Estão abertas as inscrições para o concurso Prix Photo Web 2015, uma parceria entre a Embaixada da França e a Aliança Francesa do Brasil que tem como objetivo destacar o olhar contemporâneo e crítico da cultura franco-brasileira. O concurso é também uma forma de promover o intercâmbio cultural entre Brasil e França e tem como tema deste ano “Urbanização e Natureza no Brasil ou na França”.
Cortesia de Federico Winer @Google Earth e dados de satélite
Muito acima da superfície da terra e com uma serena vista distante do planeta que habitamos, ULTRADISTANCIA é o mais recente projeto fotográfico do artista argentino Federico Winer. A série experimental utiliza registros do Google Earth para apresentar impressionantes imagens de ambientes naturais e construídos.
Saiba mais sobre o projeto e veja algumas imagens selecionadas, a seguir.
Lançado oficialmente no último dia 29, a plataforma online ARQUITETÔNICASpretende ser um veículo para a exposição e venda de fotografias de arquitetura em séries autorais. O conteúdo será organizado em edições trimestrais e a cada nova edição, novos fotógrafos serão convidados a participar com séries inéditas. Com uma política de valores mais acessíveis, as impressões - com qualidade fineart e tiragens limitadas - serão vendidas a partir de R$200,00.
Contrapondo a fotografia de arquitetura que se vê comumente - cujo objetivo principal é o registro de projetos -, a proposta em ARQUITETÔNICAS é reunir diferentes possibilidades de fricção entre a fotografia e a arquitetura, extrapolando o conceito restrito da arquitetura apenas enquanto edificação. As múltiplas séries fotográficas reunidas apontam - cada qual com sua especificidade - para diferentes visões de arquitetura enquanto atividade humana de organização de elementos em um espaço determinado.
A arquitetura construtivista é mais frequentemente relacionada à escritos e projetos que não saíram do papel. As duas estruturas mais famosas e radicais do movimento, o Monumento à Terceira Internacional de Vladimir Tatlin e o Tributo a Lenin de El Lissitzky nunca foram construídos. Na esteira da Revolução Russa de 1917, o construtivismo foi o resultado de artistas cubistas e futuristas combinando suas preocupações com a abstração e o movimento com as questões sociais dos bolcheviques na esperança de usar a arte como uma plataforma para motivar mudanças na sociedade. Enxergando os museus como "mausoléus da arte", em 1918 um novo jornal chamado "Arte da Comuna" afirmou: "O proletariado criará novas casas, novas ruas, novos objetos da vida cotidiana... A arte do proletariado não é um santuário sagrado onde as coisas são tratadas com indolência, mas trabalho, uma fábrica que produz novas coisas artísticas." [1]
De paisagens urbanas a detalhes construtivos, de espaços públicos consagrados a arranha-céus sendo erguidos, de composições ousadas a registros documentais, a lista a seguir oferece um panorama de como a arquitetura e a fotografia se sobrepõem em uma realidade cada vez mais virtual e instantânea.
Veja, a seguir, a lista de 20 contas de Instagram para seguir:
A leste de Paris, em Seine-Saint-Denis, há um conjunto habitacional que lembra Babel. Sua atmosfera de outro mundo - algo entre um sonho utópico de "novo mundo" e um conjunto pós-moderno neoclássico - já foi o cenário de diversos filmes de Hollywood, entre os quais Brazil (1984) e, mais recentemente, Jogos Vorazes: A Esperança (2014). A série fotográfica do fotógrafo parisiense Laurent Kronental, Souvenir d'un Futur, é uma homenagem a o que ele descreve como os "idosos ociosos" da região de Grand Ensemble da capital francesa. Suas fotografias capturam um lugar e suas pessoas que, apesar de sua estrutura arquitetônica megalomaníaca, tem sido relativamente ignorado.
Veja a série de fotos de Kronental - resultado de quatro anos de visitas - a seguir.
