinco propostas de mobiliário urbano, que fossem vibrantes, portáveis e duráveis.
O OMA divulgou o projeto do KUBE, uma instalação localizada em frente à entrada do K11 MUSEA, na orla de Hong Kong. A instalação multifuncional cria um marco urbano em meio ao denso horizonte da cidade através de uma geometria muito simples e envolvente.
Desde 2017, a Escola de Arquitetura do Chipre (CYSOA) organiza uma série de concursos de arquitetura para instalações e projetos temporários para a praia de Geroskipou na Grécia.
No ano passado, a proposta vencedora foi apresentada pelo escritório russo de arquitetura KATARSIS Architects, um projeto temporário de cinema à céu aberto, com uma estrutura translúcida que serve tanto como cobertura quanto como tela de projeção.
Em comemoração ao feriado de Ação de Graças, celebrado em alguns países do hemisfério norte no dia 28 de novembro, o escritório Hou de Sousaprojetou Ziggy, uma instalação composta por arcadas coloridas que ocupará as ruas de Nova Iorque.
Encomendada pelo Centro Nobel da Paz em Oslo, na Noruega, e projetada pelo escritório Snøhetta, a instalação The Best Weapon foi apresentada ao público na esplanada da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. A pela de mobiliário pela paz urbana tem como objetivo homenagear “os ganhadores do Prêmio Nobel da Paz do passado e seus esforços para unir as pessoas a encontrar soluções eficazes para a paz”.
A 6ª edição da Exposição de Arte Pública chamada de Passages Insolites ou Passagens Inusitadas, foi inaugurada no último dia 20 de junho na cidade de Quebec no Canadá. Aberta até o próximo dia 14 de outubro, Passages Insolites é uma exposição de arte pública instalada ao longo de um percurso de quatro quilômetros pelas ruas dos históricos distritos de Petit Champlain e Saint-Roch, um percurso cultural pontuado por 14 instalações produzidas por 40 artistas locais, internacionais e coletivos de arquitetura.
Arquitetos e designers, assim como todos os cidadãos, têm a responsabilidade de debater sobre o meio ambiente. Seu poder, no entanto, reside no fato de que eles são capazes de causar um impacto através das decisões conscientes que fazem com seus projetos, como optar por materiais de construção sustentáveis ou criar obras de arte expressivas.
Para falar sobe a atual crise climática, a artista Alicja Biala e o arquiteto Iwo Borkowicz desenvolveram o projeto Totemy, uma série de esculturas de 9 metros de altura que representam o estado atual do meio ambiente através de uma experiência arquitetônica imersiva.
O Festival de Arquitetura de Londres, o maior evento anual do mundo desse tipo, ocupou diversas partes da capital britânica em junho deste ano. Com um mês de duração, o festival recebeu milhares de visitantes, convidando-os a explorar instalações e intervenções arquitetônicas, além de participar das atividades e discussões - que incluíram um evento organizado pelo estúdio SKNYPL.
O tema este ano era 'Fronteiras' - em todas as suas formas: regiões, muros, limites municipais… E para o sua primeira mostra internacional, o SKNYPL apresentou PHOBOS, um filme sobre Moscou e o profundo impacto causado pelas fronteiras físicas e metafísicas. O estúdio publicou uma versão online do filme especialmente para os leitores do ArchDaily.
A instalação "Hórama Rama", projetada pela dupla Pedro & Juana (Ana Paula Ruiz Galindo e Mecky Reuss), acaba de ser inaugurada como parte da 20ª edição do Programa Jovens Arquitetos do MoMAPS1. A instalação projetada para ocupar o pátio do PS1 neste ano de 2019 é composta por uma estrutura metálica circular, espacial e suspensa. Simulando uma floresta vertical interior, esta estrutura ambígua se revela como um ouriço de ripas de madeira, criando um espaço sombreado e agradável dentro do pátio do PS1. Após ter sido selecionado entre outros cinco finalistas, Hórama Rama foi finalmente construído no pátio do MoMAPS1 e estará aberto à visitação durante todo o verão, abrigando uma programação diversa e uma série de eventos ao ar livre.
O Museu de Arte de Elmhurst revelou detalhes de uma nova instalação realizada na McCormick House, projetada por Mies van der Rohe em Chicago. Projetada pela Luftwerk, colaboradora artística de Petra Bachmaier e Sean Gallero, com ateliê em Chicago, a instalação “Perspectivas Paralelas” é uma exposição site-specific que usa elementos coloridos e luz para ativar e interpretar a casa, celebrando o uso da geometria no protótipo pré-fabricado da metade do século passado.
https://www.archdaily.com.br/pt/918477/instalacao-artistica-transforma-a-casa-mccormick-de-mies-van-der-rohe-em-um-espaco-imersivo-de-luz-e-coresNiall Patrick Walsh
Os arquitetos da 1024 architecture divulgaram detalhes de sua exposição na Filarmônica de Paris. Livre dos códigos clássicos de apresentação, a exposição adota uma linguagem mais crua e deliberadamente urbana e inclui uma estrutura de andaimes oriunda de cenografias passadas. O escritório também projetou uma instalação digital, intitulada Core, cujas esculturas de luz se alteram de acordo com a trilha sonora.