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Gênero: O mais recente de arquitetura e notícia

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O ornamento ainda é um crime?

O mal-estar do ornamento 

Dissimulação, maquiagem. Expressão da subjetividade de um grupo, linguagem ou signo. Documento histórico, emblema de modismos passageiros. Um crime. Interpretados de distintas maneiras, os ornamentos foram considerados um dos pecados mais degenerados da arquitetura. Resistir à tentação da decoração se tornou uma virtude, um sinal legítimo de autenticidade e futuro possível. 

O ornamento ainda é um crime? - Image 1 of 4O ornamento ainda é um crime? - Image 2 of 4O ornamento ainda é um crime? - Image 3 of 4O ornamento ainda é um crime? - Image 4 of 4O ornamento ainda é um crime? - Mais Imagens+ 10

A importância de uma iluminação pública sensível ao gênero

O gênero é uma camada de desigualdade incontestável nas cidades, que marca, de maneira muito distinta e efetiva, a experiência e o cotidiano de homens e mulheres no ambiente urbano. Um dos elementos cruciais na tentativa de garantir espaços mais inclusivos e igualitários é a iluminação pública, que não costuma ser pensada sob uma perspectiva de gênero.

Espaços públicos mal iluminados reforçam o sentimento de medo nesses ambientes, e devem ser repensados para que promovam cidades mais seguras, especialmente para as mulheres. Uma vez que, atualmente, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas — um cenário que só tende a aumentar —, como podemos tornar os espaços públicos mais seguros e confortáveis para que possam ser plenamente usufruídos e acessados por todas e todos? 

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Uma análise interseccional da mobilidade urbana: um direito social

É perceptível a exclusão do gênero feminino da formação do espaço, refletindo um lugar de insegurança e de vulnerabilidade. Neste contexto, a mobilidade urbana, tal qual conhecemos, reproduz as desigualdades de gênero, raça e classe existentes em nossa sociedade. Seja por meio da caminhabilidade ou do transporte público, o fato é que a forma como os deslocamentos são realizados não se adequa às necessidades das mulheres, especialmente aquelas autodeclaradas pretas e pardas e com menor renda. Buscamos aqui, portanto, dar especial atenção para o modo como as noções de interseccionalidade têm operado nessa mobilidade urbana como um direito social para todas e todos.

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Como a inclusão de gênero está influenciando o desenho urbano

Na década de 1970, em Berkeley, Califórnia, um grupo ativista dos direitos das pessoas com deficiência, chamado Rolling Quads, começou a desmontar os meios-fios e instalar rampas improvisadas nas calçadas, exigindo acesso para os cadeirantes. Mas, o que as pessoas não esperavam era que os usuários de cadeiras de rodas não seriam os únicos a se beneficiar da intervenção. Logo, pedestres com carrinhos de bebê, compras pesadas, malas ou simplesmente com mobilidade reduzida passaram a usar regularmente as rampas. Da mesma forma, uma cidade com inclusão de gênero funciona melhor para todos. Uma cidade onde todas as minorias de gênero, com idades e habilidades diferentes, podem se locomover com facilidade e segurança, participar plenamente da força de trabalho e da vida pública, levar uma vida saudável, sociável e ativa é uma cidade que melhora a vida de todos.

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Gênero e raça na arquitetura: entrevista com Gabriela de Matos

Gênero e raça na arquitetura: entrevista com Gabriela de Matos - Imagem de Destaque
Espaço Agô, assinado pelo Estúdio de Arquitetura Gabriela de Matos para a CASACOR São Paulo 2021. Foto: Salvador Cordaro/CASACOR

Elaborar espaços que sejam confortáveis e seguros para toda a população passa pela necessidade de que esses espaços sejam pensados por pessoas diversas. Uma cidade que acolha cidadãs negras e cidadãos negros é uma cidade melhor para todos. O Betoneira Podcast convidou a arquiteta e urbanista Gabriela de Matos para falar sobre a importância de evidenciar, enaltecer e estimular a participação de mulheres e pessoas negras nos projetos das cidades para uma discussão mais democrática sobre a organização dos territórios urbanos.

