André Rocha é um arquiteto e ilustrador português formado em arquitetura pela Universidade de Coimbra (Darq). Enquanto estudante cria em 2004 um blog de desenho intitulado "A Persistência do Traço" onde explora o desenho urbano evocando frequentemente um certo imaginário surrealista e infantil.
O ser humano está castigado a olhar para a frente caminhando sobre suas pernas. Com este simples feito se estrutura todo o nosso espaço, e nossas cidades. Compostas por ruas, pontos de fuga distantes que potencializam o caminhar. Olhamos ao céu apenas em espaços livres na urbe como parques e miradores. A conquista da cidade é reduzida sempre a esses vazios, as ruas, os pátios, as praças. Vazios que são cada vez mais estreitos na cidade contemporânea.
Essa delineação do espaço livre onde pisamos ou observamos muitas vezes nos oprime, mas também remarca uma vista limitada, irregular, que se altera a cada ponto de vista, para ser preenchida pela imaginação dos sonhadores. Como uma criança vê os animais nas nuvens, que se movem com o vento e devoram uns aos outros, o artista francês Thomas Lamadieu completa o céu com os personagens desenhados pela sua mente.
Há alguns anos, Atelier Olschinsky trabalhou nesta série de incríveis ilustrações intitulada "Cities and Plants". Trata-se de um híbrido entre ilustração digital e arquitetura, obtendo resultados muito interessantes e, incluso, algumas das ilustrações estão disponíveis e à venda como obras de arte.
Com apenas lápis e papel, o artista Mark Lascelles Thornton começou este massivo projeto de desenho arquitetônico intitulado "The Hapiness Machine". Cada prancha representa a uma cidade, entra elas Chicago, Nova York e Londres, a qual é estilizada em tons vermelhos e cinzas.
Somado ao meticuloso detalhe dos edifícios, a obra é mais incrível ainda ao considerar a escala: a peça final inclui oito painéis de 2,4m x 1,5m.
Há alguns dias, o blog do editorial da Arquine publicou uma série de ilustrações de arquitetura do artista André Chiote.
O particular desta publicação é a intensidade dessas icônicas imagens, capazes de representar não somente um edifício ou obra, mas um símbolo em si mesmo, através de simples e básicas representações. Os edifícios representados são expostos de uma maneira tão substancial que são reconhecidos instantaneamente apesar da sutileza linear pela qual estão expostos.
Na continuação, apresentamos uma compilação das ilustrações de André Chiote.