O trabalho de interpelação dos lugares levado a cabo por Gabriele Basilico, numa estratégia de trabalho equiparável às estratégias de projeto de alguns arquitetos, ofereceu uma ocasião única para ver melhor o desenho nas cidades, em cinco lugares que foram espaço para arquiteturas de qualidade. Seguindo o guião idealizado pelos co-comissários da exposição homónima, o fotógrafo italiano, viajante entusiasta e observador incansável, foi o condutor para a descoberta do olhar que este livro apresenta. As obras inserem os lugares percorridos numa geografia urbana de sentido lato, sugerindo que a arquitectura pode materializar movimentos e aspirações sociais através da configuração de espaços de sociabilidade. Observando-as, talvez se possa afirmar que o tempo e a transformação inexorável do espaço construído, sendo fatais, podem ser sinal de esperança.
A produtora e escola da fotografia Travessa da Imagem, de Fortaleza - CE, promove, entre os dias 5 e 9 de outubro, o workshop "Fotografia de Arquitetura e Cidades", com a fotógrafa Joana França. O curso será dividido em aulas teóricas - onde os participantes serão apresentados a técnicas e equipamentos e farão a análise de imagens de arquitetura e de “street photography“ - e saídas fotográficas, em que os conhecimentos teóricos serão colocados em prática.
Cada vez que converso com Germán não traço nenhuma rota a seguir. Nunca defino uma pauta para a conversa. Essa é a graça, não tenho perguntas feitas; apenas conversamos. Ou melhor, apenas escuto. Esse dia, como de costume, nos encontramos em seu escritório ao meio-dia. Germán sabe do meu interesse pela literatura e pela arquitetura; me perguntou se eu havia visto no jornal um material sobre Nicanor Parra. Disse a ele que eu era muito mal para as notícias e que não leio jornal nem vejo televisão. Germán fez um sinal de que entendia... “as notícias são o que mais te mata”, porém logo completou dizendo que uma vez por semana, talvez, é possível encontrar algo de bom, como esse texto sobre Parra. Conversamos vários minutos sobre literatura, sobre um esquema que havia feito seu filho sobre um livro de Todorov, e sobre outras coisas. Logo lhe propus que nos centrássemos na fotografia y sua relação com a arquitetura, o tema que, contra nosso costume, agora tínhamos como determinado.
Le Corbusier e Pierre Jeanneret construíram obras sublimes em meio à paisagem singular de Chandigarh, aos pés do Himalaia. Traçaram sobre ela uma nova ordem: novos eixos, novas manchas, novas perspectivas. Os edifícios erguidos na década de 1950 e começo da década de 1960 formam um dos conjuntos arquitetônicos mais significativos do século XX, e permitem uma das experiências mais singulares.
A arquiteta e fotógrafa Fernanda Antonio compartilhou conosco o registro da sua viagem pela cidade. Um passeio por oito edifícios e monumentos, com especial atenção para o complexo do Capitólio. Acompanhe o seu percurso e o seu olhar.
A Escola da Cidade promove, entre os dias 1 e 15 de setembro, a exposição “Cuba - Ruínas e Mitos”, do jornalista e fotógrafo brasileiro Dubes Sônego. Composta por 16 imagens, a mostra é resultado de uma viagem pela ilha, em janeiro deste ano, semanas após o anúncio de reaproximação diplomática do país com os Estados Unidos.
“O que encontrei foi uma Cuba muito diferente da que imaginava pela leitura de reportagens, livros e relatos de amigos que passaram pelo país. Para o bem e para o mal. Achei que seria interessante compartilhar essas impressões”, afirma o jornalista.
O livro "Apto - A moradia moderna de Brasília", produzido pelo fotógrafo Leonardo Wen e publicado pela editora Tempo d’Imagem, é um projeto de documentação autoral sobre os primeiros edifícios residenciais que foram construídos na cidade. Mais especificamente, versa sobre os 11 blocos e os 456 apartamentos que compõem a superquadra 108 Sul, cujo desenho urbanístico e arquitetônico foi inteiramente criado por Oscar Niemeyer. Esta foi a primeira superquadra a ser inaugurada em Brasília, o que ocorreu no dia 02 de fevereiro de 1960, poucos meses antes da própria inauguração da nova capital.
Saiba mais sobre o projeto e veja o livro completo, a seguir.
