O Ser Urbano é um evento anual do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio. É organizado por alunas e alunos e, por isso, reflete suas inquietações no campo da arquitetura e urbanismo, buscando estimular o pensamento crítico e criativo no ambiente acadêmico. A semana, que reúne mesas redondas, debates e exibições de filmes, chega a sua 8ª edição este ano.
Depois de mais de dez anos viajando e fazendo intervenções de LEGO nas paredes de cidades e alvenarias maltratadas do mundo todo, o artista Jan Vormann nos convida a contribuir com o seu atual projeto, o Dispatchwork. Vormann começou a criar estas intervenções com peças de LEGO em Bocchignano, na Itália, e desde então tem explorado as paredes das cidades de Tel Aviv e Berlim.
Jan Vormann visitou aproximadamente 40 cidades pela Europa, América Central, Ásia e Estados Unidos. Algumas das intervenções utilizam apenas um punhado de peças, enquanto em outras o artista chega a utilizar até 20 kg delas.
Dos arquitetos. Para a Beijing Design Week 2017, o MAD apresentou Wonderland - um pavilhão temporário localizado em uma antiga hutong [espécie de viela típica de cidades do norte da China] perto do Templo de Lama. Servindo como playground, o pavilhão cria um espaço vibrante onde as crianças da região podem parar depois da escola para brincarem e interagirem.
https://www.archdaily.com.br/pt/881435/mad-apresenta-wonderland-na-beijing-design-week-2017Joanna Wong
A cidade e as suas obras transformam-se à cadência das estações do ano. No verão de 2017, a praça do Centro Cultural de Belém, em Portugal, foi palco de uma construção efêmera que destacou essa dimensão transitória dos lugares e das coisas. Através de uma obra de arquitetura em cortiça, capaz de estimular os sentidos e reconstituir uma mecânica do espaço, foi possível dar corpo a essa transformação do lugar e, também, experimentar a natureza dos materiais, dos seus comportamentos estruturais e o seu potencial técnico.
Neste filme sobre o projeto Porto Innovation Hub, do escritório Fahr 021.3, a produtora Building Pictures documentou as diferentes fases de construção da instalação até o espaço ser habitado. O filme divide-se em três parte: processo fabril, processo de construção e obra construída.
A primeira parte tem como objetivo mostrar o processo de manufatura envolvido no projeto. O processo requereu o uso diferentes técnicas como a produção de tecidos, serralharia, pintura e montagem de peças.
A semana do festival Burning Man 2017 está no fim e fotografias do evento já inundam as mídias sociais. Com o tema "Ritual Radical", a edição deste ano apresenta tantas estruturas e esculturas impressionantes quanto se esperava encontrar, incluindo um templo central que apoia uma escultura antropomórfica de madeira construída para celebrar o Golden Spike - o ápice do evento.
Veja, a seguir, nossas estruturas favoritas da edição deste ano.
O artista Eric Rieger, também conhecido como HOTTEA, concluiu recentemente uma instalação com cordas coloridas no maior shopping center da América do Norte, o Mall of America em Bloomington, nos EUA.
Composta por 13.000 fios individuais em 103 cores, a instalação transforma completamente o átrio do shopping, envolvendo os visitantes em uma tempestade de cores vibrantes. No total, foram utilizados cerca de 300 kg de fios, que ocupam a área de projeção da claraboia da cobertura, de 16,5 m por 13,5 m.
A arte não está confinada em paredes de galeria. O conceito de arte exibido em tetos é algo que remete à Renascença, talvez o mais notável deles é a Capela Cistina, com pinturas de Michelangelo. A tradição da renascença de trompe l'oeil foi mais além, utilizando uma profundidade ilusória de perspectiva para simular um volume que na verdade não existe; seja ele um domo que nunca foi construído ou um ático repleto de anjos.
Quatrocentos anos mais tarde, o escritório de arquitetura com base em Nova York e Los Angeles, FreelandBuck, elevou o conceito com esta instalação chamada ‘Parallax Gap’, que foi selecionada pela Galeria Renwick do Museu de Arte Americana Smithsonian como um projeto vencedor de um concurso chamado ‘ABOVE the Renwick’ (sobre Renwick, em tradução livre). De julho de 2017 à fevereiro de 2018, um forro de 233 m² será suspenso junto ao teto da maior sala do Renwick, o Bettie Rubenstein Grand Salon, retratando um catálogo abstrato de ícones arquitetônicos estadunidense.
A artista argentina Marta Minujín criou uma réplica em grande escala de uma das estruturas mais famosas do mundo, o Partenon em Atenas, construída a partir de livros censurados como símbolo da resistência à repressão política. Atualmente exibidos no festival de arte Documenta 14 em Kassel, na Alemanha, os cem mil livros que compõem o monumento foram obtidos exclusivamente de doações, permitindo que pessoas de todo o mundo contribuam com livros com os quais têm uma conexão especial.