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Projeto "Arquitetura na Periferia" ensina mulheres a construir suas casas

É rijo como cal e madeira o espírito das mulheres que participam dos movimentos de luta por moradia no Brasil. Maioria em ocupações de territórios, elas coordenam com vigor as práticas organizacionais e políticas de assentamento e construção de habitação popular. Não é à toa que muitas das ocupações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ou do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) carregam nomes de mulheres como Dandara, liderança de um quilombo do período colonial.

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Mulheres na fotografia de arquitetura

Maioria em graduações de arquitetura em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil, as mulheres superam os homens em número de profissionais em atividade, entretanto, sua representatividade vem, há décadas, sendo sistematicamente diminuída frente à atuação masculina. 

O debate sobre o papel das mulheres na arquitetura não é recente, contudo, ganhou força a partir de 2013 com a petição para que Denise Scott Brown fosse retroativamente reconhecida como vencedora do Prêmio Pritzker de 1991 - junto à Robert Venturi - e a consequente rejeição do pedido por parte do Prêmio. Desde então, o reconhecimento do papel das mulheres na arquitetura vem sendo tópico de diversos - e necessários - debates, palestras, simpósios e exposições em todo o mundo.

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Arquitetas questionam como cidades podem ser mais inclusivas para mulheres

Você já atravessou a rua por estar com medo hoje? Enquanto mulher, qual o seu maior medo ao andar na rua? Como você se sentiria mais segura? Foi com o objetivo de refletir como podemos planejar cidades mais igualitárias para todos que o escritório amb ateliê, em parceria com as arquitetas Fernanda Linero e Beatriz Teixeira, promoveram essa ação em diferentes bairros de Curitiba. O projeto ci.da.de; substantivo feminino integra a 3ª Mostra Bienal de Arquitetura para Curitiba.

CAU realiza diagnóstico sobre equidade de gênero. Participe!

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, através de sua Comissão para a Equidade de Gênero (CTEG), lançou um diagnóstico público para construção coletiva da pauta das mulheres, visando a superação dos desafios do exercício da arquitetura e urbanismo.

Cursos livres Escola da Cidade 2o. semestre – inscrições abertas

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Projeto Arquitetas Negras lança campanha para financiar a primeira edição de sua revista

O projeto Arquitetas Negras lançou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria para a realização da primeira edição de sua revista. Intitulada Revista Arquitetas Negras vol. 1, a publicação é a primeira revista brasileira com conteúdo pensado e produzido exclusivamente por arquitetas negras.

A temática da revista gira em torno da produção teórica, filosófica, e crítica desenvolvidas no trabalho de design de interiores, da arquitetura e do urbanismo.

Djamila Ribeiro e Juliana Borges lançam livros da coleção Feminismos Plurais

Juliana Borges e Djamila Ribeiro protagonizarão a noite de 26/04 no palco da Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo do IESP, a SAAU'18, em João Pessoa. Ao lado de outros nomes de referência na militância feminista, a Deputada Estadual Estela Bezerra (PB) e a advogada Liana Cirne Lins (PE), ambas conduzirão uma discussão sobre as invisibilidades sociais no processo de produção da cidade contemporânea. A mediação do debate ficará a cargo da arquiteta, urbanista e atriz, Natália Sá (PB). Além disso, Juliana e Djamila farão o lançamento dos seus respectivos livros, “O que é encarceramento em massa?” e “O que é lugar de fala?”, ambos do Grupo Editorial Letramento e integrantes da coleção Feminismos Plurais.

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Mulheres e mobilidade urbana: indicadores para a formulação de políticas urbanas sensíveis ao gênero

Diversos estudos têm se dedicado a compreender a relação entre gênero e mobilidade urbana. Eles concluem que mulheres  enfrentam desafios maiores para exercer o direito à cidade e acessar as oportunidades oferecidas no espaço urbano. As desigualdades na divisão do trabalho doméstico implicam em maior carga para as mulheres, que acumulam funções como levar e buscar as crianças na escola, o cuidado com membros idosos e doentes da família, a ida às compras entre outras atividades, o que determina em grande parte um padrão de deslocamento consolidado por viagens em sequência, para múltiplos destinos e com uso preponderante do transporte público e da caminhada.