Por Andrey Rosenthal, Ana Cláudia Breier e Maíra Teixeira
Gustavo Capanema foi Ministro da Educação e Saúde de 1934 a 1945. Entre as inúmeras tarefas a ele solicitadas, uma em particular não foi concluída, a organização e publicação da “Obra Getuliana”. O livro deveria ser lançado em 1945, durante as comemorações dos quinze anos da Revolução e do governo de Getúlio Vargas. Carlos Drummond de Andrade e Antônio Leal Costa foram encarregados de escrever o capítulo que trataria das questões culturais. Burle Marx, Portinari, Santa Rosa e Guignard seriam os ilustradores e Mario Baldi, Erwin Von Dessaue, Paulo Alves e Erich Hess, os fotógrafos oficiais. Tratava-se de construir uma visão do Brasil e de sua Administração. A tarefa não foi finalizada, mas cerca de 600 fotografias foram especialmente produzidas e, desde então, pouco a pouco, reproduzidas. Tais documentos somaram-se às imagens do Brasil e de seu povo registradas e publicadas por outros profissionais especialmente contratados, como Jean Manzon (pelo DIP) e Marcel Gautherot (pelo SPHAN). Particular atenção recebeu a arquitetura, com os fotógrafos voltando suas lentes para os monumentos “modernos e antigos”. Inaugurava-se assim uma maneira oficial de apresentar a arquitetura nacional. Prática que se manteve ao longo de muitos anos.
A UNESCO lançou recentemente o concurso de fotografia#Unite4Heritage, que convida os participantes a publicarem fotografias no Instagram ou Facebook em que apareçam monumentos, lugares ou práticas culturais - como cerimônias e festas típicas -, compartilhando, assim, o reconhecimento da importância deste patrimônio.
Os participantes podem publicar quantas fotos desejarem com a hashtag #Unite4Heritage e um texto de até 50 palavras que explique por que esse patrimônio é importante e qual sua relação com ele. Assim, a UNESCO pretende demonstrar a diversidade cultural e promover o cuidado em relação ao patrimônio cultural.
A chamada permanece aberta até o dia 18 de agosto. Após essa data, serão escolhidas as 50 melhores fotografias e, entre elas, será eleita uma vencedora e outras 20 imagens que farão parte de uma publicação na Revista do Patrimônio Mundial, editada pela própria organização.
Casa Danzante em Praga, República Checa. Cortesia de [Wikipedia user CC]
Liderada pela decisão do governo espanhol de aprovar a Ley Mordaza -, a recente série de aprovações de leis restritivas tem tolhido a liberdade civil na Europa. E isso pode piorar: uma nova ementa apresentada ao Parlamento Europeu pelo deputado Jean-Marie Cavada busca restringir a Liberdade do Panorama em todos os países associados ao bloco, vetando a liberdade de fazer e publicar fotografias e vídeos de espaços públicos, edifícios e monumentos para preservar a propriedade intelectual e outros direitos do autor.
A possível aprovação da ementa 421 não apenas obrigaria a supressão de "centenas de milhares" de imagens que atualmente ilustram mais de 22 milhões de artigos em 288 idiomas na enciclopédia digital, como adverte a Fundação Wikipedia, mas também afetaria plataformas como Facebook, Instagram, Picasa e Flickr, além de dificultar o trabalho de decumentaristas, educadores, arquitetos e, na realidade, de qualquer indivíduo que trabalhe com imagens ou vídeos de lugares públicos.
Joana Françaé uma fotógrafa brasileira formada em arquitetura pela UnB que atua no campo da fotografia de arquitetura. Dona de um olhar sensível para a cidade e para o objeto construído, França começou a fotografar aos 15 anos e desde então a arquitetura já figurava entre seus temas preferidos.
Nascida em Brasília, Joana encontra na capital brasileira um de seus principais objetos de exploração, tendo fotografado para o Guia das obras de Oscar Niemeyer – Brasília 50 anos,editado pela Câmara dos Deputados e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil.
Desde 2012, trabalha registrando as exposições de artistas plásticos pelo Brasil, com destaque para a publicação do catálogo "Peasant Da Vincis" das mostras brasileiras do artista chinês Cai Guo-Qiang, nos CCBB's de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, de 2013.
Leia a seguir a entrevista realizada com Joana França para nossa seção Fotografia e Arquitetura e veja também algumas belíssimas imagens selecionadas pela fotógrafa.