Colaborando com estudantes da Universidade de Kassel, Minujín selecionou mais de 170 títulos proibidos em vários países em todo o mundo. Estes livros foram então amarrados à estrutura de aço com folhas plásticas que os protegem e permitem a passagem da luz solar dentro do edifício.
https://www.archdaily.com.br/pt/875668/artista-constroi-um-partenon-de-livros-na-alemanha-com-100-mil-titulos-censuradosAD Editorial Team
Comissionado para um evento de grande escala no Emirado de Abu Dhabi, Edoardo Tresoldi, em colaboração com a Design Lab Experience, construiu uma vasta "praça" interna de fragmentos arquitetônicos. Acomodando um espaço de eventos de 7000m², cada elemento "clássico" é construído inteiramente a partir de malha de arame e compreende cúpulas, arcos, colunatas, colunas e imitações de espaços sagrados. Juntos, eles criam uma sequência translúcida e efêmera de salas internas - todas em camadas por uma estética surpreendentemente contemporânea.
https://www.archdaily.com.br/pt/871749/instalacao-de-arame-reconstroi-elementos-classicos-da-arquiteturaAD Editorial Team
Francesco Galli. Image Cortesia de La Biennale di Venezia
A artista mineira Cinthia Marcelle propôs a instalação “Chão de caça” [Hunting Ground] no Pavilhão Brasileiro, com a curadoria de Jochen Volz, recebeu a menção honrosa durante a Bienal de Arte de Veneza 2017, inaugurada em 13 de maio. A instalação é composta por um piso inclinado feito de grades de ventilação soldadas que ocupa todo o interior das duas galerias do pavilhão brasileiro. Entre os pequenos vãos das grades, seixos rolados dos arredores do local da exposição foram inseridos. Entrelaçados com a grade e os seixos, estão elementos escultóricos adicionais, uma série de pinturas e um filme tocando ininterruptamente. O desenho, as resoluções técnicas e a estrutura do piso, assim como o processo de desenvolvimento da obra através de modelos eletrônicos e protótipos, foi realizado em parceira com os arquitetos Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero do escritório paulista Vão, com quem a artista vêm trabalhando há alguns anos.
Dos arquitetos: O município de Jundiaí, no interior de São Paulo, tem relação forte com a estrada de ferro inaugurada no século XIX, da antiga Companhia Paulista. Quem passava a pé pelo Viaduto Prof. Joaquim Candelário de Freitas, que une a porção central da cidade à Vila Rio Branco, transpondo os trilhos do trem, enfrentava uma caminhada que parecia mais longa sob o sol forte e barulho dos carros.
Diante desse cenário, a intervenção urbana foi proposta com o objetivo de melhorar o percurso do pedestre que utiliza o viaduto em seu caminho. O conjunto de pórticos metálicos e o trançado de cordas se unem, formando um jogo visual dinâmico conforme o pedestre caminha entre as estruturas.
Uma malha tetraédrica luminosa com extensão de 10 metros é a mais recente inovação impressa em 3D obtida pelos professores Felix Raspall e Carlos Banon da Universidade de Tecnologia de Singapura (SUTD). A escultura interativa de luz é uma exploração de como os componentes impressos 3D em grande escala podem criar um sistema para "atender não só requisitos estruturais, mas também transmissão de energia e comunicação de informação dentro de uma estética contínua".
Suspenso sobre seus visitantes, a exposição envolve o público através de respostas aos seus movimentos abaixo, controlado por mais de 50.000 pixels distintos de LED e o algoritmo principal. Isto é possível através de cinco microcontroladores Teensy, trabalhando em conjunto com três sensores ultra-sônicos na base da estrutura, resultando em uma experiência viva e iluminante.
Capturando as grandes extensões do oeste dos EUA em uma série de superfícies espelhadas, MIRAGE é uma instalação situada no deserto do sul da Califórnia criada por Doug Aitken, artista e cineasta estadunidense. Uma adaptação experimental da tradicional casa suburbana em estilo de rancho, a obra tensiona a relação da arquitetura com a sua paisagem, manifestando-se como um caleidoscópio em escala natural.
Este estilo de residência californiana foi criado por um pequeno grupo de arquitetos nos anos 20 e 30, inspirada pela fluidez espacial do trabalho de Frank Lloyd Wright e fundida com as casas de um pavimento que pertenciam aos rancheiros. Após a Segunda Guerra Mundial, a simplicidade desta tipologia habitacional resultou em sua rápida ascensão em popularidade, adotada por construtoras para atender a demanda da rápida urbanização dos subúrbios.
Árvore com 7,5m de altura formada por perfis metálicos de cantoneira de 1.1/4, 2 e 3 polegadas em ferro natural e 20 parafusos sextavados 3/8 por 1 polegada, com porca e arruela. Não requer rega ou fertilizantes. Não faz fotossíntese. Não produz oxigênio.
Um coral gigante e liso? Uma craca? Uma toca de natação floral?
Tais frases são como o estúdio de arte e arquitetura Marc Fornes / THEVERYMANY tentam descrever seu mais recente projeto curvilíneo, Under Magnitude.
Suspensa no Centro de Convenções de Orange County, em Orlando, a instalação é uma estrutura de dois andares, formada por uma rede de ramos que são sintetizados por uma única superfície lisa e branca. A forma expressa o objetivo do estúdio de "unir superfície, estrutura e espaço para criar um novo tipo de experiência".
Em colaboração com o Museu Kistefos, o fotógrafo Frédéric Boudin capturou a instalação de Jeppe Hein "Path of Silence" ("Caminho do Silêncio", em tradução livre), agora permanentemente localizado em Jevnaker perto de Oslo. A escultura é inspirada na topografia do Parque de Esculturas da Kistefos, criando uma conversa entre a instalação e seu local, adaptando o declive escalonado do parque e os terraços a um perfil de forma livre.