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Gênero e estudos urbanos, uma conciliação necessária

Algumas iniciativas recentes demonstram o ressurgimento do movimento feminista em uma nova onda [1] que tem afetado diversos campos da sociedade brasileira. Toda essa movimentação de debates e ações realizadas pelas lutas das mulheres tem reverberado em diferentes áreas do conhecimento, e a arquitetura e urbanismo não estão de fora. No campo da arquitetura, por exemplo, se destaca a criação do grupo “Arquitetas invisíveis”, em Brasília (2014), um grupo voltado para dar visibilidade a prática arquitetônica de mulheres. Assim como o surgimento de alguns grupos pesquisa, trabalhos de graduação, dissertações, teses e debates públicos sobre a questão. Iniciativas especialmente de estudantes e jovens arquitetas.

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Por que é urgente falarmos de mobilidade e gênero

Dentre tantos temas urgentes no debate sobre gênero, há uma questão que merece destaque: a mobilidade das mulheres.

Caso você nunca tenha pensado sobre isso, pode parecer que a mobilidade urbana e seus condicionamentos relacionam-se a padrões de deslocamento que variam apenas de acordo com a territorialidade e a oferta de sistemas de transporte. Mas a verdade é que o acesso à cidade – a forma como navegamos no território – não é neutro quanto ao gênero.

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A importância de incluir a igualdade de gênero no planejamento de transportes

Em 1996, um estudo icônico de Viena, na Áustria, explorou por que havia menos meninas (acima de nove anos) em parques públicos em comparação ao número de meninos. Os pesquisadores concluíram que os meninos eram mais seguros em seu uso do parque, e as meninas geralmente ficavam de fora nesta competição por espaço limitado. Após o estudo, em 1999, a cidade iniciou um projeto de redesenho do parque, e os resultados foram impressionantes. Ao adicionar mais caminhos de acesso e paisagismo para dividir grandes espaços abertos em seções menores, grupos de meninos e meninas foram capazes de criar zonas para si próprios sem competir. As moças da cidade voltaram para os parques.

Nas últimas duas décadas, Viena realizou mais de 60 projetos-piloto – em transporte público, moradias e trilhas – para incorporar a igualdade de acesso para homens e mulheres no design. Hoje, a integração da perspectiva de gênero é fundamental para a estratégia de planejamento de Viena.

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Como 'fazer' cidade considerando as diferenças de gênero?

A luta das mulheres pelo reconhecimento de que sua contribuição para a sociedade não é apenas reprodutivo tem sido constante. De invisíveis e relegadas ao domínio do privado, hoje as mulheres tem passado a assumir novos papéis que antes lhes eram negados e os espaços ganhos, vão sendo modificados na maneira em que participam da vida da cidade.

No entanto, o excesso de burocracia, indolência e falta de vontade tem deixado as mudanças físicas da cidade em uma evidente defasagem, distanciadas das mudanças ideológicas, deixando-as, muitas vezes, no discurso do como deveria ser.

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Urbanismo e gênero: criação de percursos em Buenos Aires que refletem a vida das mulheres

A Carta Europeia de Garantia dos Direitos Humanos na Cidade (Saint-Denis, 2000) estabelece a vontade de integrar o vínculo social de forma duradoura no espaço público partindo do princípio da igualdade, destinado a incrementar a consciência cidadã de todos os seus habitantes.

Neste contexto, as 146 organizações da sociedade civil que integram o Conselho de Planejamento Estratégico da Cidade de Buenos Aires acabam de aprovar uma nova iniciativa legislativa destinada a criação de itinerários turísticos, culturais e educativos que refletem a vida das mulheres e sua importância na história social e política.